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Português brasileiro
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Published:
2026-06-21
Words:
9,041
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1/1
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11
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27
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347

Tons de seda

Summary:

Casados há quase 20 anos, Chanyeol e Baekhyun deixaram com que o relacionamento caísse na rotina. Quando a filha do casal viaja com a amiga, deixando a casa sozinha para eles por um fim de semana, Chanyeol decide mudar a situação.

Notes:

eu nunca cheguei nesse patamar de palavras então tô meio sem reação, mas meio que gostei do resultado então aqui está *-*

boa leitura!

Work Text:

CHANYEOL sentiu um calafrio percorrer sua espinha no momento em que ouviu, por trás da porta fechada do banheiro, a voz de Baekhyun chamar por seu nome.

Não era como se não estivesse esperando pela chegada do marido a qualquer instante, naquela noite de sexta-feira quente de julho. Desde que conferiu o horário no celular, alguns minutos antes, já estava se preparando mentalmente para ouvi-lo perguntar onde estava, assim como fazia todo dia ao voltar do trabalho para casa. Parecia que Baekhyun não conseguiria funcionar direito se não encontrasse Chanyeol ali, no lar deles, como se fosse seu refúgio particular para o qual voltava a cada exaustiva rotina fora daquelas paredes.

Ainda assim, não pôde deixar de se sobressaltar quando escutou sua voz, pois significava que havia chegado o momento. Estava ansioso para lhe mostrar o que havia preparado e ver sua reação, ao mesmo tempo em que não queria sair nunca mais daquele banheiro.

— No quarto, amor — respondeu seu chamado com o tom um pouco trêmulo, guardando rapidamente os cosméticos que estavam em cima da bancada da pia. Conferiu se a tranca da porta estava realmente fechada, somente para evitar que ele entrasse ali e estragasse sua surpresa.

Ouviu barulhos de pés se arrastando e o farfalhar de roupas, logo em seguida acompanhados da voz cansada do marido.

— Está tomando banho? Junhee já foi para a casa da amiga dela?

— Estava. — Tentou fingir normalidade, apesar de sentir as batidas aceleradas do coração por baixo de seu roupão. Continuou a conversa por entre os cômodos, mesmo que já tivesse terminado de organizar tudo. Precisava de um tempo. — E ela já foi, sim, a mãe da Júlia veio buscá-la.

Baekhyun soltou uma risada curta.

— Deixe-me adivinhar, você teve uma conversa muito séria com a mãe dela, não teve? 

Chanyeol bufou alto o suficiente para que ele escutasse do outro lado.

— Claro que sim, Baekhyun, você sabe bem o que eu acho de ela ter ido para aquele lugar.

— Querido. — Baekhyun se aproximou da porta fechada para que Chanyeol ouvisse-o com mais clareza, amaciando a voz para que não discutissem novamente sobre aquele assunto. — Lembre do que conversamos, sim? Confiamos na nossa filha.

— Óbvio que confio na Junhee, em quem eu não confio é naquele irmão da Júlia.

Baekhyun limitou-se a rir, voltando a se desfazer das peças sociais sufocantes que vestia. Tinha participado de uma mesa de congresso naquele dia, coisa que seus alunos sempre pediam que fizesse, como um dos professores queridinhos do curso de História da universidade pública. Sentia uma enorme satisfação pela carreira que havia construído e por seu renome no meio acadêmico regional, mas não tinha sensação melhor do que dar uma pausa nos afazeres profissionais para se despir daquelas vestes e descansar na cama com seu marido.

E isso valia mesmo quando Chanyeol ficava emburrado com um assunto como aquele, o qual vinham discutindo havia uns dias, desde que a filha do casal pediu para passar o final de semana na casa de praia da melhor amiga. Isso nunca havia sido um problema antes — a amizade de Junhee e Júlia perdurava havia anos, desde que se conheceram nos primeiros dias de escolinha, Chanyeol e Baekhyun até mesmo consideravam-se amigos próximos da mãe da menina —, mas passou a ser quando Junhee, de cabeça baixa e mordendo os lábios, chamou os pais para conversarem na sala e contou-lhes que começou a sentir coisas diferentes pelo irmão de Júlia.

Ambos ficaram surpresos, isso Baekhyun não podia negar; era a primeira vez que Junhee contava algo do tipo para eles, no auge de seus quatorze anos de idade. Porém, ainda assim, tentou acalmá-la, dizendo que a apoiaria e aconselhando-a da melhor forma que conseguiu.

Já Chanyeol… não era segredo para ninguém o quanto era protetor com a filha, desde o momento em que a adotaram quando não passava de um bebê do tamanho de um ursinho de pelúcia. Não foi tão fácil para ele ver que sua pequena estava crescendo e, pior, apaixonando-se por um menino que era amplamente conhecido como encrenca. Diversas foram as vezes que a mãe de Júlia desabafou com eles sobre alguma confusão que o filho havia causado na escola, então, embora soubesse que o garoto era apenas um adolescente sofrendo de rebeldia sem causa, Chanyeol não pôde deixar de se preocupar.

Muita insistência e algumas doses de sermão depois, Junhee conseguiu convencer o pai a deixá-la ir para a casa de praia com a família da amiga, agradecendo Baekhyun pela ajuda com um abraço apertado e um beijo na bochecha.

Após cuidadosamente separar as roupas que iriam ser lavadas a seco e colocá-las na pequena lavanderia da casa, Baekhyun voltou ao quarto com uma toalha enrolada na cintura, estranhando a demora do marido em sair do banheiro da suíte. Deu dois toques na porta com os dedos, questionando se podia entrar para tomar banho, mas logo ouviu uma negativa.

— Está tudo bem aí dentro? — perguntou, um vinco se formando em seu cenho.

— Está sim, Baek, é só… será que você podia tomar banho no banheiro do corredor? Por favor?

Baekhyun estranhou, mas confiava que não havia motivos para Chanyeol esconder alguma coisa. Então, somente concordou e avisou o marido para que não fizesse comida para o jantar, pois iria pedir algo no aplicativo de delivery, mandou uma mensagem para Junhee desejando que aproveitasse a viagem e foi para o banheiro social.

Não fazia ideia que por trás daquela porta havia um Park Chanyeol hiperventilando por não conseguir criar coragem o suficiente para sair de frente da pia, pensando em desistir daquela bobagem e retirar tudo o que havia aprontado. Olhou-se no espelho mais uma vez, pensando que seria uma pena se desfizesse tudo agora; a verdade era que sentia-se lindo, estava lindo, e queria muito que Baekhyun também assim achasse.

Respirou fundo, decidindo que não deixaria aquela oportunidade passar. Tinha tido aquela ideia maluca pela manhã, de repente, entre um gole de café e outro, quando notou que ficariam sozinhos em casa o fim de semana todo assim que Junhee saísse com a amiga. Vinha sentindo algo estranho já havia alguns meses, quase deslocado no próprio relacionamento com Baekhyun, quando percebia que estavam agindo de modo diferente um com o outro, e atestou isso mais uma vez ao ver que não tinham feito plano algum para os próximos dias.

