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Maddy tinha razão.
Essas palavras não paravam de ecoar na mente de Cassie, e apesar de tentar e se esforçar muito para fingir que tudo estava bem e que seu coração não estava partido em um zilhão de pedaços, sua armadura estava ruindo cada vez mais e ela não sabia até onde aguentaria arrastar seus cacos e trapos com um forçado sorriso no rosto.
Sua melhor amiga, Maddy — se é que ela ainda poderia chamá-la assim —, tinha toda razão. Nate tê-la "chutado" no dia da peça de sua irmã não havia sido o pior, longe disso, tudo ficaria muito pior, e apesar de não acreditar, apesar de se agarrar em um fio de esperança de que tudo poderia ser diferente dessa vez, ela entendeu da pior das maneiras, que Maddy tinha razão.
Se olhando no espelho, via uma jovem mulher quebrada, ofuscada e a um passo de querer a desistência de tudo. Seus olhos estavam inchados igualmente a todo seu rosto vermelho e molhados de lágrimas. Parte do inchaço era por conta do incessante choro, mas a outra parte, a maçã do rosto do lado esquerdo, oh não, aquele vergão horroroso marcando cinco dedos não era pelo choro, como poderia? Cassie chorou toda a vida por um zilhão de motivos e sempre soube como disfarçar o inchaço dos olhos causados pelas lágrimas, mas ainda não havia conseguido base e pó o suficiente para tampar aqueles dedos que Nate deixou em seu rosto em meio a uma discussão.
Se pudesse voltar no tempo, voltaria no dia em que aquela maldita peça estava sendo executada, jamais teria ido atrás dele, jamais teria tomado as dores dele, jamais teria brigado com sua irmã, jamais teria se humilhado de tal maneira e jamais teria insistido em Nate, mesmo após as palavras de Maddy alertando-a do que o ex era capaz.
No fundo, Cassie sabia que ele era perigoso, mas não queria aceitar. Queria acreditar que finalmente seria amada. Se sentia amada nos braços dele ou quando ele estava dentro de si, mas aquilo era tudo uma ilusão, bastava algo incomodá-lo ou não sair do jeito que queria que o paraíso tornava-se um verdadeiros pesadelo, mas naquele dia, tudo saiu ainda mais do controle, e mesmo sem falar com Maddy por cerca de um ano e meio, havia sido nela que ela pensou ao ser agredida e deixada para trás pelo seu namorado Nate Jacobs, que agora, ela já considerava como um ex, ou ao menos queria muito se esforçar para sua dependência emocional permitir que ele se tornasse isso.
Ela olhou mais uma vez para o espelho, forçou um sorriso notando como seus lábios tremiam devido a um choro reprimido e suspirou. Alcançou o celular na penteadeira, foi diretamente em seus contatos, e por um momento, encarou o número de Nate, seu polegar pressionou ali, mas antes de conseguir concluir a possível chamada, ela rolou mais abaixo, parando na letra "M". Seu coração bateu forte ao ver o nome da ex melhor amiga e ela se questionou se Maddy ainda teria seu contato salvo depois de tudo e de tanto tempo, mas ela precisava tanto dela, sabia o quão egoísta e inconveniente aquilo poderia ser, mas precisava, nem que fosse para ser chamada de vadia insensível seguido de um "bem feito", ela só precisava do calor do abraço da sua amiga.
Juntando os resquícios de coragem que ainda tinha e preparando o pouco do coração intacto em seu peito para os piores xingos que poderia receber, deu continuidade a chamada e colocou o celular no ouvido enquanto encarava a si mesma pelo espelho, notando com horror e dor a marca em seu rosto, a marca que alguém que deveria amá-la e cuidá-la, deixou para feri-la.
Sentia o pulsar forte do coração na medida que ouvia as chamadas da ligação. No início, pensou que Maddy atenderia e a xingaria imediatamente. Depois, pensou que ela recusaria a chamada no primeiro toque, e então, cogitou que ela apenas não atenderia, deixando cair na caixa postal.
Cassie suspirou, decidindo findar aquilo enquanto podia, mas quando ia afastar o celular do ouvido, paralisou, notando que a chamada havia sido atendida.
— M-Maddy? — a voz trêmula ecoou ali com dificuldade e ela segurou com firmeza o aparelho em sua mão trêmula.— Maddy... É você?
— E quem mais seria se você está ligando para o meu número, sua idiota?
Ela poderia se ofender com aquilo, mas pelo contrário, sorriu em ouvir a voz da amiga após tanto tempo, por um resquício de segundos, parecia que tudo era como antes.
— Desculpe... Er... Eu...
— O que você quer, Cassie? O que foi? Por que está me ligando?
Ela pensou genuinamente, que poderia falar tudo, se redimir e contar que ela sempre havia tido razão, que era uma burra e não deu ouvidos a pessoa que já havia passado por aquele inferno por experiência própria... Mas não, ela não conseguiu. Cassie falhou, e ao invés de falar algo, ela desabou, aos prantos na ligação enquanto soluçava e o celular caia de sua mão.
Estava desesperada, tão ferida que não tinha controle de seus atos, só queria arrancar os próprios cabelos e gritar por se sentir tão burra, e então, queria gritar e chorar ainda mais por ver que estava se culpando tanto por algo da qual não tinha culpa.
Ela não tinha culpa por ter se apaixonado por Nate Jacobs, e menos ainda por ele ter lhe agredido.
