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how to make you sleep

Summary:

Dois dias em claro, dores musculares e a pressão esmagadora dos bastidores levam Seokjin ao seu limite físico. Quando todas as duchas escaldantes falham em fazê-lo apagar, ele bate à porta de Taehyung no meio da madrugada. Ele não precisa dizer nada; Taehyung conhece cada linha de seu corpo e sabe exatamente como usar o prazer para drenar sua exaustão e finalmente fazê-lo dormir.

Work Text:

Seokjin revirou-se nos lençóis do hotel pelo que deveria ser a quinta vez em um intervalo de meros dois minutos. Cada movimento na cama era um lembrete doloroso do preço que a tour do Arirang vinha cobrando de seu corpo; as coreografias milimetricamente ensaiadas, a adrenalina violenta dos shows seguidos e a pressão absurda dos bastidores haviam transformado sua estrutura física em um bloco de pura tensão. Seus músculos latejavam em um protesto silencioso, as articulações travadas pelo esforço de dar tudo de si nos palcos nas últimas semanas.

Frustrado e completamente exausto, ele finalmente desistiu de procurar uma posição confortável que aplacasse a dor. Sentou-se na beirada do colchão, apoiando os cotovelos nos joelhos e enterrando o rosto nas palmas das mãos. Seu corpo parecia pesar uma tonelada inteira, um fardo opaco e esmagador, onde cada fibra clamava por um descanso profundo que sua mente, acelerada e ruidosa, deliberadamente recusava.

Quando finalmente se colocou de pé, as pernas vacilaram de leve, moles pelo cansaço extremo. A lufada de vento cortante e gelado disparada pelo ar-condicionado do quarto atingiu sua pele nua, mas sequer o abalou ou arrancou um calafrio; Seokjin estava anestesiado demais, exaurido até o osso, em um estado de letargia tão profundo que o frio já não conseguia furar a barreira de sua exaustão.

Descalço, ele empurrou a porta pesada e ganhou o corredor silencioso e excessivamente longo do hotel. Sob seus pés desprotegidos, o carpete espesso parecia sugar o resto de força que lhe restava a cada passo dado. Devido à sua extrema exaustão, aquele pequeno trajeto de passos lentos e arrastados parecia estender-se por quilômetros de distância, uma verdadeira eternidade em que sua própria sombra parecia pesada demais para carregar. A realidade, no entanto, era que o quarto de seu destino estava localizado a apenas três portas de distância do seu.

Parado finalmente diante da madeira escura, Seokjin ergueu a mão que tremia de cansaço e bateu duas vezes, o som ecoando abafado no corredor deserto. Ele não tinha forças sequer para se manter ereto enquanto esperava; a total falta de energia fez com que ele simplesmente deixasse o corpo pender para o lado, desabando a testa contra a parede fria ao lado do batente. Ali, sustentando o próprio peso contra a estrutura, soltou um suspiro profundo, mantendo as pálpebras coladas na esperança de que o mundo ao seu redor parasse de girar por um segundo.

— Hyungie?

A voz de Taehyung ecoou suave quando a porta se abriu, mas Seokjin sequer teve forças para respondê-lo de imediato.

— O que aconteceu? É tão tarde... Por que você não está dormindo?

Seokjin finalmente forçou as pálpebras a se abrirem, seus olhos opacos e emoldurados por olheiras profundas encontrando as feições preocupadas de Taehyung. Ele sustentou o olhar por alguns segundos, em um silêncio pesado; tinha plena consciência do quão miserável, vulnerável e deplorável era o seu estado atual naquele momento. Não havia orgulho ali, apenas uma necessidade desesperada de abrigo.

Sem precisar de qualquer convite formal ou palavra dita, ele simplesmente avançou no exato instante em que Taehyung deu um passo para trás, abrindo espaço na soleira. O mais velho ignorou completamente o resto do ambiente suntuoso do quarto de hotel; sua mente em frangalhos focou-se apenas no único ponto de salvação ali dentro. Caminhando com passos automáticos e pesados direto em direção à cama de casal, Seokjin desabou ali de bruços, deixando o corpo afundar no colchão como se estivesse finalmente despencando de um penhasco.