Não reclamava de ausência de carinho, pois isso era algo que jamais faltava entre eles. Baekhyun nunca deixou de lhe acordar com beijinhos na nuca e uma mesa posta de café da manhã, assim como Chanyeol ainda insistia em recebê-lo em casa, considerando seus horários de trabalho mais flexíveis, com um prato quente para aliviar a tensão do dia e, às vezes, um vinho tinto que sabia que o marido adorava. Em momento algum, dos quase vinte anos em que se conheciam, houve um instante no qual sentisse que não havia amor entre os dois.

Contudo, Chanyeol sentia falta de alguns detalhes, algumas pequenas coisas que faziam quando eram mais jovens e acabaram por se perder com os anos juntos. Lembrava dos toques ousados logo que assumiram namoro, a necessidade constante que tinham de pôr as mãos um no outro, os beijos apaixonados que trocavam assim que se viam quando passaram a dividir um lar, como se as poucas horas que estiveram distantes fossem demais para seus corpos desprovidos de calor humano aguentarem. Costumavam ser assim, efervescentes — e agora… agora, Chanyeol mal conseguia lembrar quando fora a última vez que deram um ao outro algo mais do que um abraço apertado antes de apagarem as luzes do quarto e dormirem.

Sentia saudades de demonstrar aquela paixão louca que sabia ainda existir entre eles, pois era perceptível a atração e o desejo que os rondavam. Essas sensações somente encontravam-se abafadas pela rotina, esperando uma oportunidade de ressurgirem e incendiarem tudo como antigamente, tinha certeza disso.

Por isso, esperou que Baekhyun saísse para trabalhar e logo em seguida marchou para o centro, dando-se um dia de folga já que era dono da floricultura na qual trabalhava e podia fazer o próprio horário. Direcionou-se especificamente para uma loja nem um pouco discreta, em seus tons de preto e vermelho, e saiu de lá contente com o que havia encontrado, apesar da vergonha que sentiu por nunca ter entrado em um estabelecimento daqueles. Aproveitou que estava ali para passar no salão de beleza e retocar o corte de cabelo, diminuindo um pouco o comprimento de seus cachos castanhos, mas sem cortar demais a parte de trás. Sabia que Baekhyun gostava dela comprida o suficiente para que brincasse com os fios na nuca.

Almoçou por lá mesmo, algo leve para não piorar o nervosismo que começava a crescer conforme aquela ideia inesperada ia se instalando em sua mente. Quando voltou para casa, já pela tarde — não conseguiu deixar de comprar algumas coisas que faltavam na despensa, o costume falando mais alto —, arrumou rapidamente as compras com a ajuda de Junhee, que já estava pronta para a viagem, só esperando a mãe de Júlia ir buscá-la. Felizmente, a sacola da loja indiscreta estava muito bem guardada em sua ecobag, então conseguiu levá-la à suíte do casal sem grandes embaraços.

Quando a filha partiu, e após a longa conversa que teve com a mãe de sua amiga, finalmente pôde se deixar relaxar. Tomou um banho demorado, passou seus cremes e perfumes e bebeu um gole de vinho para relaxar um pouco, até que não tivesse mais como fugir. O ponteiro do relógio estava girando, em poucos minutos Baekhyun chegaria. Precisava se arrumar.

Pegou o traje que havia comprado naquela manhã: um conjunto completo de lingerie preta, com direito a calcinha, cinta-liga, meias que iam até o meio de suas coxas e um bralette. Era de um tecido bonito e gostoso ao toque que misturava renda e seda, com certa transparência em alguns pontos. Embora preto não fosse a cor mais presente em seu guarda-roupa, havia escolhido-o por fazer um contraste bonito com sua pele bronzeada e, na verdade, no fundo de seu âmago, sentia que era o modelo que mais agradaria a Baekhyun. Que o faria enlouquecer.

Vestiu-se com todo o cuidado do mundo, seguindo as orientações que a vendedora havia passado; quando estava pronto, gostou do que viu. Era estranhamente confortável, apesar dos diversos fechos e fios que compunham o traje. Arrepiou-se ao fantasiar com as mãos bonitas do marido tirando aquelas peças, uma a uma, entre os dedos compridos e elegantes.

Foi inevitável que memórias de quase duas décadas atrás voltassem em sua mente, de como começaram a se envolver despretensiosamente, quando ficaram presos no elevador do prédio de ciências humanas da universidade. Chanyeol nem estudava ali, só estava acompanhando o irmão no primeiro dia de aula quando se viu tendo que esperar quase uma hora para que pudessem ser liberados em segurança — tempo muito bem aproveitado pela companhia gentil de um baixinho bonito do curso de História. 

Não tinha ideia que um pedido envergonhado dele por seu número fosse levar a encontros fixos todo fim de semana, nem que seria pedido em namoro mediante metáforas sobre o significado das flores que Chanyeol tanto amava e que Baekhyun se esforçou para aprender. Com certeza não esperava que aquele cara seria seu maior apoio para construir sua empresa e sair da casa dos pais, muito menos que fariam uma cerimônia simbólica de casamento sob as cerejeiras do Japão e teria o privilégio de dividir a paternidade da pessoa mais preciosa do mundo com ele. Chanyeol era um pouco cético com coisas sem explicações concretas, mas gostava de acreditar que havia algo maior, uma força inexplicável que queria uni-los, como se tudo tivesse sido milimetricamente calculado para que se encontrassem e ficassem juntos.

Notou que havia passado muito tempo divagando quando ouviu novamente os passos de Baekhyun no quarto. Ele havia voltado do banho, agora não tinha mais como postergar o inevitável.

— Chanyeol — ele disse, junto a batidas na porta. — Você realmente está bem? Já passou muito tempo aí, amor, o que houve? Eu posso entrar?

— N-não! — desesperou-se um pouco, se arrependendo em seguida. Não queria deixá-lo mais preocupado ainda com seu comportamento atípico. — Eu juro que agora vou sair. Você pode deitar na cama? E desligar as luzes? Deixa só as dos abajures ligadas.

— O que? Chanyeol — começou a contestar, mas Chanyeol o interrompeu.

— Por favor, Hyun. Faz isso que eu saio.

Ouviu um suspiro contrariado do outro lado da porta, mas, em alguns minutos, veio a confirmação de Baekhyun de que estava deitado esperando-o. Respirou fundo mais uma vez, sentindo-se bobo por estar tão nervoso diante de algo que faria para o homem com o qual dividiu décadas de sua vida, aquele que conhecia cada detalhe de seu corpo como a palma da própria mão. Se fosse um pouco mais racional, saberia que não tinha motivo nenhum para ficar receoso; contudo, ainda assim, tinha de admitir que era boa a sensação de nervosismo para experimentarem algo novo depois de todo o tempo que passaram na mesmice.

Foi com esse pensamento que finalmente abriu a porta do banheiro, apertando com dedos firmes o roupão ao redor do corpo para fazer um suspense e não entregar a surpresa de bandeja. Deparou-se com as luzes dos abajures ligadas, assim como pediu, e Baekhyun deitado no lado esquerdo da cama, o seu lado, já vestido com o conjunto listrado de botão que usava para dormir e os cabelos ainda úmidos do banho recém tomado. Ele tinha as sobrancelhas unidas e arrancava com os dentes as pelinhas ao redor das unhas, mania que Chanyeol sempre brigava consigo para parar. Certamente estava tão ansioso quanto ele para a revelação do que acontecia dentro do banheiro, apesar de seus motivos certamente serem diferentes.

