Work Text:
Yeosang está na mesma posição há tanto tempo que quando ele se levantar provavelmente a cadeira estará com o formato de sua bunda.
Trabalho, trabalho, trabalho. Yeosang quer voltar no tempo antes de aceitar esse emprego, antes de ter que lidar com seu chefe chato. Ele chutaria a prancheta de admissão e sairia correndo pela porta onde entrou.
Mas veja pelo lado bom: hoje é sexta-feira e seus colegas de trabalho o convidaram para a “festa da sexta” depois do horário de trabalho, coincidentemente em seu clube favorito, então ele poderia beber feito louco, rebolar até seu quadril cair no chão e Song Mingi sumir de sua cabeça.
— Você entregou o relatório que eu pedi? — falando no demônio, aí estava ele. Song Mingi, comendo seu juízo. Puta que pariu. Ele era um dos piores chefes que Yeosang já teve em toda sua vida, se não o pior.
— Não tem como eu terminar agora. O senhor me pediu o relatório faltando vinte minutos para dar o meu horário. — Yeosang forçou um rosto paciente, tentando não transparecer a frase “para de ser burro, porra” nos olhos.
Ele sempre o encarava como se Yeosang tivesse criado uma segunda cabeça, ou como se ele sozinho tivesse ocupado uma caixa organizadora inteira dentro da cabeça de Mingi. Mas realmente, Mingi deve estar obcecado por ele, já que o pegou pra Cristo desde que chegou. Era cada provação que chegava a fazer Yeosang questionar se precisava mesmo pagar o aluguel e as compras do mês.
— Mas eu preciso enviar hoje. Preciso disso antes das onze, então termine agora.
— Por que não me avisou antes, Song? — com as sobrancelhas cruzadas, perguntou de forma impensada.
— Preciso te lembrar de quem você é e onde está? Acho melhor fazer isso agora mesmo se quiser seu salário completo no fim do mês. E não se retruca um superior, seu pirralho. — as sobrancelhas grossas e alinhadas de Mingi cruzaram de forma ainda mais ameaçadora, apesar de só ter feito Yeosang querer rir.
— Claro, chefe, peço perdão. — ele se levanta e se curva num pedido de desculpas. — Entregarei no horário.
Yeosang só pode ter salgado a Santa Ceia. Caso contrário, porra, ele não merece isso.
🌙
Más notícias, ele não conseguirá chegar no horário para os primeiros shots que Hongjoong vai pagar para todos. Isso quase nunca acontece, seu amigo é tão mão de vaca que já recusou pagar os primeiros socorros pra si mesmo quando caiu da escada enquanto tentava pegar um trem a tempo. Hongjoong distendeu o tendão da panturrilha e até hoje manca como um patinho machucado de vez em quando.
Bom, que seja, pelo menos é mais um motivo pra zoar ele. Hongjoong não para de fazer merda mesmo.
— Que porra… — murmurou, engolindo em seco e clicando no enter. Pronto, o relatório foi impresso. Segurou a pilha de papéis nas mãos, alongando os dedos. Encarou o relógio de pulso, que marcava o exato horário que Yeosang devia estar na festa. Porra, porra, porra, lá vamos nós. Encarou rapidamente a única outra pessoa presente no cômodo. — Chefe, aqui está. — disse estendendo o braço para ele.
Song Mingi vestia um casaco de pele cinza, grande e encorpado, que combinava com seu cabelo platinado. Uma calça de couro fosca e uma blusa branca por dentro dela, fora o óculos preso contra o nariz e os milhares de anéis, correntes e outros enfeites que adornam seu corpo.
Infelizmente Yeosang nunca poderia falar que seu chefe não é uma delícia sem estar mentindo. Um poço de mediocridade e chatice, mas ainda assim uma delícia.
Voltou a olhar para os olhos dele quando percebeu que havia se perdido no resto de seu corpo. Iria beber tanto hoje pra esquecer tudo isso, esquecer o tesão e a raiva que Mingi o dava.
