Work Text:
Coluna reta, pés firmes e confiança não só nas rédeas, como no cavalo.
Há certa beleza na arte da equitação. O amor e confiança entre o animal e seu dono tem de partir de um vínculo muito forte. Um animal arisco ou um cavaleiro que não preza pelo bem estar de seu cavalo, por exemplo, são ingredientes para o fracasso.
Emma e Manteiga são uma dupla perfeita. Conhecer seu animal é a chave e a fazendeira conhece seu cavalo muito bem.
— Ele não vai te morder! — Ela riu, aproximando-se e empurrando Sebastian na direção do animal.
Quem não ficaria com medo de um bicho daquele tamanho? Sebastian estava quase tremendo enquanto estendia uma cenoura na direção dele. A mão de Emma cobriu a sua e obrigou-o a finalmente dar o vegetal para Manteiga.
Sebastian saiu de perto no instante seguinte. Ele ama animais, mas aquele cara estava aterrorizando-o. Emma ainda fez carinho nele. Ela deve ser maluca.
— Significa que você não quer dar uma voltinha nele comigo? — Indagou, com um biquinho. Sebastian é quem vai ficar maluco.
— Não faz assim… — Ele choramingou, desviando o olhar porque o rostinho pidão de Emma sempre o convence. — Eu faço qualquer outra coisa por você, meu amor…
Os olhos da loira brilharam e um sorriso travesso iluminou seu rosto. Ela fechou a cocheira e começou a guiar o caminho para fora do estábulo.
— Que frase perigosa… e se eu mandar você limpar os celeiros?
Ele fez uma careta, mas deu de ombros.
— As vacas são quase cãezinhos, elas não vão me matar com um coice! E eu posso só soltá-las no pasto enquanto limpo. Qualquer coisa soa melhor que cavalgar esse…
— Ei, olha como você vai se referir ao meu cavalo! — Emma parou, encarando-o com os olhos cerrados. — Acho que isso tudo é insegurança. Você sabe que não conseguiria nem ficar em cima dele sem cair, não é?
Sebastian cruzou os braços. Bem, ele realmente nunca tinha andado de cavalo e de fato estava com medo. Mas daí a admitir isso em voz alta eram coisas completamente diferentes.
— Você está falando demais para alguém que sequer subiu na sela desse bicho desde que cheguei aqui…
Oooh, ele estava brincando com linhas que não sabia o limite ainda. Emma encostou-se na cerca da frente da casa, despreocupada, e ajustou o chapéu de vaqueira na cabeça.
— Ousado você. Duvidar que uma fazendeira não sabe cavalgar? Você não acha que eu passo o dia inteiro andando essa propriedade a pé, né?
Sebastian apoiou os braços na cerca, olhando para Emma de lado. Ela ficava tão bonita com o sol batendo em seus fios dourados e beijando sua pele.
— É o que você vem fazendo desde que cheguei aqui — respondeu simples.
Num movimento limpo, Emma pulou a cerca e entrou no jardim da casa. Sebastian quase perdeu a bela cena: ela apoiou o pé numa das tábuas e foi para o outro lado com o que ele supõe ser o mesmo jeito que você pisa no estribo para subir numa sela.
— Sua sorte é que Manteiga não está apto para andar hoje.
Ele deu a volta, entrando pelo portão e seguindo a mulher para dentro da casa. Emma colocou o chapéu no cabideiro próximo à porta e tirou as botas, andando pela sala e sentando no sofá.
— Hmm, acho que você está dando desculpas, mas tudo bem, eu não conto para ninguém.
Sebastian imitou-a, andando até o sofá e sentando numa distância desnecessariamente longa dela. Apenas em caso dela querer o estapear.
Emma mordeu a própria bochecha, parecendo pensativa por um momento. Sebastian sabe que quando ela pende a cabeça para um lado e dá um sorrisinho cheio de sagacidade seus minutos estão contados.
— Tô achando que você só quer me ver montar, Sebby.
Oh Deus. O fluxo sanguíneo de Sebastian se dividiu para dois lados: um consumindo todo o seu rosto de tanta vergonha. Ele jura por tudo que não estava sendo malicioso até dois segundos atrás; que foi quando o restante do seu sangue parece ter começado a ir diretamente para o seu pau com a imagem mental de Emma cavalgando — ele, para ser mais específico.
— N-não era isso que… eu não estava pensando nisso! — Agora ele estava. Sua garganta estava seca, fazendo-o gaguejar.