— Amor? Você cortou o cabelo? O que tá acontecendo? Você tá me deixando nervo-

O Byun cessou a própria fala quando, ao examinar Chanyeol de cima a baixo com olhos preocupados, esbarrou em pernas compridas descobertas e abraçadas por uma sombra preta semitransparente. Demorou-se um pouco ali, claramente tentando colocar sentido naquela situação, o que arrancou um risinho de Chanyeol.

Ele voltou a olhar para seu rosto em seguida, com uma sobrancelha arqueada e um tom de questionamento implícito.

— Eu… estava preparando uma coisa pra você —  Chanyeol justificou, a voz baixa. — Uma surpresa.

Foi assim que Baekhyun ficou sem palavras. Demorou um pouco a entender, a ideia ainda meio abstrata em sua mente, mas logo ficou claro o que o marido estava escondendo por debaixo daquele roupão. Uma pressão se instalou em seu estômago e seus lábios subitamente ficaram secos. 

Sentiu-se nervoso.

— E você quer mostrar para mim o que preparou? — Deixou que o clima pesasse sobre eles, seu tom de voz saindo grave.

Mas, de repente, Chanyeol mordeu os lábios, abaixando a face para encarar o tapete do quarto. Notou como ele apertava o roupão entre os dedos com força, impedindo que ele abrisse, enquanto a outra mão torturava a própria coxa por cima do tecido. Estava igualmente hesitante.

— Vem cá — Baekhyun pediu, quase em um sussurro, batendo levemente com a palma contra o colchão.

O Park voltou a fitá-lo, maltratando mais um pouco seu lábio inferior antes de começar a andar lentamente para o lado de Baekhyun da cama. Parou virado de frente para ele e esperou-o colocar as pernas para fora do móvel, encaixando-se entre elas quando ele o puxou pela cintura para que se aproximasse.

Baekhyun admirou a forma como as luzes quentes do abajur emitiam sombras do perfil de seu marido sobre o quarto, ao mesmo tempo em que iluminavam a linha de seu nariz e o arco de sua boca volumosa. Pegou uma das mãos dele entre as suas, aquela que antes estava em sua coxa, deixando para ele a iniciativa de movimentar a que mantinha o roupão seguro. Virou sua palma para baixo e deixou um beijo delicado nos nós dos dedos, aproveitando para arrastar o nariz por ali para sentir a mistura dos aromas do hidratante corporal e do perfume caro que Chanyeol guardava para ocasiões especiais.

— Me deixou curioso, meu anjo — tornou a falar, olhando-o por baixo. — Vou entender se não quiser mais me mostrar, mas com certeza seria uma visão que eu gostaria de ter.

— Sério? — ele perguntou em um sopro. — Tem certeza? Você… não acharia estranho?

— É isso que te preocupa? — Começou a fazer uma massagem nos dedos dele, na tentativa de tranquilizá-lo. — Nós nunca fizemos nada do tipo, mas, caramba, Yeol, só de imaginar você assim, todo arrumado pra mim… — Deixou mais um beijo em sua mão, e outro no começo de seu antebraço. Sentiu na boca o arrepio que percorreu pela pele dele.

Chanyeol respirou fundo e prometeu a si mesmo que seria o último suspiro de indecisão que daria naquela noite. Deleitou-se com o olhar enevoado que seu marido estava lhe oferecendo — havia quanto tempo que não via um daqueles? — e retirou sua mão de entre as dele, para puxar, com ambas, o nó do cinto que prendia as abas do roupão. Deixou que ele tivesse a visão parcial que a fresta da abertura fornecia por um momento antes de empurrar o tecido por seus braços. A peça caiu aos seus pés com um baque surdo, agora não havia nada que impedisse Baekhyun de vê-lo por inteiro.

Aquele arrepio insistente crescia mais a cada novo lugar de seu corpo que seu marido desbravava com o olhar — era a mesma expressão da primeira vez que tinham transado, como se Chanyeol fosse a criatura mais linda na qual Baekhyun já havia colocado os olhos.

— Amor… — ele começou, ainda sem parar de tentar capturar cada centímetro de pele e renda com os olhos. — Eu não sei nem o que te dizer, caramba…

Sorriu com a forma como ele disse aquilo. Baekhyun era uma pessoa calma e centrada, sempre tinha uma resposta racional na ponta da língua; era difícil vê-lo daquele jeito, completamente perdido e sem saber o que fazer com a própria vontade.

— Você gostou? — perguntou, só para ouvi-lo dizer.

— Se eu gostei? — Ele finalmente terminou sua inspeção, voltando a fitá-lo no rosto. — Eu posso te tocar?

Encantou-se mais um pouquinho com o modo como ele jamais deixou de pedir permissão, mesmo após todos os anos que passaram juntos. Concordou com a cabeça.

— Claro que pode. Sempre.

Ele colocou as mãos em sua cintura, trazendo-o para ainda mais perto. Percorreu os dedos finos pela cinta-liga, o toque tão delicado quanto o tecido preto — Baekhyun sempre dizia o quanto gostava daquela parte de seu corpo, embora Chanyeol se achasse reto demais, mas precisava admitir que a peça o valorizou bastante, e de certo Baekhyun apreciava exatamente isso.

Seguiu o contorno da renda, que fazia um formato de “U” inverso. As pontas conectavam-se a elásticos que passavam por cima da calcinha e prendiam as extremidades das meias, impedindo que elas escorregassem por suas pernas. Ele desceu, desceu, e, como um gato curioso, prendeu um dedo por debaixo do elástico em sua coxa, apenas para puxar e soltar em seguida, fazendo Chanyeol arquejar com o barulho do impacto contra sua pele.

— Vira pra mim — ele pediu, a voz saindo rouca. — Quero ver a parte de trás.

Chanyeol enrubesceu, o que não passou despercebido pelo outro. Baekhyun entendeu o motivo da vergonha assim que ele deu meia volta no mesmo lugar, sem afastar-se da posição entre suas pernas. Daquele jeito, a calcinha, que parecia simples olhando de frente, desdobrava-se em duas tiras de tecido que marcavam cada banda da bunda dele, unindo-se na parte debaixo mas deixando livre todo o espaço acima. A fenda ficava completamente exposta. 

— Essa é a melhor surpresa que você já fez para mim — Baekhyun brincou, tentando aliviar um pouco a tensão, sem conseguir tirar os olhos daquela região específica, sua cabeça a mil ao imaginar diferentes cenários do que fariam naquela noite.

— Superou as passagens pro México?

— Mil vezes.

Baekhyun empurrou delicadamente o quadril dele para que voltasse a vê-lo de frente. Deu-lhe um sorriso, murmurando contra a pele de sua barriga o quanto estava lindo. Beijou a área, lento e demorado, enquanto suas mãos subiam pelas laterais de seu corpo, chegando ao bralette com decote em formato de coração. Seus dedos esbarraram sobre os mamilos parcialmente à mostra por entre as texturas da renda, aproveitando para esfregar ali com um pouco mais de força, tendo-os durinhos em poucos segundos.