— Eu não consigo dormir — Seokjin confessou por fim, a voz saindo rouca, quase um sussurro, enquanto se aninhava nos lençóis alheios e deixava que o perfume marcante de Taehyung o envolvesse por completo. — Nos últimos dois dias eu tentei de tudo... Joguei videogame até cansar, fui para a academia, mas a minha mente não para um único minuto. Eu simplesmente não consigo dormir.

Hyungie... — Taehyung o repreendeu com extrema gentileza, o tom carregado de uma preocupação genuína. Ele fechou a porta do quarto e aproximou-se do colchão. — Por que você não me falou nada antes?

— Você estava ocupado com o Hobi.

Taehyung soltou um suspiro profundo, um som carregado de compreensão e daquela paciência infinita que reservava apenas para o mais velho. Sem mais delongas ou questionamentos que pudessem cansar a mente já exausta de Seokjin, ele subiu no colchão com movimentos suaves. Deitou-se logo atrás dele, colando o peito largo contra as costas tensas do mais velho, eliminando qualquer espaço que houvesse entre os dois.

Seus braços longos e firmes circularam a cintura alheia com uma determinação afetuosa, puxando o corpo de Seokjin contra o seu em um encaixe perfeito, um abraço apertado, protetor e que emanava um calor absurdo — o exato oposto da frieza impessoal daquele quarto de hotel. Sob o toque firme de Taehyung, Seokjin sentiu como se finalmente tivesse encontrado uma âncora no meio de sua tempestade particular.

— Você sabe perfeitamente que eu sempre, sempre tenho tempo para você, hyungie.

— O Hobi precisava de você esses dias, eu não queria atrapalhar — Seokjin murmurou, fechando os olhos ao sentir o calor de Taehyung começar a dissipar a confusão que carregava.

— Eu posso cuidar de você? Posso te fazer dormir?

— Sim.

Seokjin não precisou articular mais nenhuma palavra; o silêncio que se instalou entre eles era o próprio consentimento. Ele apenas se entregou por completo àquela quietude há muito tempo buscada, mantendo as pálpebras pesadas e doloridas fechadas enquanto sentia os lábios macios e quentes de Taehyung distribuírem beijos lentos, quase terapêuticos, por seu ombro tenso e exposto.

O toque gentil e ritmado que desceu pela extensão de seu braço operou um verdadeiro milagre imediato em seu sistema nervoso. Sob aquela carícia, Seokjin sentiu os nós de tensão de seus músculos se desfazerem, relaxando muito mais do que com todas as duchas escaldantes e demoradas que havia tomado nos últimos dois dias — banhos frustrantes em que ele jogava a temperatura no máximo na tentativa vã de punir e levar o próprio corpo ao limite da exaustão física, na esperança de que o cansaço o fizesse finalmente apagar. No fundo da sua mente entorpecida, Seokjin sempre soubera que aquela era uma batalha perdida se estivesse sozinho; apenas Taehyung detinha a frequência exata de sua calmaria, o segredo íntimo de como desarmar os seus pensamentos ruidosos e fazê-lo realmente dormir.

— Eu não gosto de ver você sofrer, hyung — Taehyung sussurrou rente à pele dele, a voz baixa e aveludada tendo o cuidado de não quebrar a bolha de intimidade que nascia entre os dois. — Você sempre pode me procurar, não importa a hora ou o que eu esteja fazendo. Você sabe disso, amor.

Seokjin permaneceu em silêncio. Toda a pouca energia que lhe restava estava concentrada no esforço sublime de se manter de olhos fechados, concentrando-se apenas na sensação deliciosa da mão de Taehyung deslizando do seu braço em direção à sua cintura. Era um toque tão suave, tão meticuloso, que em alguns momentos sequer parecia real, assemelhando-se a uma brisa morna flutuando sobre a sua pele.

— A sua pele está tão gelada, Jinnie — Taehyung murmurou, os lábios roçando na curva do pescoço alheio. — Quantas vezes eu preciso te lembrar de aquecer melhor o quarto?

Seokjin limitou-se a soltar um resmungo manhoso contra o travesseiro.

— Eu sei, eu sei... — o mais novo sorriu, decifrando o som perfeitamente. — O aquecedor do hotel nunca é bom o suficiente, e você sempre prefere que eu te aqueça.