Parecia improvável, mas o sorriso de Emma aumentou, uma mistura de divertimento com a vergonha dele e malícia. Ela apoiou um joelho no sofá e começou a engatinhar na sua direção. Sebastian teme explodir nos próximos dez segundos caso ela continue olhando para ele com tanto ardor.
— Certeza? — Ela parou, de joelhos ao lado dele, sussurrando a pergunta. — Eu posso provar para você como sou boa nisso…
Sebastian choramingou, enlaçando a cintura da mulher com ânsia. Ele tentou puxá-la para seu colo, mas ela resistiu.
— Você não me respondeu! — Exclamou, segurando o rosto de Sebastian pelo queixo com o indicador.
Ela estava tão próxima que se ele esticasse o pescoço apenas um pouquinho beijaria seus lábios. Mesmo assim, Sebastian sentiu que não deveria fazer aquilo, uma ordem implícita dada por Emma.
— Por favor… mostra que tô errado, amor. Prova pra mim, vai… — suplicou, olhando-a com toda docilidade que conseguia unir.
— Agora sim.
Apesar das palavras, tudo que ela fez foi beijá-lo lenta e tortuosamente. Sua língua buscou a dele com tanta calma que Sebastian sentiu-se depravado por querê-la tanto.
As mãos gentis de Emma seguravam seu rosto, acariciando a pele com leveza, harmonizando com o beijo carinhoso.
Em contrapartida, o movimento dela no sofá fez o corpo de Sebastian entrar em alerta. Mesmo sutil, não havia como não notar a mudança, os lados do sofá afundaram ao seu redor e o ângulo do beijo foi ajustado até estarem um de frente para o outro. Sebastian abraçou Emma pela cintura, crente que ela soltaria o peso do corpo em seu colo, porém ela continuou apenas beijando-o enquanto pairava sobre ele.
Eles mal começaram e ele já está vendo que sofrerá hoje.
— Que pressa… — Ela murmurou ao sentir as mãos do programador descerem pela sua lombar e agarrarem sua bunda.
— Desculpe… — O pedido era sincero, ele tem muita dificuldade em controlar-se quando o assunto é Emma.
Ela não respondeu e sim moveu seus beijos carinhosos pelo rosto de Sebastian. Bochechas, maxilar, mandíbula, até chegar no espaço entre a orelha e pescoço. Finalmente, finalmente, ela sentou por completo em seu colo, fazendo a ereção já endurecida do moreno vibrar com o mínimo contato. Seus beijos viraram chupões no pescoço, com pressão suficiente para marcar e as mãos da mulher puxaram a camiseta dele e descartaram-a no chão da sala.
Uma tela — quase — em branco, era tudo que Emma queria. Quase pois além da tinta das mais diversas tatuagens de Sebastian, as marcas da noite passada já estavam gravadas na pele dele. E da noite anterior a essa, e da anterior…
Sebastian pulou de susto ao sentir os dedos quentes da fazendeira contornarem o piercing do seu mamilo, ela nunca havia feito isso antes e o pegou desprevenido; um gemido manhoso deixou sua boca conforme ela foi pressionando o metal contra sua pele, seu rosto pareceu pegar fogo de tanta vergonha por estar sendo tão… complacente? Submisso? Não… claro que não… ele estava? Ele tinha que mudar isso.
Ele move a destra para dentro da camiseta vermelha xadrez de Emma e num súbito gesto abre o fecho de seu sutiã enquanto a outra mão puxa o tecido frágil para o lado, o que acaba fazendo seus botões estourarem e a costura rasgar. Antes que ele consiga tirar as peças do corpo de Emma, ela para de beijá-lo e segura suas mãos com firmeza.
— Poxa, você está tão afobado hoje. — Suas sobrancelhas estão franzidas, ela suspira e retira as mãos de Sebastian de si antes de levantar. — Eu gostava dessa blusa…
O moreno arrepende-se no momento em que ela se levanta e tenta alcançá-la novamente, mas Emma empurra-o de leve para permanecer no sofá.
— Já que você quer tanto assim, vou tirar a roupa.
Sebastian observa com ansiedade ela desafivelar o cinto, pronto para mergulhar o olhar nas belas coxas da amada. Mas a visão não vem, ela continua parada de pé, um sorrisinho no canto dos lábios enquanto segura a peça de couro.
— Vem cá — ela pede, doce demais, mas ele vai mesmo assim.
No instante em que está em pé, Emma move-se para suas costas. Ele pergunta o que ela está fazendo, mas quando tenta virar-se para vê-la, sente seus lábios na sua pele, tranquilizando-o.