— Você se dedicou tanto, meu amor. — Desceu os toques novamente, dessa vez envolvendo o quadril dele com suas mãos, e mordeu de leve os músculos dali, marcados sutilmente por conta dos treinos que havia começado a fazer na academia. — Ficou todo lindo assim só pra mim. Você quer que eu te faça bem? Prometo que vou fazer valer a pena seu esforço.

Chanyeol ofegou quando a língua dele serpenteou na beira da calcinha.

— Eu sou todo seu, Baekhyun — disse entre arfadas, sua respiração começando a ficar acelerada. — Pode fazer o que quiser comigo. Eu deixo, amor, o que você quiser.

— Porra… — murmurou ao sentir uma fisgada em seu baixo ventre. Deu um único beijo no pau marcado pelo tecido fino antes de se afastar. — Deita na cama. De frente pra mim.

Chanyeol fez o que pediu, afastando-se lentamente do espaço entre suas pernas para contornar a cama e engatinhar pelo meio dela, até se deitar sobre os travesseiros macios. Não estava com pressa e, por raramente terem um tempo sozinhos como aquele, queria aproveitar a noite, sentindo a presença constante do olhar de Baekhyun sobre seu corpo.

Causava um conforto imensurável saber que, não importava quanto tempo passasse sem que tivessem um contato mais íntimo, assim que o momento surgisse, as coisas ainda assim se desenrolariam de forma leve entre eles, ambos entrando naturalmente na dinâmica que criaram ao longo dos anos de relacionamento. Gostou como ele não questionou nada, não perguntou os motivos de estar tomando aquela atitude sem pretexto algum, e apenas seguiu seu embalo para seja lá o que os dois sentissem vontade de fazer dali em diante. 

Gostou, principalmente, do modo como seu marido logo fez o mesmo e subiu sobre si, deliberadamente vagaroso, até chegar na altura de seu rosto, entrelaçando as pernas estiradas no colchão. A sensação do tecido confortável do pijama listrado dele sobre sua pele quase nua o deixou quente.

Baekhyun soltou uma risadinha, apoiando os dois antebraços em ambos os lados de sua cabeça.

— O contraste entre nossas roupas está parecendo meio ridículo.

Chanyeol riu junto, abraçando os ombros largos com as mãos.

— É só você tirar tudo — rebateu baixinho, deixando um beijo de esquimó sobre o nariz do outro.

Ele o fitou incrédulo, de olhos arregalados, sorrindo de lado.

— Que sem vergonha você, amor. — Desceu vários beijos por sua mandíbula, chegando no pescoço, onde deixou algumas mordidas fraquinhas. Estava com um cheirinho tão bom ali… — Lembra quando a gente começou a namorar? Você só tinha ficado com um cara antes, e ele era tão ruim de cama que depois de dormirmos juntos pela primeira vez você me agarrava em toda oportunidade que tinha.

Chanyeol bufou.

— Quem te escuta não pensa que era você quem ficava matando estágio só para me levar para sua casa quando seus pais não estavam.

Baekhyun gargalhou, as bochechas ganhando um tom rosado pelas memórias vergonhosas. A mão esquerda dele acariciava toda a lateral de seu corpo até parar na coxa definida, flexionando-a para que pudesse se encaixar melhor entre suas pernas.

— Pode admitir que você adorava como eu era bobo por você.

Chanyeol não respondeu nada, mas seu sorriso entregava a verdade. Baekhyun foi deixando beijos por todo seu tronco, dedicando atenção especial à parte exposta de seu peitoral, o qual sempre elogiava por estar mais avantajado e gostoso de pegar. Deteve sua jornada na altura do quadril, quando restabeleceu o contato visual.

Era delirante vê-lo daquele jeito. Baekhyun ainda tinha feições joviais apesar de estar mais perto dos quarenta a cada dia que passava, o que entrava em um contraste vulgar com a maturidade presente nos olhos centrados, nos toques determinados e na história de décadas que rondava a relação dos dois. Podia até achá-lo fofo com os cabelos revirados, ainda úmidos, e o pijama aconchegante, mas a verdade era que sabia muito bem os sentimentos que seu homem conseguia evocar naqueles momentos de intimidade, coisa que só fazia sua expectativa crescer e seu coração acelerar para o que estava por vir.

— Você quer que eu te chupe, neném? — questionou, brincando com uma mão na coxa dobrada e os lábios no elástico que marcava a carne dali. Aparentemente tinha gostado bastante daquela parte do traje. — E depois que eu prepare você bem direitinho pra me receber? — Levou a boca mais abaixo, chegando na parte da calcinha que o deixava exposto. — Quanto tempo faz que alguma coisa não chega perto daqui, hmm?

Chanyeol soltou uma lufada ruidosa do ar que não notou estar prendendo.

— Me respeita, Baekhyun, eu tenho dedos, sabia? — disse, só para provocar um pouquinho.

— Ah, é? — Deu um beijo singelo sobre a pele enrugada, os olhares nunca deixando de se conectar. Chanyeol engoliu em seco. — Quer voltar a ficar só com eles?

— Nem ouse.

Baekhyun deu aquela risada besta que era característica dele e sentou sobre os calcanhares.

— Não vou mais deixar você esperando, então.

E, embora tenha dito isso, ele ainda arranjou tempo para depositar selares sobre seu calcanhar após colocar sua perna, antes flexionada, sobre o ombro, enquanto usava a outra mão para massagear a ereção ainda escondida pela calcinha, fazendo movimentos de sobe e desce. Em poucos minutos, já tinha um Chanyeol ofegante e pulsando contra sua palma, a cabecinha molhada pulando para fora do tecido.

— Amor… — ele chamou, suplicante.

Mas Baekhyun nem deixou que continuasse. Ao notar seu peito inquieto pelas respirações descompassadas, libertou o membro duro, começando a masturbá-lo para valer. Chanyeol sempre foi de ficar muito molhado com muito pouco, o que facilitava os movimentos que fazia com os dedos apertados, parando vez ou outra para fechar a palma sobre a glande e fazer movimentos circulares ali.

Baekhyun poderia ter pensado, vez ou outra, antigamente, na possibilidade de explorarem outras experiências na cama tipo aquela, mas a verdade é que não precisava de muito para chegar em um estado sublime de tesão pelo marido. Bastava tê-lo daquele jeito, exposto mas confortável, disposto para si, que perdia a cabeça muito rapidamente.

Porém, se soubesse que teria aquela visão… Se tivesse deixado a própria imaginação agir só um pouquinho mais, teria visto muito antes como o Park ficava deslumbrante com aquelas vestes delicadas em contraste com o corpo robusto, apenas algumas tiras da pele bronzeada à mostra enquanto o resto era ocupado pelo tecido macio.

Ainda assim, sentiu que, no fundo, era um privilégio ter aquela experiência com a versão mais madura deles. Não era todo casal que chegava ao marco dos quase vinte anos juntos — e, precisava admitir, o corpo quase quarentão de Chanyeol era um deleite por si só. Park Chanyeol de vinte anos era aquele cara que por onde passava arrancava suspiros pelo porte alto e pelo sorriso galanteador; o Park Chanyeol de trinta e oito era facilmente comparável a uma escultura de um deus grego, forte e imponente, mas ainda assim suave de uma forma que só quem podia chegar perto o suficiente conseguia ver. E aquele cargo era todinho ocupado por Baekhyun.