Dessa vez, Seokjin ronronou em total concordância, um som puramente instintivo que fez o peito de Taehyung vibrar em uma risada contida. Sem qualquer cerimônia ou hesitação, o loiro deslizou a mão por dentro do cós do short do pijama de Seokjin. Seus dedos longos e quentes envolveram o membro alheio com uma firmeza confortável, ditando um carinho preguiçoso enquanto o sentia ainda mole e vulnerável contra a sua palma.

— Você vai ficar duro para mim, hyung? — Taehyung provocou baixinho, a respiração quente colada na orelha dele. — Vai me deixar fazer você gozar enquanto você dorme?

— Taehyung-ah… — o aviso saiu arrastado pelos lábios do mais velho.

Taehyung sorriu contra a pele de Seokjin, sentindo o calor suave que emanava dali, e depositou um beijo terno, demorado, na curva da bochecha do seu hyung. Enquanto mantinha os lábios colados à pele do mais velho, sua mão, grande na medida certa e extremamente experiente, escorregou pelo ventre dele até envolver o membro ainda sonolento. Ele começou a massageá-lo com um ritmo preciso e firme, ditando uma pressão inicial que arrancou os primeiros gemidos baixos, sôfregos e totalmente desarmados de Seokjin, que ecoaram abafados contra a textura dos lençóis.

Conforme o sangue vencia a barreira densa do cansaço extremo, impulsionado pelo toque focado, Seokjin sentiu o próprio membro pulsar e ganhar volume de forma rápida, enrijecendo progressivamente contra a palma ardente da mão de Taehyung. O mais novo fechou os dedos longos ao redor do comprimento, selando um aperto firme e possessivo que fez a espinha de Seokjin curvar-se sutilmente e sua boca abrir-se em um arfar alto. Com movimentos fluidos, contínuos e sem pressa, Taehyung começou a deslizar a mão untada pela umidade natural da base até a glande. A cada subida, o seu polegar pressionava ritmicamente o topo sensível, espalhando o fluido e estimulando a fenda anatômica com uma precisão cirúrgica.

A fricção insistente, o som úmido do atrito e o calor sufocante daquela pele contra a sua criaram uma onda de eletricidade estática e pura que subiu direto pelo baixo ventre de Seokjin, dissipando qualquer rastro de raciocínio lógico. A cada subida e descida da mão de Taehyung, o ritmo acelerava um pouco mais, arrastando a pele justa do membro de forma torturante e deliciosa. O estímulo fez Seokjin arcar o quadril para trás involuntariamente, buscando esmagar-se contra aquele atrito certeiro para aplacar a queimação que se acumulava na raiz de suas coxas.

Completamente rendido ao prazer puramente físico que finalmente limpava o ruído de sua mente exausta, o mais velho desarmou-se por completo. Ele abandonou qualquer resquício de controle ou orgulho, concentrando-se apenas no aperto firme e na cadência veloz que o empurravam sem rodeios para a borda do limite.

O orgasmo não demorou a vir; a sensibilidade acumulada pela exaustão fez com que ele viesse rápido e avassalador, despencando como uma avalanche inevitável por todo o seu corpo debilitado. Seokjin tencionou o quadril de forma violenta por alguns segundos, desferindo um impulso cego contra os dedos do loiro enquanto despejava seu sêmen quente e espesso em jorros ritmados entre eles, antes de amolecer totalmente, os músculos desabando como um peso morto contra o colchão.

Junto com o fluido denso que agora cobria a pele de Taehyung, toda a exaustão opaca, a queimação muscular crônica e o peso sufocante dos últimos dois dias em claro pareceram esvair-se de suas fibras, deixando em seu lugar uma dormência deliciosamente vazia e purificada.

— Eu já consigo sentir você quase desmaiando de sono, hyung — Taehyung constatou com ternura, o sorriso roçando na bochecha relaxada de Seokjin.

— Obrigado, Tae… — Seokjin murmurou com os olhos firmemente fechados, os lábios curvados em um sorriso grato. No entanto, movido por uma teimosia latente, ele moveu a mão para trás com lentidão, tateando o tecido do pijama de Taehyung até encontrar o membro dele, apertando-o com o resto de força que lhe sobrava. — Mas eu ainda quero você dentro de mim.

Hyung, eu estou bem, sério — Taehyung tentou ponderar, a voz mansa emanando puro cuidado. — E você precisa urgentemente dormir.

— Não — Seokjin insistiu, a negação saindo em um sopro arrastado.