— Não pense muito sobre, vai acabar com a graça.
Então ele não o faz. Se sua amada diz, ele escuta e quem sabe isso será sua ruína. Emma o distrai com beijos e toques, até que de repente puxa seus pulsos para trás e o familiar couro do cinto dela está rodeando seus pulsos até apertá-los.
Emma o amarrou.
Puta que pariu. Sua doce Emma o enganou e amarrou com o próprio cinto.
— Ems-
— Talvez assim você consiga ir com calma.
Ela o dá um empurrão leve no peito, apenas o suficiente para derrubá-lo de volta sentado no sofá. Sebastian está extasiado de tanta perplexidade.
Ele observou enquanto ela desabotoava os botões restantes da camiseta e a deixava cair no chão com fome. Sua boca genuinamente salivava com apenas um desejo: chupar seus mamilos até seu queixo doer. O sutiã já aberto deslizou para fora de seu corpo facilmente e a calça também sumiu em segundos.
Por instinto, Sebastian tentou alcançá-la e tocar seu corpo, apenas para sentir o aperto contra seus pulsos machucar. É neste momento que ele se dá conta do quão fodido está. Emma usando apenas uma calcinha preta encarando-o com um sorriso repleto de satisfação.
— Está confortável, meu bem? — Ela indaga ao se aproximar, amarrando parte do cabelo com um elástico que ele nem notou estar no braço dela antes. — É importante que esteja e que me responda.
O moreno engoliu em seco, encostando as costas no acolchoado do sofá e fechando os punhos atrás de si.
— Estou muito confortável, obrigado. O que você está planejando fazer comigo, meu raio de sol?
O sorriso de Emma aumenta e ela apoia um joelho ao lado de sua coxa e o outro do outro.
— Eu ia apenas conforme o planejado, te mostrar como montar. — Ela senta em sua coxa, que ainda está coberta pela calça jeans que ele tanto odeia nesse minuto. — Mas agora… com você aí… é tão tentador. Posso fazer o que eu quiser…
O diabo praticamente dança nos olhos de Emma enquanto ela profere essa frase, as mãos sutilmente vagueando pelos braços de Sebastian. A respiração dele falha somente com a ideia de estar à mercê de Emma.
— Veremos! Agora quero só continuar onde estava.
Com isso, ela retorna a beijar seu pescoço. Sebastian começa a sentir-se frustrado, apesar de amar os lábios da loira marcando sua pele, não o entenda mal. Mas é que ele consegue sentir os bicos dos peitos dela tocando seu torso e não poder agarrá-los é torturante.
— Ô paixão… lentidão demais também é cruel… — Ele tenta resmungar o mais brando possível.
— É? Que judiação… tadinho de você, deve ser difícil mesmo ter alguém chupando seu pescoço. Quanta crueldade! — Ela ironiza, a voz ácida e o hálito quente batendo perto da orelha de Sebastian.
— Emss! — Ele choraminga seu nome, erguendo os quadris como pode. — É sério, ao menos abre essa calça pelo amor de Yoba. Tá machucando.
A contragosto, Emma faz o solicitado. Sebastian solta um suspiro de alívio no instante que o tecido deixa seu corpo. A cueca ainda o mantinha no lugar, mas era muito confortável comparado ao jeans.
— Ver você sedento por mim não é nada saudável para o meu ego… — Ela suspira, voltando para o colo de Sebastian.
Ele quase revira os olhos de prazer com a leve pressão que seu peso lhe dá. Então a fazendeira começa a mexer os quadris lentamente em cima dele e um gemido é inevitável. Se ao menos os tecidos de suas malditas roupas íntimas não estivessem no caminho…
— É um problema então, porque sempre estou sedento por você, bebê.
Ele consegue sentir o sorriso de Emma se abrir no seu pescoço. Ela deixa um último beijo no local antes de erguer o rosto e encontrar seu olhar.
— Boa resposta.
Seus lábios são tomados mais uma vez. As mãos da mulher exploram seus ombros e isso o faz notar o início de uma dor leve por estar com os braços para trás.
— Queria te chupar, mas ainda tô com dor de garganta de ontem… — Ela faz um bico, descendo a destra entre seus corpos. Sebastian quase pula de alegria ao sentir seu pau ser acariciado por cima da cueca. — Porém não estamos aqui para ver seus talentos, então você também não pode me chupar… o que fazemos?