Começou a beijar a perna coberta em seu ombro enquanto acelerava os movimentos, a mão livre infiltrando-se sob o tecido fino da meia. Parou por um instante, sob protestos de Chanyeol, para também libertar os testículos do sufoco da peça — grunhiu diante da cena da pelve, agora, completamente visível, toda lisinha e vermelha da depilação recente.

— Puta merda, Chanyeol. — Acariciou a região, deixando apertos controlados, impedido de se movimentar livremente pela calcinha enrolada logo abaixo. Chanyeol gemeu baixinho. 

Baekhyun voltou a subir o toque, passeando com os dedos pelas veias marcadas no membro totalmente duro, repousado sobre o estômago do outro. Um filete de líquido seminal escorria pela ponta, o qual fez questão de recolher só para voltar com o toque para baixo e esfregá-lo em sua entrada, que contraiu pela sensação molhada.

Viu a perna em seu ombro tremer em um espasmo, bem como a boca de Chanyeol abrir e sua cabeça pressionar o colchão com mais força, os olhos fechados. Mas queria provocar, queria muito vê-lo um pouquinho desesperado como ele mesmo estava começando a se sentir; então enfiou somente a pontinha, lento, para depois retirar a mão dali e recomeçar o aperto em seu pênis. Chanyeol gemeu alto dessa vez pela surpresa, tornando a encará-lo com o cenho franzido.

— Ainda não — Baekhyun respondeu antes que ele fizesse a pergunta. — Me deixa brincar com você mais um pouquinho.

Chanyeol não disse nada, mas, a cada minuto que passava, sua boca soltava mais lufadas de ar, as pernas ficando inquietas. Gemia de um jeito especialmente manhoso quando Baekhyun torcia a mão para a direita, do jeitinho que gostava, para depois esfregar o dedão na glande. Até passou pela sua cabeça se envergonhar pela forma como os sons que soltava ficavam cada vez mais agudos com uma simples punheta, mas estava tão sensível, e era seu marido ali, tratando-o tão bem… Simplesmente não tinha motivos para não se permitir expressar o que sentia.

Os dedos que antes apertavam o edredom abaixo de si agora partiram para a gola da camisa que o Byun ainda vestia, puxando-o para que se beijassem. Deu um gemidinho de dor pela forma como sua perna acompanhou o corpo dele — não tinha mais a mesma flexibilidade de antes —, o que fez seu marido pedir desculpas com uma cara risonha antes de abaixá-la e deixá-la flexionada sobre o colchão, só então voltando a se aproximar para que compartilhassem outro beijo, sem deixar de fazer seu trabalho com a mão lá embaixo.

Chanyeol se utilizou da posição para começar a desfazer os botões da camisa dele, com dedos meio trêmulos, mas ágeis pela experiência. Riu um pouquinho ao lembrar do que ele tinha dito sobre a diferença entre seus trajes, e imaginou que, de uma perspectiva externa, parecia um demônio que apareceu para atazanar o sono de um professor inocente. 

Quando terminou seu trabalho, passou as palmas pelo peito avantajado de Baekhyun, apertando o que encontrava pela frente. Subiu o toque para os ombros largos e empurrou o tecido da camisa, indicando sem palavras para que ele se livrasse da peça. Baekhyun se afastou somente o suficiente para atender seu pedido, jogando-a em algum canto do quarto, e logo voltou a atacar sua boca, dessa vez com os troncos se esfregando sem nada entre eles além da lingerie.

O beijo era bruto, mais dentes do que lábios, principalmente quando Chanyeol espelhou o que o marido fazia em seu membro ao encaixar uma mão na ereção coberta de Baekhyun e apertar com jeitinho. Ele arfou contra sua boca, empurrando o quadril para sentir mais do contato. 

— Ficou assim só de me tocar, Baekkie? — provocou, sentindo toda aquela grossura com as pontas dos dedos. Ele não costumava usar nada por baixo da calça de dormir, e daquela vez não estava diferente. — Gosta tanto assim de dar prazer pro seu homem?

Baekhyun concordou com a cabeça instantaneamente, fitando-o nos olhos ao parar a masturbação que fazia para apoiar-se com os dois braços no colchão e empurrar sua pelve contra a de Chanyeol. Gemeram juntos. A mão de Chanyeol ficou presa entre os corpos por um segundo até que ele a depositasse contra a parte baixa das costas do marido.

— Não tem ideia do quão lindo você fica assim, todo entregue para mim, amor — o Byun sussurrou, passando a friccionar seus quadris. — Acho que eu devia te filmar, o que acha? Seria nosso próximo experimento.

— Para de… besteira — tentou brigar, mas saiu fraco. Tudo o que conseguia pensar era em abrir mais as pernas para senti-lo esfregar os paus juntos melhor.

Perderam alguns minutos assim, até Baekhyun perceber que Chanyeol não conseguia mais acompanhá-lo no beijo pelos gemidos insistentes que escapavam de sua boca. Segurou em seu quadril para que parasse de o arremeter para cima e afastou-se — relutante, pois também estava quase gozando nas calças, igualzinho a um adolescente, mas não queria que terminassem a brincadeira daquele jeito. Admirou o pau inchado dele e a própria roupa melada por um instante, a respiração curta.

— Bunda pra cima — ordenou, recebendo um olhar indignado de Chanyeol, embora ele tenha cumprido o que disse sem pestanejar.

Ajudou-o a ficar na posição, esticando suas pernas compridas no colchão e posicionando as próprias uma de cada lado de suas coxas, para depois depositar alguns selares sobre as costas musculosas. Não resistiu em deixar uma mordida sobre o trapézio, achando uma delícia a pele marcada com linhas vermelhas das alças do bralette.

Trilhou um caminho de beijos até chegar nas nádegas pequenas, passando os dedos por baixo das tiras da calcinha para massagear cada banda e separá-las, adorando, mais uma vez, o caminho livre que aquela peça deixava no vão entre elas.

— Você é tão safado, querido. — Começou passando um dedo por ali, sem chegar naquele ponto que clamava por sua atenção. — Escolheu justamente a calcinha que não impede que eu te toque diretamente aqui. — Pressionou a entrada, arrancando um suspiro do outro.

Chanyeol enfiou uma mão debaixo de um dos travesseiros, puxando de lá um tubo de lubrificante novinho, e jogou-o às cegas para o marido, que o pegou no ar contra o peito.

— E você gostou que eu sei. — Empinou o quadril, ficando mais exposto aos olhos famintos do Byun. — É tão safado quanto eu, não é? Pensa que não sei o quanto você fica afetado só de olhar pra minha bunda?

Baekhyun riu, desacreditado. Não podia dizer que era mentira.

— Você amava quando eu te recebia em casa com uma sentada na cara, não amava? — Chanyeol continuou, levando uma das mãos para a própria bunda e puxando uma nádega para o lado. Encarou-o sobre o ombro, piscando de propósito. — E depois sentava tanto em você, amor, de costas…

A imagem surgiu como se fosse uma memória daquela manhã na cabeça de Baekhyun; foi a gota d'água. Deu um tapa estalado contra a bunda dele, arrancando um gemido surpreso do Park que o fez largar o que estava fazendo para se apoiar melhor na cama com os antebraços. Baekhyun despejou uma quantidade generosa de lubrificante sobre a fenda e jogou o tubo para qualquer lugar no colchão antes de esfregar dois dedos ali, massageando até o períneo.