Taehyung podia ouvir a exaustão profunda impregnada em cada nuance daquela única sílaba. Era nítido o quanto o mais velho estava pronto para se entregar de vez ao sono e, ainda assim, continuava lutando bravamente contra ele, batalhando contra o próprio cansaço físico apenas para conseguir o que queria.

E a verdade era que Taehyung nunca seria capaz de negar absolutamente nada a ele. Cedendo àquela insistência dengosa, Taehyung deixou um beijo demorado e carregado de adoração na bochecha de Seokjin, cujos dedos continuavam sobre o membro de Taehyung por cima do tecido, moles e sem realmente exercer força alguma, funcionando apenas como um ponto de contato.

Esticando o braço por cima do corpo de Seokjin com cuidado para não quebrar o encaixe de seus torsos, o mais novo alcançou o frasco de lubrificante esquecido na mesa de cabeceira. Ele tinha plena consciência de que precisava preparar Seokjin com extrema calma e paciência; o corpo do mais velho estava sensível demais pela exaustão e qualquer movimento brusco poderia machucá-lo. Ao mesmo tempo, uma certeza preenchia o peito de Taehyung: ele sabia perfeitamente que não seria necessário muito esforço para arrancar outro orgasmo de um Seokjin totalmente entregue a si. E isso era exatamente o que Seokjin precisava para finalmente desabar em um sono profundo e sem interrupções por horas seguidas, seguro e protegido em seus braços.

E foi exatamente isso que fez. Sem que houvesse qualquer protesto, Taehyung deslizou a calça do pijama de Seokjin para baixo. O mais velho apenas soltou um suspiro pesado ao sentir o loiro jogar uma de suas pernas por cima das dele, prendendo-o na cama. Com uma das mãos firmando a cintura de Seokjin contra o colchão e a outra mantendo seus corpos colados, Taehyung começou a prepará-lo com os dedos banhados no lubrificante.

Àquela altura, Seokjin não passava de uma bagunça adorável de gemidos baixos e pura confusão mental. Suas pálpebras sequer ameaçavam se abrir; ele apenas flutuava naquela névoa densa, lutando sem forças para permanecer minimamente consciente.

— Eu te amo, meu amor — Taehyung sussurrou, usando o apelido íntimo com carinho.

— Amo… — Seokjin conseguiu articular, a voz fraca dando lugar a um longo suspiro que arrancou um sorriso cúmplice do mais novo.

Com a habilidade refinada e a memória corporal impecável adquiridas após anos dividindo a intimidade da mesma cama, Taehyung alcançou o frasco sem precisar desviar os olhos do homem à sua frente. O som do líquido viscoso deixando a embalagem rompeu o silêncio do quarto quando ele despejou uma quantidade generosa e fria do lubrificante direto na palma da mão e, em seguida, envolveu o próprio membro. Ele o massageou com movimentos rápidos e firmes de subida e descida, espalhando o gel até que toda a extensão de sua pele queimasse em resposta ao atrito. O prazer imediato arrancou um gemido grave e contido de sua garganta, um som abafado que ele derramou diretamente contra a pele nua das costas de Seokjin.

Ainda com os dedos banhados no gel, Taehyung deslizou a mão por entre as coxas do mais velho, alcançando a entrada estreita e tensa. Ele aplicou o resto do lubrificante ali, massageando o contorno com o polegar em círculos pacientes, pressionando devagar para incentivar os músculos rígidos a cederem ao toque. Quando sentiu que a área estava minimamente preparada, ele alinhou o próprio quadril e pressionou a glande contra a abertura.

O contraste do gel frio com o calor interno e febril de Seokjin fez o mais velho soltar um arfar sôfrego contra o travesseiro. Com extrema cautela, Taehyung empurrou o quadril para a frente, avançando milímetro por milímetro com uma lentidão torturante, dando tempo para que o corpo exausto do outro se acostumasse com a invasão.

Taehyung sabia perfeitamente que a história deles era repleta de noites em que ele havia fodido Seokjin com muito mais urgência, força e uma brutalidade quase desesperada. Em outros cenários, a dinâmica entre eles envolvia dentes cravados na pele, puxões de cabelo e a necessidade mútua de deixar marcas roxas e evidentes pelo corpo — uma forma silenciosa de cravar uma possessividade feroz, de lembrar um ao outro a quem pertenciam, ignorando os limites e as complexidades que cercavam as vidas e as carreiras de ambos fora daquelas quatro paredes.