Ele não escutou uma palavra, perdido demais na sensação deleitosa que era a mão de Emma masturbando-o devagarinho. Infelizmente o moreno é forçado a voltar a realidade quando ela para e o chama com a voz firme:
— Sebastian! Eu tô falando contigo!
Ele solta uma risada fraca, recostando o pescoço nas almofadas.
— Não adianta gritar comigo, só deixa meu pau mais duro.
O constrangimento no rosto de Emma é passageiro, mas ela nega várias vezes com a cabeça em descrença.
— Você não facilita nada pra mim…
— Me desculpa, mas eu não minto! É uma pena que você nunca consiga manter a pose de durona por mais de dez minutos, você fica uma delícia toda mandona.
Emma sabe que é apenas um comentário estratégico para ela continuar com a marra já que ela cede o controle para Sebastian muito rápido todas as vezes. No final, ele consegue agir com complacência quando deseja, mas ela é complacente.
— Na próxima eu vou amordaçar você — ela resmunga, retirando a cueca dele e jogando em algum outro canto da sala.
— E eu vou adorar!
Em um movimento rápido Emma voltou, sentando-se no colo dele com as pernas em cada lado, e a pressão quente e úmida sobre sua ereção o fez arquear as costas e soltar um gemido, levando-o a erguer os quadris e desejar puxar a cintura de Emma para baixo, parar criar uma maior fricção entre eles. O fez ofegar, e o tecido fino da calcinha de Emma tornou-se uma barreira irritante.
Ela deu um sorriso doce, descendo a mão direita para dentro da própria peça íntima e Sebastian a viu contorcer-se e soltar um suspiro ofegante enquanto ela se tocava, explorando a umidade que ele sente uma necessidade de provar, o dedo médio esfregando o ponto sensível acima e seus lábios abrindo levemente, soltando grunhidos e respirações fundas.
A visão de Emma masturbando-se e seu colo, por mais divina que fosse, é cruel. O movimento de seus quadris causam uma fricção maravilhosa para o seu pau, mas não é o suficiente. Ele também não sabe se olha para onde os dedos dela estão ocupados ou se admira as expressões da loira dando prazer a si mesma. Ambas são vistas excelentes e é o suficiente para fazê-lo calar-se e ansiar para o momento que esse cinto deixará seus pulsos.
Para sua tristeza, ele perde o privilégio da cena, pois Emma inclina-se na sua direção e encosta a cabeça em seu ombro. Entretanto, agora ele pode ouvir no pé de seu ouvido os gemidos sem nexo algum dela, além de seus suspiros de prazer e palavras sem contexto. O hálito quente toca sua pele em tentativas de beijá-la, mas Emma já está além demais na luxúria para conseguir marcar sua pele de novo.
Ele sente os músculos das coxas dela apertarem sua cintura e ouve sua respiração e voz falharem. Sebastian tenta mais uma vez desvencilhar o cinto de seus pulsos e fracassa, sendo obrigado a apenas assistir o corpo de Emma tremer sob o seu quando ela atinge o orgasmo.
Ela respira fundo por um momento após o clímax, deixando a sala mergulhar no breve silêncio interrompido por suas inspirações entrecortadas. A garganta de Sebastian está seca e suas bolas doem, implorando por um orgasmo.
O moreno confia cegamente que seu pau negligenciado entre eles finalmente vai receber a devida atenção quando Emma fecha a mão ao seu redor, esfregando o polegar na ponta e espalhando o pré-gozo ali acumulado. Sua decepção é visível ao não tê-lo bem fundo na loira, e sim entre sua buceta e a renda da calcinha.
— Amooor — ele choraminga, recebendo um sorriso convencido em troca. — Por favor, vai logo com isso…
— Aprecia o que você tem antes. Concentra no agora… é tão bom quanto…
Sebastian bufa, mas segue o conselho, fechando os olhos para focar apenas no deslize lento que Emma faz. Seu pau lateja quando ele nota o quão escorregadio o contato está, e como é quente e macio comparado ao tecido áspero da calcinha. Mas a fricção que a peça proporciona também é ótima e talvez o balanço entre as duas coisas seja o equilíbrio perfeito.
A fazendeira acelera o movimento de seus quadris gradualmente, até estar esfregando-se no seu pau como uma desesperada. Fica cada vez mais molhado entre eles e Sebastian acredita que ela está mais em busca do próprio prazer novamente do que querendo tortura-lo com a espera.
Para ser honesto, ele poderia gozar com isso. Na verdade era o que provavelmente aconteceria caso Emma continuasse e gemesse mais no seu ouvido.