— Cassie... Me mande sua localização! Estou indo aí.
***
Um ano e meio que não se viam, que não se falavam e que não tinham notícias uma da outra.
Depois daquela peça feita por sua própria irmã, sabia que não teria mais desejo algum de morar ali na casa que um dia foi seu lar. Apenas retornou em uma tarde em que ninguém estava, e com a ajuda de Nate, pegou o restante de suas coisas para morar com ele.
Precisou de quinze dias para conseguir ir atrás do Jacobs e dizer que não fazia ideia do que se tratava aquela peça de teatro. Precisou literalmente implorar, e hoje, mais do que nunca, se sentia absurdamente ridícula e humilhada por ter caído de joelhos perante a ele, abraçando-o pelas pernas e chorando dizendo o quanto o amava e sentia muito pela merda que sua irmã havia feito.
Após muita marra, Nate aceitou as desculpas por algo que Cassie nem precisava se desculpar. Buscou o restante das coisas dela e dali em diante, a loira passou a morar definitivamente consigo, mas bem, as brigas eram infinitas e era horrível viver em um ambiente onde seu namorado lhe mandava embora a cada briga só para sua humilhação. Havia cansado de passar as noites em hotéis chorando sozinha, sem mãe, irmã, amiga... Arranjou um trabalho como garçonete já que havia se formado e decidiu alugar um pequeno apartamento. O relacionamento com Nate se manteve, era até melhor assim, ele dizia sempre que ia até lá e podia fazer ainda mais loucuras com sua garota sem que sua mãe estivesse escutando tudo.
Ele também admitia, gostava da independência que Cassie estava adquirindo, com ela vinha a maturidade em algumas circunstâncias, mas aquele lado menina que precisava imensuravelmente ser amada, nunca deixaria de existir, e Nate não queria que isso mudasse, era da dependência emocional que as garotas tinham em si, que o fazia achar que as amava. Mas no fundo, o verídico era que ele amava brincar com suas marionetes humanas.
Quando Maddy conferiu o número do apartamento no celular uma última vez, encarou a porta diante de si e suspirou. Cassie havia lhe mandado a localização por mensagem e dito o número do apartamento junto com a instrução de que deixaria avisado na portaria a subida da amiga sem precisar interfonar.
Suas mágoas eram incontáveis. Maddy se questionava o quão trouxa era por ainda ter sentido pena da garota que lhe traiu da maneira mais cruel possível, e então ela entendia o porquê. Apesar de toda sua marra e agressividade, ela não era uma pessoa ruim, e não importava se as pessoas fossem ruins com ela, no fundo, ela era uma garota acolhedora e não sabia virar as costas quando via alguém na merda, bem no fundo do poço, lugar onde ela já havia estado e pelas mesmas razões de Cassie.
Ela ajeitou os cabelos, a roupa justa no corpo e bateu na porta. Conseguiu ouvir os passos vindos do outro lado até a fechadura se mover e ela se deparar com a figura que um dia foi sua amiga. Mordeu o lábio para ocultar um resmungo ao vê-la. Não queria ser indelicada, não verbalmente, afinal, sua expressão já dizia muito. Eu te avisei, Cassie.
— Você está um caco!
— Eu sei!
Maddy suspirou e cruzou os braços encarando-a. De fato, não era mais sua melhor amiga aquela figura, e não só pela traição do passado, mas sim, porque a Cassie que conhecia era uma garota que apesar das mágoas e desilusões, sempre estava bela, era absurdamente vaidosa e se esforçava imensuravelmente para sorrir em todas as circunstâncias, e a mulher que estava diante dos seus olhos, estava apagada, triste, quebrada e machucada.
— Que merda, Cassie! Eu deveria dizer um milhão de vezes que avisei você! Mas não serei tão ridícula assim, que merda!
— Eu sei... Maddy, eu sei... Me desculpa, me desculpa, me desculpa...
E em meio a sequência de lamentações, Cassie desabou em um novo choro, fazendo sua ex melhor amiga revirar os olhos e acolhe-la num abraço. Sentir o calor se Maddy a fez chorar ainda mais, porque após tanto tempo, ela se sentiu segura outra vez.
— Cadê aquele babaca do Nate?
— Não sei... Não quero saber! Ele saiu, acho que não voltará tão cedo...
— A gente devia ir até a delegacia e...
— Maddy, eu não quero pensar em delegacia agora, não quero pensar na minha mãe e irmã sabendo disso não quero passar por tudo que você já passou, não... Não agora! Eu... Eu só quero chorar e me lamentar...
— Se quer fugir da realidade e das suas responsabilidades em botar aquele desgraçado atrás das grades, por que me chamou aqui?
A pergunta foi direta e Cassie fungou como um bebê, subindo seus olhos azuis, fixando-os nos dá amiga, sentindo vergonha e tanta carência que sentia pena de si mesma.
— Porque quero sua companhia, Maddy... Quero me lamentar e chorar, mas quero você perto de mim, nem que seja para me xingar e dizer que vadias não choram e que eu realmente sou uma vadia por ter transado com seu ex quando vocês estavam desejando reatar... Eu só quero você aqui comigo, como nos velhos tempos, só isso, eu... Eu não quero ficar sozinha e eu não tenho mais ninguém, por favor... Fica comigo essa noite... Eu imploro!