No entanto, aquela noite pedia um protocolo completamente diferente. Ele não queria e não podia ser egoísta. Olhando para a vulnerabilidade de Seokjin, Taehyung entendeu que não havia necessidade de provar nada. Seokjin já sabia a verdade que os unia. O mais velho estava apenas navegando pelas nuances da dinâmica do grupo, respeitando o espaço de todos e doando o resto de suas forças para ser o melhor amigo, o porto seguro e o apoio incondicional que o Hobi-hyung precisava desesperadamente enfrentar naqueles dias difíceis de turnê.

Mas agora, com as obrigações momentaneamente pausadas no silêncio da madrugada, Seokjin estava ali. Ele havia cruzado o corredor apenas para se desarmar. Estava completamente entregue, despido de qualquer pose de hyung protetor, desfazendo-se em uma bagunça deliciosa de gemidos e sutilmente agudos à medida que o quadril de Taehyung continuava a avançar com uma calma quase reverente, penetrando-o por completo, preenchendo cada espaço vazio de seu corpo até que não sobrasse um milímetro de distância entre eles.

— Você está engolindo tudo tão bem, bebê — Taehyung elogiou ao acertar o ângulo ideal. Um sorriso satisfeito desenhou-se em seus lábios enquanto ditava as regras perto da orelha do mais velho. — O que você acha de mais sete estocadas firmes antes de gozar na minha mão?

Seokjin não teve forças para responder com palavras. Sua única reação foi abraçar o travesseiro com um pouco mais de força, afundando o rosto ali quando Taehyung desferiu o primeiro golpe intencional, atingindo em cheio o ponto que o fazia estremecer.

— Sete — Taehyung ditou com firmeza, os dedos apertando a cintura de Seokjin para mantê-lo firme, mas sem perder o cuidado e o afeto que o momento exigia. Ele manteve o membro pressionado estrategicamente contra a próstata do outro. — E depois eu quero você dormindo, hyungie.

Movendo o quadril com a maestria milimétrica e a flexibilidade natural de um dançarino que conhece cada centímetro do próprio corpo, Taehyung recuou o tronco devagar. Ele deslizou quase até a ponta, criando um vácuo quente e torturante que fez Seokjin choramingar baixinho contra o tecido do travesseiro, os dedos dos pés se contraindo em resposta à ausência repentina. No entanto, o vislumbre de vazio durou pouco; logo em seguida, Taehyung impulsionou o peso para a frente, penetrando-o novamente em um golpe único, profundo e com um impacto perfeitamente certeiro. O estalo úmido do contato de suas peles ecoou pelo quarto silencioso enquanto Seokjin arqueava a coluna, o peito subindo em um arfar sôfrego.

Aproveitando o encaixe total de seus corpos, a mão livre de Taehyung escorregou pela barriga do mais velho e envolveu o pau novamente ereto e pulsante de Seokjin, iniciando uma masturbação ritmada e compassada. O loiro conhecia cada linha daquela anatomia; ele sabia perfeitamente que o mais velho perdia completamente as defesas e não resistia a um toque um pouco mais firme, pesado e decidido quando seu corpo estava naquela hipersensibilidade provocada pela exaustão.

E era exatamente essa entrega sem rodeios que ele estava oferecendo naquele momento. A palma de sua mão, lubrificada pela mistura do próprio pré-gozo e do sêmen da primeira ejaculação, deslizava sem esforço por todo o comprimento do membro grosso e quente. O movimento contínuo distribuía um calor friccional delicioso e arrastado, apertando com a força exata na subida e afrouxando sutilmente na descida, criando uma contagem regressiva silenciosa na pele de Seokjin que o empurrava, inevitavelmente, de volta ao abismo do prazer absoluto.

— Um...

— Dois...

— Três...

— Quatro... Cinco...

— Seis.

Na sétima e última estocada, arrancada com um impulso intencionalmente mais profundo e firme, o quadril de Taehyung colidiu contra o de Seokjin em um estalo úmido e definitivo. O loiro sorriu contra a nuca alheia, sentindo as paredes internas do mais velho se contraírem em espasmos deliciosamente violentos enquanto o jato quente e pulsante do segundo orgasmo de Seokjin banhava inteiramente os seus dedos, escorrendo por sua mão. O efeito foi instantâneo: toda a rigidez que ainda sustentava o corpo de Seokjin desfez-se por completo sob o peso do mais novo, e ele desabou contra o colchão como se todas as suas tensões tivessem sido drenadas de uma só vez. 