— Isso, Baek — Chanyeol clamou ao arquear mais as costas para sentir melhor o toque.

Baekhyun logo enfiou um dedo ao perceber que ele não apresentava muita resistência. Imaginou que tinha alargado um pouco a si mesmo no banho, pois em pouco tempo já estava acrescentando mais um, recebendo reboladas discretas contra sua mão. Lindo, dizia com os lábios colados na pele de sua lombar, gostoso, meu. Só meu.

Colocou o terceiro com dificuldade, porém o carinho que deixava sobre a cintura de Chanyeol com a palma livre ajudou a relaxá-lo. Evitava de propósito aquele lugarzinho que o faria gritar; queria que gozassem juntos, e, de qualquer forma, sentia que não aguentaria muito ao se enfiar naquela bunda.

Chanyeol arfava, de boca aberta. Levou um braço para trás de si, enroscando os dedos no elástico da calça de Baekhyun e puxando-o para que colassem os corpos. Baekhyun gemeu quando o pau, mesmo coberto, encaixou direitinho no vão entre as bandas depois de retirar com cuidado os dedos dali. O Park se esfregou de cima a baixo, contraindo os glúteos, para logo depois afastar o tecido e finalmente libertar a ereção do marido daquele aperto.

— Vem, Hyun, vem agora — suplicou. — Tira isso.

Respirando fundo para colocar os pensamentos no lugar e controlar as próprias reações, Baekhyun segurou no pulso de Chanyeol, que ainda tentava tirar sua roupa, e colocou o braço dele sobre o colchão. Depois, arrancou o resto da calça que estava presa em suas coxas e pegou de novo o tubo de lubrificante para derramar um pouco do líquido viscoso sobre seu pênis, não podendo deixar de gemer ao sentir um toque direto nele pela primeira vez na noite.

Posicionou-se com as coxas coladas contra as de Chanyeol, que havia empinado mais o quadril naquele meio tempo e aberto mais as pernas. Soltaram sons esganiçados quando o peso de seu pau recaiu sobre a fenda molhada, e Baekhyun até chegou a pensar em provocar mais um pouco, mas também já estava chegando em seu limite.

Com o coração acelerado e as palmas suadas, segurou seu marido pela cintura e começou a penetrá-lo, devagarzinho, sentindo cada prega se alargar para abrigá-lo ali dentro. Dava pausas para que Chanyeol se acostumasse — afinal, realmente fazia muito tempo que não transavam —, mas o Park, impaciente, em dado momento, empurrou o próprio quadril para trás, chocando pele contra pele em um estalo alto.

— Que saudade disso — Baekhyun murmurou, sôfrego. Chanyeol somente conseguiu concordar com a cabeça, os olhos fechados com força. — Tudo bem?

— Sim, sim, meu Deus, sim — ele arquejou, fazendo movimento circulares com a bunda. — Ah, que gostoso, puta merda.

— É bom, neném? — Acompanhou o rebolado dele, começando a tirar até a metade e meter de volta, lento. 

Gemeram juntos. Baekhyun passeou com as mãos pelas laterais de seu corpo, apertando tudo pelo caminho enquanto ganhava ritmo com o quadril. Quando chegou nos ombros fortes, puxou Chanyeol e se sentou sobre os próprios calcanhares, forçando-o a se apoiar nas mãos e sentar em seu colo ainda de costas, ao mesmo tempo em que o abraçava pela cintura.

Era tão íntimo assim, com os corpos completamente em contato, quase como se estivessem dividindo uma conchinha. Acompanhou as investidas com mordidas nas orelhas grandinhas enquanto seus dedos acariciavam os mamilos por baixo do bralette, derretendo-se com a maneira como o Park soltava sons manhosos em meio aos gemidos e arrepiava-se a cada movimento mais fundo.

Chanyeol estava ficando louco com os grunhidos roucos que seu marido soltava diretamente em seu ouvido. Abriu mais os joelhos e apoiou-se melhor sobre as mãos para se acomodar sobre as coxas grossas, de forma que sentia a bunda empinar na posição perfeita para que a pelve dele se encaixasse. Sua cabeça pendeu para trás pelo aperto que recebeu nos cabelos negros. Arquejou, agudo, quando a ereção dele arremeteu certeira contra sua próstata, sentindo a pele queimar de desejo e o tesão se acumular em seu baixo ventre.

Baekhyun acelerou, o formigamento na base do pênis cada vez maior e os músculos de suas pernas retesados pelo esforço, indicando que não aguentaria muito tempo. Chanyeol contraía e o abrigava tão bem, emitia sons que o deixavam maluco para dar tudo o que seu homem merecia; por isso, se empenhou nos movimentos, quase bruto, empurrando com força e rebolando quando estava todo dentro.

— Amor — ele chamou ao apoiar a testa sobre as costas de Chanyeol —, eu vou gozar.

O Park apenas concordou com a cabeça, de boca aberta e olhos fechados, seu tronco sendo arremessado para cima a todo segundo pelas investidas que recebia e sua bunda ficando vermelha pelo atrito com a pelve de Baekhyun. Firmou mais os braços na cama e arqueou-se o máximo que conseguia, pronto para receber o prazer dele dentro de seu corpo.

Não demorou mais que algumas estocadas descordenadas para Baekhyun se desmanchar, apertando os braços com força em volta da cintura de seu marido e grunhindo alto contra sua nuca. Continuou a fodê-lo até sentir que tinha esvaziado cada jato de porra, ofegante ao terminar.

Notou, entre um espasmo do pós-orgasmo e outro, que Chanyeol ainda não tinha finalizado, então prontamente levou sua mão para o membro duro que pendia entre as pernas abertas, quase encostando no colchão pela posição que estavam. Riu um pouco, entre respirações entrecortadas, com o pensamento de parecerem dois sapinhos grudados, mas foi impedido de começar a masturbá-lo quando Chanyeol segurou seu pulso.

— Yeol? — questionou assim que levantou o rosto para tentar olhá-lo por cima de seu ombro.

Ele estava uma bagunça; os lábios inchados de tantos beijos estavam secos pela forma como respirava pela boca, os olhos, molhados por lágrimas que ainda não haviam caído, enquanto os cabelos estavam encharcados de suor, grudados sobre sua testa. Ainda assim, Baekhyun encantava-se com o quanto ele era tão lindo.

— Eu quero — ele tentou falar, mas a voz saiu arranhada. Depois de umedecer os lábios com a língua e limpar a garganta, tentou de novo. — Eu quero sentar em você, Bae.

Baekhyun o encarou por um tempo, de repente sem jeito.

— Eu adoraria, querido, mas você sabe que agora… — deixou a frase morrer no ar, ao direcionar o olhar para o próprio membro, meio flácido, pendendo entre seus corpos.

Mas Chanyeol nem hesitou.

— Eu espero.