E ela não estava sendo irônica ao dizer aquilo, assim que as palavras deixaram sua boca, Cassie segurou os braços da amiga e se abaixou, prestes a se ajoelhar e implorar. "Patética" foi o que fluiu na cabeça de Maddy ao ver aquilo, em meio um revirar de olhos, ela puxou Cassie de volta para cima, olhando-a com repreensão.
— Chega disso! Não faça mais isso, não se rebaixe tanto, por que você tem que ser assim?
— Desculpa...
— Pare de pedir desculpas! — Maddy suspirou e massageou suas têmporas antes de voltar a encará-la e empurrá-la sutilmente para entrar no apartamento. — eu fico, mas tem que ter algo decente para beber e música. Não quero ouvir apenas o seu choro, preciso de ânimo então por favor ...
Cassie encarou-a entrar em seu apartamento e riu em meio ao choro. Aquilo estava mesmo acontecendo? Ela ficou ali da porta vendo a amiga abrir a geladeira, tirar dali uma meia garrafa de vinho e depois fuçar seus armários, pegando um pacote de batatas, indo para a sala, ligando a televisão e colocando uma música.
— Vem Cassie, se vamos conversar preciso de álcool, beba comigo e sente-se aqui.
E então, ela viu a amiga se jogar em seu sofá de dois lugares como se já fizesse parte da casa. Depois, a viu colocar uma música e cantarola-la enquanto bebia um gole do vinho diretamente da garrafa. Nunca imaginou que veria algo assim de novo, mas estava genuinamente feliz em tê-la ali, e sem hesitar, fechou a porta atrás de si, girando a chave para trancá-la e não ter o risco de Nate surgir ali por alguma razão.
Caminhou até lá e se sentou ao lado da morena, ainda receosa, mas feliz, não conseguindo conter o sorriso frouxo com a situação.
— Então, me conta, o que aconteceu? Não só hoje, mas, nesse um ano e meio... Pensei que fosse morar com o Nate, me surpreendi vendo que agora mora sozinha...
— Eu... Bem, é... Não deu certo morar com ele. — ela sorriu com timidez e apoiou as mãos nas próprias coxas desnudas que aquela pequena saia azul mal cobria. — basicamente, desde o dia da peça, tudo aconteceu muito rápido. Eu implorei para o Nate acreditar em mim e me perdoar pela merda que minha irmã fez. Demorou um pouco, mas ele me entendeu ou pareceu entender... Então ele me ajudou a pegar tudo o que eu ainda tinha em casa e me levou para morar com ele...mas isso durou só uns quatro meses. A gente começou a brigar muito por muitos motivos idiotas e eu estava me cansando de tudo sempre acabar igual, ele me mandava ir embora da casa dele em cada briga e eu tive que sair em muitas madrugadas e me abrigar em hotéis quaisqueres porque o meu namorado é um idiota que não se importa comigo e pouco se importava se eu fosse estuprada ou sequestrada de madrugada na rua.
Maddy a viu fungar e notou como as lágrimas voltavam a escorrer silenciosamente pelas bochechas vermelhas e inchadas da loira. Sentia pena, muita, e se odiava por isso, se odiava por estar sensibilizada com a garota que um dia foi sua melhor amiga e com tudo o que ela passou nas mãos de Nate.
— Consegui um emprego como garçonete. Não é um grande salário, mas tenho boas gorjetas quando desabotoo alguns botões a mais no uniforme e deixo um belo decote... — ela riu e suspirou. — então eu consegui alugar esse apartamento já mobiliado... Nate passou a ficar mais aqui e foram alguns meses de paz... Ele dizia que gostava do meu amadurecimento e independência, que ele estava acertando tudo para assumir definitivamente os negócios do pai agora que ele está preso... Que em breve teria estabilidade para comprar uma casa só dele, que eu poderia ir morar com ele e tudo seria diferente porque agora eu era uma mulher madura... e como eu quis isso, Maddy... Eu quis muito, mas aí...
— Me deixe adivinhar, o namoro mar de rosas começou a ter turbulências outra vez e ele passou dos limites.
— É... — admitiu entristecida e com amargura. — hoje discutimos por algo bem idiota, uma coisa boba se tornou uma bola de neve e quando notei ele estava jogando um milhão de coisas na minha cara. Ele gosta de me ferir com as palavras, ele me disse como eu deveria agradecer por ele estar comigo quando homem algum iria querer uma garota que pode se achar nos sites pornográficos hoje em dia... Aquele maldito vídeo.
Maddy notou como as mãos nervosas de Cassie passavam a arranhar as próprias coxas, e então, ela deixou a garrafa de vinho e discretamente repousou sua mão sobre as delas, impedindo-a de continuar se machucando com as unhas.
— Eu não consegui ficar quieta dessa vez e comecei a gritar e dizer como ele era um babaca escroto e que você fez bem em ter se livrado dele, e foi só dizer seu nome após todo esse tempo que ele ficou irado e veio pra cima de mim... Ele... Ele me segurou pelo pescoço e bateu minha cabeça na parede e...
— Eu sei... Não precisa falar! — concluiu Maddy ao encarar a bochecha machucada da amiga. — eu realmente sei do que ele é capaz, Cassie. Você não tem noção do que ele já fez comigo e do quão escroto ele pode ser. Quando eu te disse que tudo só estava começando em relação ao desprezo dele por você no dia da peça da sua irmã, eu não disse por ciúmes, eu disse como um alerta. Eu sempre amei o Nate, mas assumo que ele não é um homem bom e nem saudável para ninguém, nem para mim, nem para você. Eu... Eu queria que você tivesse visto dessa forma e saísse daquilo antes de tudo isso acontecer. Ainda te acho uma vaca por ter me traído, Cassie. Mas realmente lamento e sinto muito por tudo o que você vem passando nas mãos dele. Você não merece isso, mulher alguma merece isso... Eu lamento...