Pelo ritmo pesado, linear e perfeitamente compassado da respiração que agora batia quente contra o tecido do travesseiro, Taehyung soube, com uma certeza morna no peito, que ele finalmente havia quebrado a barreira da insônia e se entregado por completo ao sono.

Isso, no entanto, não o impediu de continuar exatamente ali, aninhado naquela intimidade compartilhada. Mantendo Seokjin firme e seguro contra o calor reconfortante de seu próprio peito, Taehyung enterrou o rosto na curvatura do pescoço do mais velho, inalando o aroma intimista de sua pele. 

Com os corpos ainda profundamente conectados, Taehyung continuou a mover o quadril de forma extremamente arrastada e preguiçosa. Era um movimento feito para prolongar o ápice de seu próprio prazer antes de vir, mas que também alimentava a dormência de Seokjin. Completamente adormecido, o mais velho operava em um estado de transe pacífico; ele sequer ameaçava acordar, limitando-se a soltar resmungos manhosos e totalmente incompreensíveis no meio do sono profundo cada vez que sentia o membro espesso de Taehyung deslizar e tocar a sua próstata com uma suavidade quase reverente.

— Só mais um pouquinho, hyungie... — Taehyung sussurrou com um sorriso terno, observando as feições agora pacíficas de Seokjin.

Taehyung fez questão absoluta de não intensificar os movimentos, resistindo ao próprio instinto de acelerar. Manteve o ritmo arrastado, pesado e quase torturante para si mesmo, que queimava internamente de vontade de alcançar o ápice de forma imediata, mas preferia priorizar a sensação sublime daquele encaixe perfeito. 

Abraçando o corpo adormecido e vulnerável, deixando-se consumir inteiramente pelo cheiro familiar, quente e absurdamente intimista de Seokjin, Taehyung moveu-se com fricções lentas até chegar ao seu limite absoluto. Quando a primeira contração do orgasmo o atingiu na base do ventre, ele afundou-se por completo no mais velho, cravando os dedos nos quadris dele enquanto liberava seu sêmen em jorros profundos e quentes, preenchendo-o por inteiro.

A intensidade avassaladora daquela pulsação interna, aliada ao calor do sêmen que se espalhava em seu interior, foi o suficiente para arrancar um último espasmo involuntário dos músculos de Seokjin. 

A sensação de preenchimento fez o mais velho abrir os olhos lentamente, saindo do torpor por um breve segundo em um vislumbre opaco e confuso. Suas íris nubladas e pesadas de sono encontraram o olhar doce, brilhante e inteiramente apaixonado de Taehyung. Com um sorriso mínimo, o loiro inclinou o rosto devagar para colar seus lábios nos dele em um selinho calmo e reconfortante — o toque final e anestésico necessário para fazer Seokjin fechar as pálpebras com total confiança e afundar de vez na escuridão de um sono sem interrupções.

Quando Seokjin finalmente abriu os olhos outra vez, a escuridão no quarto era tão densa que ele sequer saberia dizer se era dia ou noite através das cortinas blecaute pesadas do hotel. A única certeza absoluta que tinha, fincada na realidade de seu próprio corpo, era a de que se sentia incrivelmente relaxado, de uma forma profunda que não experimentava há semanas de turnê. Toda a tensão cumulativa que travava suas costas e pescoço parecia ter sido completamente drenada de seus músculos, deixando cada fibra de seu corpo renovada e leve. A calmaria só não era perfeita porque a sua bexiga, após tantas horas consecutivas de um descanso ininterrupto, dava sinais nítidos e incômodos de estar prestes a explodir.

Hyungie?

Ao ouvir o som daquela voz rouca, Seokjin deu-se conta de sua real posição: ele estava completamente envolto pelos braços de Taehyung, com o rosto confortavelmente espalmado contra o peito dele, onde o perfume familiar preenchia todo o seu olfato.

— Tae… — Seokjin tentou falar, mas a voz saiu falha e seca pela falta de água. — Que horas são?