Com o rosto ficando vermelho, Baekhyun riu. Escondeu-se no ombro do outro, ouvindo-o retribuir com uma risadinha e um aperto nos dedos entrelaçados em sua cintura. Respirou fundo, e um pensamento mórbido sobre a possibilidade de morrer de tesão por alguém passou por sua cabeça quando afastou-se para sair de trás dele, não sem antes dar um belo tapa na bunda que continuava empinada acima de suas coxas. 

Relaxou as costas contra o edredom bagunçado, logo recebendo um Chanyeol manhoso e ainda muito duro sobre seu corpo. Ele sentou com uma perna de cada lado de seu quadril, e abaixou o tronco para que conectassem as bocas em um beijo calmo, completamente diferente do ritmo em que se encontravam poucos minutos antes. Baekhyun apertava as coxas cobertas pela meia, sentindo a textura do tecido na ponta dos dedos, acompanhando o elástico para adentrar a renda da cinta-liga e arranhar o abdômen contraído.

Chanyeol também aproveitou aquele momento de calmaria no meio do furacão que os dois haviam se tornado. Brincou com as línguas por fora das bocas, esfregou os mamilos cobertos pelo bralette contra o tronco do marido, tateou os bíceps que cercavam seu corpo, e gemeu pelo atrito da ereção contra o membro ainda mole, sentindo prazer apenas na ideia de fazê-lo endurecer de novo.

Os estalos que os selares soltavam ressoavam contra as paredes do quarto e a iluminação escassa ajudava a deixar o clima excitante, tenso, como se a qualquer momento fossem explodir em uma bagunça de corpos novamente. Era gostoso, arrepiava a coluna e deixava para trás um gostinho de expectativa por mais.

Quando deu uma mordida no lábio inferior de Baekhyun, puxando para soltá-lo em seguida com um barulho molhado, viu-o sorrir de canto, os olhos pequenos pela proximidade com que se olhavam diretamente.

— Quanto tempo faz que a gente não fica só assim, se beijando, aproveitando um ao outro? — Baekhyun indagou, percorrendo com as mãos a linha de sua coluna.

Chanyeol depositou outro selinho sobre os lábios dele, e mais um antes de responder, sem manter mais que um centímetro de distância entre os dois.

— Mais do que eu gostaria —  foi sincero.

O Byun suspirou, devolvendo todos os selinhos que recebia sem cortar o contato visual. Colocou a mão sobre a bochecha esquerda de Chanyeol, e amou quando ele apoiou a cabeça sobre sua palma, como sempre fazia, carente por um chamego.

—  Eu negligenciei você, não foi? — murmurou, entristecido, acariciando a pintinha que ele tinha ali com o polegar. — Me desculpa, prometo não deixar isso acontecer de novo.

Chanyeol colocou a própria mão sobre a dele, segurando-a com os dedos para virar o rosto e deixar uma mordidinha repressora sobre a palma.

— Nós dois nos negligenciamos. — Tornou a apoiar a face, acariciando de volta seu pulso. — Eu também deixei com que a rotina pesasse sobre a gente.

Encararam-se por um instante, sem dizer mais nada. Eram anos e anos de parceria e companheirismo, a essa altura, já sabiam praticamente ler a mente um do outro; estava tudo explícito no olhar que trocavam, não precisavam de mais do que isso para que se entendessem. Estava tudo bem. Ficaria tudo melhor ainda dali para frente.

Mordendo a boca para esconder um sorriso, Chanyeol voltou a se aproximar, sussurrando de encontro aos lábios de Baekhyun.

— Como pude esquecer o marido gostoso que eu tenho?

Baekhyun riu, um pouquinho mais apaixonado, e desceu a mão que repousava na cintura dele para apertar com gosto uma banda de sua bunda, ganhando um gemido surpreso em troca.

— Impossível esquecer isso aqui.

Riram juntos, continuando a troca de amassos até que Chanyeol sentisse o membro doer por um pouco de alívio. Voltou a esfregá-lo contra o abdômen de Baekhyun, devagarinho, enquanto uma mão descia para acariciá-lo, o movimento facilitado pelo gozo que ainda estava ali. Foi só começar a masturbá-los juntos para tê-lo duro como antes em alguns minutos.

Apoiou-se com as duas mãos no peitoral largo do marido, erguendo um pouco os joelhos para que conseguisse encaixá-lo no vão entre suas nádegas. Rebolou para cima e para baixo, provocando, olhando-o de cima, vendo ele perder um pouco da lógica quando fincou as unhas em seu quadril estreito.

Cansado de brincar, levou uma mão para trás de si mesmo e posicionou-o, deixando que ele entrasse aos poucos, por inteiro, até sentir a polpa de sua bunda encostar nos pelos da pelve mais uma vez. Não precisou de mais do que alguns segundos para se acostumar e já começar a remexer o quadril em círculos apertados, ofegante. Amava aquela posição, amava sentir que todos os pontos certos estavam sendo devidamente apreciados. Era bobo por sentir saudade de dar?

Baekhyun também respirava pesado, tocando ambas as laterais de seu tronco e parando ao chegar no bralette.

— Quer que eu tire? Vai ficar mais confortável.

Chanyeol concordou com a cabeça, só então parando para perceber o quanto a peça estava começando a deixá-lo sufocado. Sentia-se quente, com a pele fervendo e o interior prestes a entrar em ebulição.

Abaixou um pouco o corpo para deixar acessível a Baekhyun o fecho do bralette em suas costas. Viu-o, admirado, lutar um pouco contra os arames, certamente desacostumado em ter de lidar com aquilo.

— Lembrando das mulheres que você levava para a cama na faculdade?

Baekhyun bufou em meio a uma risada, revirando os olhos.

— Um homem desses em cima de mim e você acha que eu vou pensar em mulher.

Deixou com que ele levasse o tempo que precisasse, mordendo o lábio inferior para reprimir um sorriso.

Quando Baekhyun enfim teve sucesso em retirar a peça, soltou um aha! vitorioso e jogou-a em algum lugar da cama. Chanyeol riu da carinha boba dele, não se segurando ao sussurrar um eu te amo antes de colar os troncos para beijá-lo.

Aproveitou que ele estava concentrado em chupar sua língua para começar a se movimentar de verdade. Empinou o quadril devagar, deslizando até segurar só a pontinha dentro, para então voltar a sentar e rebolar quando estava todo preenchido. Era uma delícia sentir a fricção de pele contra pele, o princípio de descontrole nas pontas dos dedos que agarravam ora sua cintura, ora suas coxas.

Gemeu quando começou um ritmo mais acelerado, desfazendo-se do beijo para tornar a se sustentar com as mãos no peito de Baekhyun. Ele o encarava de boca aberta, por onde saíam grunhidos roucos toda vez que sentava com força, parecendo indeciso entre admirar o rosto contorcido em prazer de Chanyeol ou o ponto onde o próprio pau saía de sua bunda.

— Caralho, amor, você nasceu pra sentar no seu homem — disse entredentes enquanto posicionava os pés no colchão, ajudando a estabilizar os movimentos de Chanyeol. — Diz que você é meu.

— Eu sou, Bae. Sou só seu.