E naquele instante, palavra alguma que Cassie desejou dizer seria capa de expressar seus sentimentos de tristeza e gratidão. Ela se viu abraçando Maddy com força enquanto chorava e pela primeira vez em tempos sentia amor e carinho de verdade ao ter as mãos da amiga acariciando seus cabelos loiros, suas costas e sua nuca.
As carícias eram tão gostosas que em meio ao intenso choro, Cassie relaxou. Seu corpo ficou molinho naquele terno abraço e ela suspirou sentindo as unhas da amiga acariciarem sua nuca arrepiada. Sorriu fraco sentindo a cabeça e os olhos doerem pelo tanto que chorou, e então, se desvencilhou aos poucos do, dando a Perez seu melhor sorriso.
— Obrigada por isso...
— Não me agradeça. Ainda quero que você procure uma delegacia e coloque tudo o que me contou no rabo daquele desgraçado que merece apodrecer na cadeia, e se precisar, vou com você e digo tudo o que ele já me fez também, dessa vez, sem passar panos para esse filho da puta. Mas vou aceitar o que você me disse... Vou deixar você apenas extravasar e desabafar tudo isso hoje... Mas quer um conselho? Tome um banho, vista algo confortável e pare de chorar. Vamos curtir a noite como nos velhos tempos. Vai lá, eu te espero!
Cassie ainda tentava digerir tudo aquilo. Era irreal demais e sua mente perversa só lhe dizia o quão burra, mesquinha e egoísta era. Não merecia aquilo, não merecia Maddy, mas ainda assim, ela queria aproveitar esses minutos, essa noite, não sabia até quando teria sua melhor amiga de volta para si, ela só queria aproveitar, e por isso, se levantou com um sorriso infantil e abobalhado nos lábios, assentindo enquanto ajeitava sua saia curta e corria em direção ao próprio quarto gritando um "já venho" antes de tomar um merecido banho para relaxar e curtir a noite com Maddy.
***
De fato, um banho quente ajuda em muita coisa.
Quando a água caiu sobre si, molhando seus cabelos loiros e envolvendo todo seu corpo naquele terno e cálido acolhimento, Cassie se permitiu relaxar e esquecer o dia de merda que teve. Focou unicamente em Maddy a sua espera na sala e na noite que poderiam ter como antes, beber, cantar, dançar, rir, compartilhar segredos, se maquiarem, fazerem as unhas...
Deixou que a água levasse toda sua amargura, e depois do banho, após hidratar toda sua pele, pentear os cabelos molhados e vestir uma confortável camisola azul clara, Cassie foi para a sala, sorrindo ao ver Maddy dançando sobre a mesa de centro enquanto fazia a garrafa de vinho de microfone.
Ficou dali olhando e apreciando. Maddy usava uma calça preta justa ao corpo de cintura alta e barras boca de sino, um top preto que subia uma amarra pelo pescoço e findava-se na nuca e os cabelos estavam presos num rabo de cavalo que sacudia na medida em que ela balançava a cabeça.
Quando notou que não estava mais só, sorriu para Cassie e a convidou com um gesto, usando seu dedo indicador para convida-la para o "show", e apesar do receio e insegurança por tudo o que passaram, Cassie aceitou, foi até lá dividindo o espaço da pequena mesa com Maddy, compartilhando do "microfone" com a amiga enquanto ambas cantavam desafinadamente "telepatia - Kali Uchis".
— Você é uma vadia desafinada! — Maddy a provocou, fazendo Cassie gargalhar e negar com a cabeça.
— Na verdade, os seus ouvidos é que devem estar cheios de porra e você não está apreciando minha bela voz!
— O quê? — Maddy retrucou incrédula e riu, empurrando-a para fora dali, e no ato, se desequilibrou também, caindo por cima da amiga, ambas jogadas agora sobre aquele tapete felpudo. — Sua vaca! Se os meus ouvidos estão cheios de porra então você...
— Ah meu Deus, nem completa! — ela riu enquanto tentava recuperar o ar e sentia como o impacto da queda dupla fez suas costas doerem. — Acho que você quebrou algum osso meu!
— Se realmente quebrei algo, considere uma espécie de reparação em nossa história! — Maddy riu e rolou de cima dela, deitando-se ao lado enquanto ambas recuperavam o fôlego e encaravam o teto. — Você se sente melhor?
— Sim... Incrivelmente sim. Eu só senti hoje que precisava de você, no fundo eu sabia que só ficaria bem se você estivesse aqui, então... Obrigada, Maddy.
Suspirando, a de cabelos pretos se virou de lado, ficando de frente para a amiga. Maddy forçou um sorriso ao ver mais de perto o pequeno corte e a bochecha levemente inchada de Cassie — agressão causada por Nate —, seu próprio ex que também lhe fizera vivenciar o inferno.
— Não me agradeça. Você é uma vadia, mas não precisa ser burra como fui no passado. Não o acoberte como eu fiz, Cassie. Você tem as chances de mudar isso, então pense com carinho. Isso será meu agradecimento.