— Eu já estava me preparando para te acordar, na verdade. Daqui a pouco precisamos ir para a passagem de som do show — Seokjin pôde sentir o sorriso na voz do mais novo antes mesmo de receber um beijo estalado bem no topo de seus cabelos bagunçados.

— Eu não deveria ter dormido tanto assim… — Seokjin soltou um suspiro pesado, a mente tentando iniciar uma autocrítica.

— Você precisava disso — Taehyung o cortou com mansidão, acariciando suas costas. — Quantas vezes eu vou precisar te repetir que você deve vir até o meu quarto sempre que precisar de mim, hum?

— Você estava ocupado.

Com um gemido preguiçoso, Seokjin forçou o corpo a se sentar na cama. Seus músculos protestaram levemente pelas longas horas de imobilidade, mas o início de uma reclamação morreu em sua garganta e transformou-se em um sorriso contido quando ele olhou para baixo. Só então percebeu que, em algum momento da madrugada, Taehyung havia se dado ao trabalho de limpá-lo minuciosamente e vesti-lo com o seu pijama favorito.

— Eu nunca estou ocupado para você, hyung — Taehyung negou prontamente, arrastando-se pelo colchão até diminuir a distância entre os dois. — Almoça comigo?

— Eu e você ou com o resto dos membros? — Seokjin não fez a menor questão de ser sutil, encarando-o de forma direta. — Eu não estou com tanta energia para interações sociais agora, Taehyung-ah.

— Só eu e você — Taehyung garantiu, o sorriso expandindo-se pelos lábios. Ele esticou as mãos e segurou o rosto do mais velho, apertando as bochechas dele com carinho. — Quero aproveitar essa sua carinha impagável de quem passou as últimas horas desmaiado no meu peito. Olha só para você, está com o rosto todo amassado... Você é lindo, hyung.

— Lindo o suficiente para fazer você pagar uma refeição para mim? — Seokjin brincou, a voz ainda mansa pelo rastro do sono.

— Lindo o suficiente para fazer eu querer te dar o meu sobrenome.

— Não tente me passar para trás, Kim Taehyung! — Seokjin o repreendeu, embora os olhos entregassem o divertimento. Ele afastou as mãos do loiro com falsa seriedade. — Eu já sou um Kim de nascença! Então, sendo assim, eu fico apenas com o almoço.

Taehyung soltou uma risada, mas logo o som perdeu força, morrendo em seus lábios enquanto ele simplesmente se perdia na visão à sua frente. Sob o olhar profundamente apaixonado do mais novo, Seokjin era uma pintura perfeitamente imperfeita: os fios de cabelo escuro totalmente desalinhados apontando para todas as direções, as pálpebras ligeiramente inchadas, a marca avermelhada do peito de Taehyung impressa na pele de sua bochecha e até mesmo o rastro seco de um fio de baba no canto da boca. Para completar, uma sombra sutil de barba começava a despontar em seu maxilar após três dias longe do barbeador. Aquela visão crua, íntima e absurdamente real fez o coração de Taehyung errar uma batida, completamente rendido pelo homem que amava.

— Não me olhe com esses olhos — Seokjin pediu, quebrando o transe ao notar a intensidade de Taehyung.

— Que olhos? — Taehyung piscou, fingindo uma confusão inocente enquanto sustentava o olhar.

— Me dê exatamente cinco minutos — Seokjin determinou, impulsionando o corpo para finalmente sair da cama e ficar de pé. — E eu deixo você entrar no banheiro para me acompanhar enquanto me arrumo.

— Sério? — Os olhos de Taehyung brilharam instantaneamente com a promessa, arrancando uma risada genuína do mais velho.

— Você às vezes age como se a minha coisa favorita no mundo não fosse te beijar até perder o fôlego — Seokjin provocou, parando perto da porta do banheiro para lançar uma piscadela cúmplice por cima do ombro. — E lembre-se: eu sou Kim Seokjin. Eu tenho bastante fôlego.

Com essa última provocação, ele girou a maçaneta e sumiu para dentro do cômodo, deixando para trás um Taehyung ansioso e sorridente na cama. O loiro afundou as costas contra os travesseiros, já puxando o celular para digitar rapidamente as mensagens necessárias, garantindo que o almoço reservado a sós com o dono de seu coração saísse exatamente como planejado.