— Não foi muito difícil, foi? — um sorriso aparece nos lábios bonitos, mas desaparece em um milissegundo antes do mais alto se virar e voltar para a própria sala.
O sangue de Yeosang pulsou, quente, seus punhos estavam cerrados. Puta que o pariu mesmo. Olhou para o relógio de novo e percebeu que se ele passasse em casa não iria nem valer mais a pena ir pra festa. Então teve uma ideia, apesar de ser uma ideia meio burra; se sua roupa estava dentro de sua bolsa, faria tão mal assim ele se trocar no banheiro dos funcionários? Nem tinha mais ninguém trabalhando nessas horas. Certo, iria se trocar rapidinho, ninguém ia perceber. Ótimo.
Yeosang pega sua bolsa e sai correndo pro banheiro.
Às vezes se sentia privilegiado por trabalhar num lugar tão bonito. O banheiro era realmente do tamanho da sua casa — ele está exagerando — e nunca em sua vida pensaria que uma torneira pode abrir do jeito que a desse banheiro abre, até que chega o herdeiro da empresa e acaba com seu juízo e ele percebe que não, não quer continuar aqui a menos que sua visão de futuro envolva ser preso por homicídio doloso.
Olhou em volta, nenhum sinal de existência.
Mais dois segundos em silêncio e ficaria pelado sem dó nem piedade.
Se passaram os dois segundos, então ele tira o uniforme do trabalho e puxa as próprias peças da bolsa: um cropped preto com penas grudadas na parte do peito até o fim do pano apenas de uma das laterais da blusa que deixa sua cintura parcialmente exposta, as luvas que iniciam no cotovelo e terminam nos nós dos dedos na mesma cor, com algumas penas menores onde a luva começa.
Yeosang não notou, mas a porta se abriu até um certo ponto e um Mingi meio em choque ficou parado ali, segurando o batente enquanto encarava Yeosang arrancar a própria blusa na velocidade da luz.
A cabeça do mais velho doía com o tanto de luz que seus olhos receberam hoje, mas nem isso o abalou, ele vai sim beber até cair no chão.
Terminou a parte de cima, colocou os colares e tirou a calça Jeans às pressas, ao mesmo tempo que empurrava os sapatos com os pés, teria que pegar dois ônibus ainda até lá. Ah, que porra, esse Mingi filho da puta-
Ah. Mingi estava na porta, segurando-a aberta.
Yeosang congelou os movimentos, voltando a apoiar a bunda no balcão das pias e a olhar pra frente, de costas pro espelho.
Mingi sentiu algo no seu interior. Não sabia se era vergonha, arrependimento, desejo. Desejava tocar o corpo daquele homem na sua frente como nunca desejou tocar o corpo de nenhuma mulher que se relacionou.
Mas ele não era gay. Que vontade era aquela?
Também congelou na posição, pensando no que faria agora. Provavelmente a melhor opção era fechar a porta, dar a volta, ir para o carro e deixar pra mijar na festa que seu amigo o convidou para ir.
Mas Mingi estava com a mente meio nublada desde o momento que viu camadas e mais camadas da pele de Yeosang enquanto ele se despia. Sua boca entra num impasse de estocar litros de saliva ou ficar extremamente seca. E então ele entra de fato dentro do banheiro, encostando-se na parede clara.
Yeosang nem olha pro seu rosto. Com a calça desabotoada, deslizou-a pelas pernas e a tirou do corpo com os pés. Foi após segurar seu próprio peso com as mãos apoiadas no balcão que Yeosang virou o rosto para a parede onde Mingi estava.
Só com aquela blusa curta e cueca ele ficava irresistível, as bochechas da bunda de Yeosang se esparramando pelo balcão, Mingi estava enfeitiçado. Ele sentiu como se precisasse tocar cada parte daquele corpo.
— Por que está me espiando?
Mingi não responde, apenas engole em seco e volta seu olhar para baixo, encarando ainda mais os músculos fortes das pernas de Yeosang e suas coxas grossas, que pareciam gostosas de abocanhar, chupar, lamber e morder.