Sua voz era baixa, calma... Cassie se sentia confortável e relaxada com aquele timbre ameno sussurrando perto do seu ouvido. Ela se virou de lado também, ficando cara a cara com Maddy e ambas sorriram, tão próximas que podiam sentir suas respirações se chocarem no pequeno espaço que ainda existia entre seus rostos.
— Prometo que pensarei nisso...
— Pense com carinho...
Cassie deu uma risadinha e balançou a cabeça concordando, e para sua surpresa, Maddy sorria docemente como nunca havia visto antes. Ela observou a mão da amiga se aproximando do seu rosto e estremeceu quando os dedos dela acariciaram com suavidade seu rosto inchado, o polegar acariciando sua pele de bebê enquanto aqueles arrepios involuntários voltavam a tomar conta do seu corpo.
Em um minuto, ela sentia acolhimento vindo de Maddy, e agora, seu corpo reagia de uma maneira jamais conhecida por si na presença da amiga. Nunca havia sentido aquilo... Arrepios, calor, uma tensão tão grande que secava sua boca e a fazia molhar os lábios involuntariamente.
Olhou temerosa para a morena, temendo que ela notasse que havia algo de errado, temendo que sua carência e desespero por ser amada houvesse ido longe demais a ponto de Maddy notar como o corpo alheio estava reagindo estranhamente mediante suas carícias, mas quando suas órbitas azuladas pararam no rosto da amiga, ela flagrou como os olhos escuros estavam cravados em seus lábios recém molhados, e de um segundo para o outro, sua boca recebia o toque doce dos lábios de Maddy, uma gostosa pressão que a pegou de surpresa e a fez arregalar os olhos inicialmente de espanto antes de todo seu corpo relaxar e suas pálpebras se abaixarem, entregando-se ao momento.
Ela sentiu a língua de Maddy pedir permissão para adentrar em sua boca e seus lábios trêmulos cederam, permitindo que o ósculo desse início. Seu corpo entrou em um estado de êxtase jamais sentido. Ela inspirou profundamente brincando entre o beijo ao rodear a língua de Maddy com a sua e sorriu quando a mesma fora sugada pelos lábios da amiga que abria os olhos devagar para encará-la. Palavra alguma foi dita, mas ambos os olhares exalavam o mesmo desejo e sabiam que se dissessem algo, o passado viria a surgir ali e estragaria aquele momento estranhamente bom e intenso que pairava sobre elas.
Maddy mordiscou o lábio inferior alheio, sentindo como seu corpo gostava de como a mesma reagia. O gemido suave era música aos seus ouvidos e ela assumiu aquilo, colocando-se de vez sobre o corpo alheio, acomodando-se entre as pernas dela. Nunca pensou em estar assim com uma garota, lhe causaria tanto desejo, ela sequer havia ficado com mulheres em sua vida, era uma estranha experiência para si, uma experiência que ela verdadeiramente queria experimentar, se aventurar... e a ideia de ser com Cassie era cômico e delicioso.
Ela olhava para baixo e gostava do que via. Um rostinho tão choroso, entregue, sofrido, devoto, manhoso, insaciável e necessitado. Seu olhar caiu pelo corpo da amiga, os grandes seios quase pulando para fora do decote da camisola azul, suas longas unhas arranharam com suavidade a pele macia de Cassie e empurraram o bojo da peça para baixo, expondo um dos mamilos rosados e durinho.
— Os seus peitos são lindos, vadia... — ela sussurrou, aproximando seus lábios daquele pequenino botão de carne rosado onde sua língua se deslizou fazendo Cassie gemer de prazer. — eu sempre achei isso...
Foi uma surpresa ouvir aquilo. Cassie se sentia nas nuvens e estava tão surpresa e curiosa com o que estava acontecendo ali que sequer se lembrou de Nate e que ainda tinha um relacionamento com ele e que sua vida ao lado dele havia se tornado um inferno. Por que lembraria disso quando Maddy havia dirigido até sua casa após um ano e meio, após a mesma mágoa-la, só para cuidar de si? Como podia lembrar dele quando a língua da sua melhor amiga lambia e sugava seus mamilos e a fazia sentir a porra do prazer mais genuíno da vida?
Ela queria que Nate Jacobs fosse ao inferno e ali ficasse! Naquele momento, somente Maddy Perez existia em sua mente.
— Maddy ... — ronronou com toda sua manha e doçura, mordendo o lábio ao ver como a amiga agora descia por seu corpo distribuindo beijos por sua barriga após erguer a camisola. — você tem certeza disso?
Sorrindo, Maddy a encarou com os lábios colados abaixo do umbigo da amiga e deslizou a língua ali, circulando a região antes de deixar que seus dentes segurassem a pequena renda da calcinha de Cassie e a deslizasse para baixo.
— É loucura... Mas tenho certeza... — garantiu, retirando de vez aquela pequena peça rendada, sentindo sua adrenalina a mil ao vê-la exposta para si completamente molhada.
— Você já fez isso....com outra mulher?
Maddy a olhou demonstrando só agora um pouco de insegurança antes de deixar tal sentimento de lado e sorrir para a loira.
— Nunca fiz, Cassie. Mas não deve ser tão difícil... Tudo o que você tem aí eu também tenho, não vai ser difícil saber tocar você...
— E... E por que...
— Você fala muito, Cassie! Só relaxa... E me deixe fazer isso!
Era realmente uma loucura aquilo tudo, mas o tipo de loucura que ambas não queriam interromper.