Baekhyun estava encantado pela visão: tinha seu marido completamente exposto para si, sem nenhuma restrição que o impedisse de dar e sentir prazer como bem gostasse. Os dedos dele contraíam sobre seu tronco, deixando rastros de arranhões avermelhados para trás; os músculos em seu abdômen retesavam pelo esforço em sentar e rebolar ao mesmo tempo, bem como os de suas pernas sofriam espasmos cada vez que as abria mais para poder quicar melhor; era particularmente fã dos peitos avantajados, agora livres do tecido preto, que balançavam levemente quando voltava a escorregar para baixo com força.

Mas a feição de Chanyeol era algo à parte. Suas sobrancelhas estavam franzidas sobre o cenho, sua boca, aberta em um “O” perfeito, e suas pálpebras não paravam quietas, ora abrindo-as para que pudesse apreciar o corpo do marido, ora fechando-as para revirar os olhos, cego de tesão. Gemia agudo, tremia, deleitava-se, e a Baekhyun só restava agradecer aos céus.

Acariciou toda a pele que encontrava pela frente, dedicando especial atenção à cintura demarcada pela cinta-liga. Apertou-a com os polegares, subiu as palmas para os mamilos, torceu-os e sentiu contra os dedos sua respiração trêmula, desceu o toque para a virilha lisinha, ignorando a ereção em riste e a calcinha embolada para espremer a parte interna das coxas.

Não estava mais se aguentando. Posicionou cada uma das mãos nos glúteos durinhos, fazendo com que uma onda de prazer se alastrasse em seu baixo ventre ao sentir nos dedos o jeito como eles contraíam a cada quicada mais potente, para então começar a investir com o quadril.

Chanyeol engasgou com o ar ao sentir o golpe certeiro contra sua próstata. Já tinha perdido qualquer sincronia no movimento, somente cavalgando alucinado em busca do orgasmo, o membro ereto balançando a cada estocada bruta contra sua bunda.

— H-hyun, hyunnie, hmm — tentou alertar, uma das mãos indo ao próprio pau para massageá-lo com rapidez. — E-eu vou…

— Sim, meu amor, isso. — Curvou mais os joelhos para ganhar força nas investidas. — Goza sentando no cacete do seu marido.

Baekhyun continuou com os elogios, dizendo o quanto ele era lindo, gostoso, como não queria nunca mais parar de foder com ele, e Chanyeol sentiu um estalo em sua barriga, percebendo que um dos elásticos da cinta-liga havia arrebentado. A meia, agora, começava a escorregar sobre sua coxa, mas isso não o impediu de colocar os últimos resquícios de fôlego que tinha para firmar mais os joelhos na cama e entregar a Baekhyun seu prazer, desmanchando-se sobre a barriga dele.

A energia de todo seu corpo pareceu se esvair, pois, de repente, sentiu os braços fraquejarem e seu tronco ir de encontro com o do Byun. Escutou os gemidos dele serem depositados diretamente em seu ouvido, junto a pedidos para que aguentasse só mais um pouquinho, já estava quase lá, meu anjo, que bunda gostosa, caralho.

Só precisou de Chanyeol contraindo contra seu pau para se derramar dentro dele mais uma vez. Seu corpo inteiro tremeu em êxtase, despejando tudo o que tinha em si enquanto estava enterrado até a base, metendo mais um pouquinho até sentir que não havia mais nada.

As respirações irregulares cantavam juntas no quarto silencioso, ambos tentando normalizá-las sem sucesso. Permaneceram inertes naquela posição por longos minutos, pegajosos de suor e sêmen mas satisfeitos como não ficavam há tempos.

O primeiro a se mexer foi Baekhyun. Relaxou as pernas sobre o edredom, rodeou os braços pela cintura de Chanyeol e puxou seu corpo para cima, tanto para encaixá-lo melhor no abraço, quanto para retirar o pênis flácido de dentro dele. Riu da careta que ele fez contra seu ombro ao sentir a porra escorrer pelas coxas.

— Vai rindo, vai — ele reclamou, aconchegando-se com o nariz em seu pescoço e as pernas esticadas entre as suas. — Vou fazer você limpar a bagunça que fez.

O Byun murmurou um com todo o prazer com os lábios colados em sua bochecha, antes de deixar vários beijinhos ali. Selou seu nariz, seu queixo, seus olhos, e entrelaçou seus dedos para deixar mais um selinho sobre o dorso de sua mão. Ficaram de chamego, trocando beijos simples, que eram interrompidos pelos sorrisos bobos e pelas inúmeras vezes que trocaram um te amo sussurrado.

Quando notaram que ou se levantavam para tomar um banho, ou adormeceriam daquela forma, criaram coragem para se desvencilharem e rumarem ao banheiro da suíte. Limparam-se rapidamente, doidos para voltar para a cama e ficarem agarradinhos pelo resto da noite.

Baekhyun cumpriu com o que havia prometido antes de tudo aquilo se desenrolar e pediu comida pelo delivery. Nenhum dos dois estava a fim de nada saudável, e pizza sempre era uma ótima opção; logo estavam com as bocas sujas de molho de tomate e queijo, e Chanyeol reclamando, como de costume, da quantidade de azeitona extra que Baekhyun pedia.

De barriga cheia e dentes escovados, os dois recolheram-se sob o edredom e fizeram uma chamada de vídeo com Junhee, que tinha chegado sã e salva na casa de praia de Júlia — e dividiria um quarto com a amiga bem longe do quarto de seu irmão, a garota fez questão de frisar. Trocaram muitas declarações melosas de amor antes de desligarem sob o revirar de olhos da filha, que ostentava um sorriso reprimido o qual denunciava o quanto gostava das cafonices dos pais.

Colocaram um filme qualquer de streaming para rodar, pois o que importava mesmo era o abraço que compartilhavam, o Park deitado com a bochecha sobre o peito de Baekhyun, que fazia um carinho gostoso em seus cabelos.

Já estava quase se deixando levar pelo sono quando ele tornou a puxar conversa:

— Realmente me surpreendeu hoje — comentou, baixinho. Chanyeol se moveu o mínimo possível para mirá-lo com olhos cansados, sem sair de seu abraço. — Você foi incrível.

— Eu também gostei… — Sorriu pequeno, fazendo carinho na cintura dele com o polegar. — Foi gostoso. Sempre é com você.

Baekhyun sorriu, deixando um selar sobre sua boca.

— Com você também, querido. Mas é legal mudar um pouco as coisas de vez em quando, não é? Vou lembrar disso daqui em diante.

— Acho bom — brincou, mordendo de leve o queixo dele. — Sou muito jovem para morrer de atrofia peniana.

— Prometo nunca mais deixar meu maridinho carente de mim nem por mais um dia!

Ficaram comentando, animados, sobre as diversas possibilidades que poderiam experimentar no futuro, até o sono chegar de vez. Dormiram abraçadinhos, uma perna de Chanyeol entre as de Baekhyun e o rosto enfiado em seu pescoço, igual a como faziam desde quando começaram a namorar.

Ainda eram os mesmos Chanyeol e Baekhyun que conheceram aos vinte anos, somados a muita sabedoria e cumplicidade — mas mesmo agora que estavam mais maduros, para espantarem a mesmice e não se permitirem esquecer do quanto se desejavam, talvez não fosse tarde para começar a dar um toque a mais na relação.