Seus ombros já estavam doendo de estarem tanto tempo para trás, ele quase pediu para ser solto, mas seu ego o garantiu que ele aguentaria mais um tempo.
— Isso vai ser um problema. — Ouviu a voz doce da fazendeira reclamar. Ele abriu os olhos para ver qual era o tal problema e deparou-se com Emma rasgando a costura do último pedaço de pano em seu corpo e o arremessando longe.
A ansiedade criou uma bolha em seu estômago no mesmo minuto. Parece que ele está esperando há horas para senti-la quando Emma finalmente deixa seu pau deslizar para dentro dela. A sensação é como ser recebido por anjos no portão dos céus, ele tem certeza. Não é possível segurar um gemido rouco ao ter as paredes quentes e úmidas apertando-o como deveria. Sebastian morde o próprio lábio inferior tão forte ao sentir sua glande chegar ao final que sente um leve gosto metalizado na boca.
— Poxa, nem um obrigado? Você já foi mais educado. — Emma repreende falsamente, puxando o queixo de Sebastian e forçando-o a encará-la. Mas ela está rindo.
— Minha linda, eu tô numa luta espiritual pra não gozar agora mesmo. Olha o que você tá fazendo comigo.
Emma encarou-o de cima, analisando seu rosto, sua expressão já cansada, as bochechas coradas e o corpo suado. Suas sobrancelhas curvadas de um jeito que dava dó, os braços ainda para trás e se ela se concentrasse o suficiente poderia sentir seu pau pulsando dentro dela.
— Eu nem fiz nada. Comparado com o que você já fez comigo, isso aqui é brincadeirinha besta.
— Tudo bem, bom ponto.
— E então…?
Ele franziu as sobrancelhas, suspirando antes de falar.
— Muito obrigado, amor da minha vida, pelo privilégio que é estar dentro de você? — Soou como uma pergunta pela incerteza do que ela queria ouvir. — Você quer que eu implore pra você se mexer ou algo assim? Eu imploro.
— Não!! Meu Deus, quem gosta dessas coisas é você.
Ele não evitou sorrir com a cara de espanto dela pela sugestão.
— Você também ama implorar. Fomos feitos um pro outro! Se não quer que eu peça então qual motivo de tanta demora? Eu falei sério Ems, eu tô quase explodindo, vai, por favor…
— Eu só queria ouvir você dizendo por favor.
Finalmente. Finalmente Sebastian entende como Emma é boa na arte da montaria. Ele já sonhou com ela quicando em seu pau enquanto seus peitos pulam para cima e para baixo, mas a realidade é tão melhor.
Eles são feitos um pro outro, não há outra explicação. Como poderiam encaixar tão perfeitamente se não fossem? Como ela saberia o ritmo certo para enlouquecê-lo se não fosse sua alma gêmea? Sua buceta não seria a melhor sensação do mundo se não fossem fadados um ao outro. Os pensamentos de Sebastian já não fazem sentido algum. Tudo que ele tem na cabeça, na visão, em todos seus sentidos, é Emma. E seu pau atingindo repetidas vezes o cérvix dela. Caralho, como ela mantém a velocidade por tanto tempo? É realmente a melhor cavalgada que ele já levou na vida.
— Ems… eu vou- eu preciso gozar. Por favor… eu posso?
Emma diminui as quicadas, mas permanece mexendo os quadris em círculos. É de alucinar.
— Claro que pode.
É o orgasmo mais intenso que Sebastian teve em semanas. O teto chega escurecer e os gemidos que deixam sua garganta seriam vergonhosos se ele não soubesse o quanto Emma os ama. Ele já nem sente mais seus braços amarrados para trás de tão dormente que seu corpo fica.
A fazendeira inclina-se na direção dele, pegando seu rosto nas mãos e deixando beijos castos em seus lábios. Sebastian demora alguns segundos para assimilar novamente onde está.
— Vamos aposentar Manteiga. Você não precisa mais de cavalo, vai viver em cima de mim agora.
Emma gargalha, descendo do colo de Sebastian e sentando ao seu lado com as pernas em cima das coxas dele.
— Diz isso quando eu precisar atravessar a cidade inteira diversas vezes no dia, eu duvido.
— Ué, não vejo problema, pode montar em mim diversas vezes no dia!
Ela revira os olhos e solta os pulsos dele do cinto. Os ombros de Sebastian doem, mas se esse é o preço que ele precisa pagar para ganhar uma foda dessa ele pagará com um sorriso no rosto.