Cassie descansou a cabeça de volta no tapete e suspirou sentindo os beijos que Maddy deixava na parte interior das suas coxas quentes e molhadas. Prendeu a respiração na mesma medida em que prendia seu inferior entre os dentes quando a sentiu tocá-la diretamente com a língua... Uma longa e lenta lambida que percorreu desde sua entrada até seu pequeno clitóris rosado tão sensível.
Grunhiu ao reprimir um alto gemido que desejou exalar com o que esse mero toque causou em si. A corrente elétrica que percorreu seu corpo causado pelo desejo e o prazer do ato era intenso, as circunstâncias e a pessoa que estava entre suas pernas deixava tudo muito mais gostoso e ela se viu segurando firme os cabelos da amiga, soltando aquele rabo de cavalo para poder envolver seus dedos nas mechas escuras de Maddy e descontar tudo o que sentiria a seguir em fortes puxões.
— Não fazia ideia de que isso podia ser tão... Bom...
A voz de Maddy era baixa e cheia de luxúria. Ela estava sendo franca, nunca se imaginou em tal situação e menos ainda com Cassie, mas sempre foi uma mulher de atitude e sempre gostou de exalar todos os seus desejos, não faria diferente agora, ainda mais em uma descoberta que gostou de experimentar. Ela queria ver mais, tocar mais, sentir mais....afastou os lábios íntimos daquela molhada intimidade diante de si e sorriu. Seus olhos brilharam ao ver os fluidos escorrendo muito sutilmente em um brilho que enchia sua boca d'água por aquela pequena fenda aberta e rosada. Expôs novamente a língua e colheu toda aquela lubrificação... seu corpo reagiu bem ao gosto e sua própria intimidade pulsou em desejo por mais.
Manteve seus dedos assim, deixando-a exposta. Desejou quebrar sua longas unhas só para penetrá-la, mas não tinha como fazer isso, então amenizou sua vontade ao dobrar o dedo indicador e introduzir apenas a dobra dele, fazendo suaves movimentos instigantes enquanto sua língua focava no que ela sabia que uma mulher mais apreciava.
— Ah meu Deus, Maddy... Hum... Tão bom...
Ela sabia que era bom, mas a ideia de estar fazendo isso corretamente em Cassie lhe excitava tremendamente. Sua língua se expôs por um todo e ela começou a circular o pequeno clitóris da amiga com ferocidade. Seus lábios o chupavam, sugavam e sua língua voltava a brincar ali enquanto seu dedo parcialmente a penetrava. Sorriu em meio ao ato quando o corpo da amiga começou a ficar inquieto abaixo de si. O quadril dela se erguendo a todo instante e os dedos puxando sem piedade seus cabelos.
Maddy delirou quando os movimentos involuntários de Cassie molhou todo seu rosto ao esfregar toda aquela bucetinha encharcada em sua face. Foi uma sensação nova e tão intensa que ela própria gemeu enquanto seus lábios ainda prendiam o clitóris dela entre os lábios e a língua dentro da boca o lambia em um obsceno beijo.
— Eu vou... Maddy!!! Eu vou gozar... Puta que pariu!
Cassie novamente chorava, mas de prazer. Suas lágrimas rolavam pelas bochechas enquanto os lábios tremiam e ela sentia seu corpo fundido ao ápice. Foi gostoso pra caralho sentir como as coxas da amiga pressionaram seu rosto ali, como ela sentiu todo o corpo dela tremer intensamente e como aqueles abundantes fluidos expeliram diretamente em seu dedo, o qual ela levou imediatamente até a boca, chupando cada fiozinho que ligava seu indicador até aquela abertura contraída e pulsante completamente molhada.
Cassie apreciou-a chupando o indicador e sorriu em meio uma onda de constrangimento ao se dar conta de que todo o rosto da amiga estava molhado. A loira notou como o rosto de Maddy novamente se aproximou do seu íntimo, dessa vez a língua dela lhe penetrando e buscando dentro de si mais do seu prazer que ainda escorria lentamente do seu interior, aquela lubrificação que deixava suas coxas brilhosas, ela viu untar todo o rostinho sedento da amiga e teve a conclusão de que isso era a coisa mais obscena e erótica que presenciou em toda a sua vida.
— Maddy... Estou sensível... — ela ronronou com dengo, cruzando as pernas e educadamente afastando a amiga dali. — isso foi tão bom...
— Foi? — a morena sorriu satisfeita, e como uma gatinha selvagem, engatinhou até Cassie ainda jogada no chão até seu rosto ficar sobre o dela. — eu gostei também...
Cassie se perdeu naquele olhar escuro e aqueles lábios lambuzados do seu prazer sorrindo para si. Segurou-a pela nuca e a beijou, podendo sentir o próprio sabor em seu paladar, deixando o beijo exótico e ao mesmo tempo excitante.
Suas mãos começaram a se deslizar pelo corpo de Maddy... Tão distinto do seu e ainda assim, tão lindo e sensual. Deslizou sua palma pela fina cintura, o largo quadril e então apertou uma das nádegas firmes e macias da amiga que ainda usava calça. Foi só nesse ato que ambas sentiram a necessidade de mais... E em uma troca de olhar, souberam que precisavam uma da outra com urgência.
Maddy imediatamente tirou suas roupas e Cassie a admirou em silêncio. "The Perfect Girl" havia começado a tocar e aquilo só contribuiu para que sua apreciação, deixasse sua amiga ainda mais bela. Ela era linda, sempre fora e Cassie sabia disso. Ela sempre exalou sensualidade, sempre foi uma mulher sexy em seus mínimos atos. Somente o seu olhar deixava qualquer um desconcertado, Maddy sabia seduzir e Cassie tinha noção disso, mas ela nunca teve noção de que um dia cairia nessa sedução também, que se veria assim, no chão, apoiada nos cotovelos enquanto seus olhos a devoravam silenciosamente e sua boca fica literalmente aberta.
— Eu posso te beijar?
Maddy riu ao ouvir aquilo. Era diferente transar com Cassie, mas ela continuava a mesma até nesses momentos, tremendamente ingênua e insegura.
— Você já me beijou, por que não poderia repetir isso agora?
— Não... Quer dizer... Eu posso te beijar... Além da sua boca?
Maddy ergueu as sombrancelhas a olhando com surpresa e sorriu. Ela nada disse, e como a boa dominante que era, empurrou Cassie de volta para se deitar no chão e arrastou os joelhos para frente, ficando novamente sobre a amiga, mas de um jeito diferente de antes. Ela se sentou suavemente sobre a barriga da loira que se excitou ao sentir a intimidade molhada da outra umedecer sua pele.
Sorrindo, a mulher de cabelos escuros movimentou o quadril solto e com manejo de quem amava dançar. Ela se moveu sobre Cassie e deixou seu rastro ali, começando a subir em um rebolado sensualmente arrastando sua bucetinha úmida por cada pedacinho dela.
— Porra... — Cassie sussurrou, completamente hipnotizada com a visão e sensação que se tinha. — Você é tão linda...
Maddy sorriu e se ergueu minimamente, deixando sua intimidade sobre os fartos seios de Cassie. Foi o único canto em que não deixou todo seu peso cair sobre, sabia que a machucaria, então teve cuidado ao parar ali, esfregando seu clitóris em um dos mamilos da amiga e depois fazendo o mesmo com o outro. Ela olhou para trás e riu ao ver que literalmente deixou um caminho de seus fluidos sobre a pele dela, então voltou a olhá-la com desejo e continuou seu caminho, parando com sua intimidade acima do rosto corado dela.
— Você quer, Cassie? — ela não se sentou, apenas sustentou o peso nos joelhos ao lado da cabeça da loira e riu ao vê-la olhá-la para sua buceta com desejo. — posso dançar no seu rostinho?
— P-Pode... Você pode... Eu quero isso! — sua destra deslizou pela lateral do corpo da morena, agarrando sua nádega esquerda com firmeza. — não sei fazer isso, Maddy, então faça você... Tome as rédeas disso, use minha língua como se fosse...
— Meu brinquedo sexual predileto...
Completou a morena e sem deixar Cassie terminar de falar, a calou, sentando-se sobre a boquinha dela. Sentiu quando a loira entreabriu os lábios e expôs a língua, e assim, Maddy pôde fazer o que lhe fora permitido. Ela se agarrou firme aos cabelos ondulados de Cassie e começou a mover seu quadril de mola, ondulando-o como se tivesse vida própria. Sacudiu seu corpo com toda desenvoltura, para frente e para trás, usando e abusando daquela língua que se esfregava diretamente em seu clitóris.
No começo, estava divertido, mas bastou sentir aquilo três vezes que se desestabilizou. Um alto gemido fugiu dos seus lábios e ela começou a rebolar no rosto alheio. Não era só na boca, não era só na língua... Fez questão de esfregar sua intimidade por todo o rosto da amiga, esfregando seu clitóris na pontinha do nariz dela e sentindo a língua da mesma lhe penetrar.
— Puta que pariu! — ela riu em meio aos xingos e gemidos e ergueu o quadril, simulando uma leve cavalgada no rosto alheio. — meu Deus, eu queria te matar sufocada há um ano e meio atrás, agora quero te sufocar ainda, mas assim... Rebolando na sua cara...
Cassie grunhiu abaixo dela completamente desnorteada e excitada. Deixou seus instintos agirem e se agarrou firme a bunda da amiga, a auxiliando e incentivando a montar no músculo molhado de sua boca enquanto a ponta do seu nariz estimulava o clitóris dela. Aquele gosto e aquele cheiro a fazia borbulhar em prazer. Suas coxas se esfregam em busca de um atrito que acalmasse sua excitação e nova necessidade. Suas unhas arranharam e cravaram na carne macia de Maddy e ela revirou os olhos quando a amiga gritou e tremeu, se desequilibrando e caindo com todo o peso em sua boca, gozando e enchendo seus lábios e bochechas de fluídos.
— Caralho... — Maddy ofegou e riu. — que porra foi essa? Isso foi tão bom...
Ainda trêmula da cabeça aos pés, saiu de cima da amiga para se jogar ao lado dela. As duas se entreolharam e riram, incrédulas e com um brilho especial no olhar.
— Eu não sabia que isso podia ser tão bom... —murmurou Cassie, deslizando as unhas suavemente pelo corpo suado da amiga. — posso te tocar mais?
Maddy olhou a mão dela passeando por sua cintura e sorriu, assentindo com curiosidade com o que Cassie faria, e então viu os dedos dela descendo devagar, acomodando-se entre suas pernas. O dedo médio posicionado perfeitamente sobre seu clitóris sensível, começando a massagea-lo em círculos arrancando de si um baixo gemido.
— Você gosta? Está bom assim?
— Uhm... — resmungou a morena, unindo sua testa a da amiga, olhando-a nos olhos bem de pertinho. — me beija...
Cassie sorriu antes de acatar ao que lhe foi pedido. Suas bocas novamente se encontrando em um novo ósculo enquanto sentia a mão da morena também tocar seu corpo, simultaneamente, na medida em que ela mesma acariciava Maddy, sentia a mão dela apertar seus seios, brincar com seus mamilos e descer, esfregando seu clitóris com os dedos, arrancando de si um murmúrio de prazer que rompeu o beijo.
— Eu quero tentar uma coisa... — indagou Maddy em um sussurro e riu. — já vi isso em filmes pornôs, quero saber se é realmente bom...
Cassie a olhou confusa e viu a amiga voltar para cima de si, mas dessa vez, erguendo uma de suas pernas enquanto uma dela passava por debaixo da sua. Riu em meio a confusão, ambas desajeitadas com aquilo, mas com calma, Maddy conseguiu deixá-las na conhecida posição "tesoura" com suas intimidades coladas uma na outra.
— Eu não sabia que via pornografia de mulheres.
— Eu vejo de tudo! — ela deu de ombros e riu. — tenho que estar inteirada das coisas... Nunca se sabe quando vou transar com minha melhor amiga...
E ao dizer aquilo com um toque de humor e toda sua sedução, Maddy começou a beijar todo o rosto dela enquanto movia seu quadril e raspava sua intimidade bem ali. Se moveu até entender como isso funcionava e conseguiu encaixar-se perfeitamente contra o corpo da amiga, seus lábios vaginais afastados o suficiente para seu clitóris tocar o dela e seu rebolado ocasionar uma fricção mútua que estimulava as duas ao mesmo tempo.
Cassie nem sabia o que era melhor ali. O prazer, os beijos ou ela dizer que era sua melhor amiga outra vez. Seus braços envolveram-na carinhosamente pelo pescoço e a loira aprofundou sua língua na boca alheia, desfrutando disso, do momento, dos seus corpos se esfregando, do gosto de seus prazeres na boca uma da outra... Era tão bom que parecia um sonho, e se realmente fosse um, Cassie choraria desesperadamente desejando voltar a dormir e sonhar com Maddy até que suas peles ficassem em carne viva de tanto se esfregarem e gozarem.
— Bom pra caralho...
Cassie riu e concordou:
— Muito... Muito mesmo...
Suas unhas acariciaram as costas da Perez e ela foi descendo suavemente.... Suas mãos gostaram de apertar a bunda dela e ela decidiu ousar, afastando às nádegas e deixando sua digital suavemente tocar a entrada anal da amiga.
— Pervertida...
A loira riu do insulto e voltou a beijá-la. Era bom beijar Maddy. Tão bom que ela nem se lembrava do porque chorava antes da amiga chegar. Suas línguas brincavam obscenamente entre si, isso até os gemidos uníssonos intervirem no ato. A fricção se intensificou e seus corpos reagiram ao duplo estímulo. Cassie olhou para baixo, maravilhada e surpresa em ver como ambas estavam completamente molhadas e como aquilo era realmente bom pra caralho.
Ela jogou sua cabeça para trás e mordeu o próprio lábio revirando os olhos... Não iria aguentar e nem queria isso. Gozou novamente, e dessa vez sentiu o quadril de Maddy investir forte contra si, aumentando o estímulo em seu clitóris sensível, e tal ato fez a própria alcançar o orgasmo e fazerem ambas chegarem ao ápice praticamente juntas. Se olharam e, naquela troca de olhares, sorriram enquanto ofegavam de pura exaustão e satisfação. Maddy cuidadosamente desvencilhou sua perna das pernas da amiga e novamente se deixou cair ao lado dela, encarando o teto enquanto o som das respirações pesadas exalavam ali.
— Caralho... Vadia! O que foi isso?
— O quê? — Cassie a olhou receosa, temendo o que viria a seguir. — Você se arrepende?
Maddy a encarou com seriedade, mas logo caiu na risada.
— É claro que não! Você tem que parar de ser insegura! Mas tudo bem, não te culpo! Você só conheceu gente babaca na vida... Mas eu não sou esses caras babacas, apesar de que você merecia sofrer nas minhas mãos...
— Maddy ...
— Eu tô brincando!
Cassie suspirou em alívio e então se sentou ali ao lado de Maddy, ambas encarando a televisão enquanto seus corpos relaxavam.
— E agora, o que a gente faz?
— Agora? A gente toma um banho juntas, come alguma besteira e dorme... E amanhã...
— Amanhã a gente vai na delegacia! — completou Cassie sorrindo com determinação.
— Realmente vai fazer isso?
E sem hesitar, a loira assentiu, segurando a mão da amiga enquanto seus dedos entrelaçavam.
— Nós vamos fazer isso!
E apesar de querer dizer muitas coisas, nada saiu dos seus lábios. Maddy apenas sorriu sentindo o coração acelerar com a ideia de que finalmente daria a Nate o que ele merecia, e em dose dupla.
Havia deixado passar uma vez... Mas agora era diferente. Ele havia feito muita coisa consigo, estava fazendo o mesmo com sua amiga e só Deus sabe com mais quantas ele faria. Tinham de para-lo. E iriam. E além da óbvia cadeia, colocar um par de chifres na cabeça de Nate Jacobs, de longe foi o melhor presente que Maddy já havia dado ao ex.
A porra de um presente delicioso.