Mas em que porra ele estava pensando? Yeosang era um homem. Ele não sente atração por homens.
— Mingi, o que você está fazendo? — ele pega a calça no chão, o que faz o olhar de Mingi ir novamente para a sua bunda. Ah, Yeosang quer tanto rir, jamais imaginou isso acontecendo dado as milhares de fofocas que as meninas da empresa já espalharam sobre seus casos com Mingi. Yeosang pega a jeans preta em cima do balcão e a veste.
— Eu… fazendo? — gaguejou, deixando a boca meio aberta no fim.
— Você, fazendo, banheiro, filho da puta. — falou pausadamente.
— Meu Deus, me desculpa, Yeosang. É sério, eu sinto muito mesmo, eu- — Mingi se desencostou da parede, parecendo ter passado por um despertar tardio, os olhos denunciando seu pânico. Foi quase correndo até a porta, com a cabeça clareando e o acusando de assediar alguém, até Yeosang segurar seu punho e o impedir de abri-la.
— Não. Me fala por que caralhos você me encheu o saco desde que eu entrei nesse lugar e agora você entra no banheiro, me vê sem roupa e me encara com esses olhos de vagabunda.
Oh, ok.
— Eu… — ele não continuou, mas o aperto sim. Suas sobrancelhas estavam franzidas e realmente o olhar não o defendia nada no momento.
— Me diz.
Como ainda assim Mingi não respondeu, a ponta dos dedos de Yeosang agarram seu queixo e o puxam para baixo.
Mingi gemeu de forma embaraçosa e então a risada que Yeosang estava segurando há tanto tempo escapou.
— Me desculpe, Yeosang-ah.
Yeosang olhou novamente pro relógio, mordendo os lábios, os dedos ainda no rosto do outro. Deslizou-os até o pescoço deste, acariciando levemente.
— Tudo certo, Mingi. — Yeosang tira a bota delicada de couro de dentro da outra bolsa e a veste rapidamente.
— Pra onde você vai? Eu estou indo no Paradise Club, posso te dar uma carona e não falamos mais nisso.
— Ah, nem fodendo. Me chamaram pra ir lá também.
O celular de Mingi tocou no bolso. Yeosang conseguiu avistar o rosto de Hongjoong na tela, e então revirou os olhos. Era realmente só ele que Mingi tratava mal.
— Perdemos as rodadas por conta de Hongjoong, não podemos perder a Lisa ficando bêbada e rebolando no pole dance também.
— Certo. Ótimo.
Ou ele aceitava agora ou não chegava lá nunca mais.
🌙
O caminho dentro do carro estupidamente grande de Mingi foi surpreendentemente tranquilo, por mais que a tensão não dissolvesse nem na porrada; com algumas espiadas que os dois se davam, mas logo desviavam o olhar, Yeosang preferindo a visão das mãos apoiadas no próprio colo.
— Mingi, você se sente atraído por mim?
Silêncio. Alguns segundos depois, a voz rouca soou, quase torturante:
— Sim. Por um número vergonhoso de anos.
— Huum. Okay…
Talvez Yeosang estivesse muito ocupado com uma raiva mortal da indiferença agressiva de Mingi que nunca parou para de fato encarar o quanto aquele homem era bonito. Ele era realmente absurdo de lindo com sua presença marcante e aquele rosto que deixava todos que paravam para observar demais hipnotizados, Mingi se assegura de que nunca será esquecido.
O mais baixo calou-se, bisbilhotando as luzes piscantes que vinham de dentro de uma das casas de festa lotadas daquela rua badalada de Seul.
Um arrepio percorreu sua nuca quando o carro estacionou com Mingi inquieto, mexendo no cabelo e logo depois pigarreando, sem jeito.
— Vou enlouquecer. — sorriu Yeosang. — Não consigo te entender. Por que me trata tão mal e vem com isso agora? Quer me fazer de boneco, sério mesmo?
— Não. Não quero, não há motivo pra eu querer. Eu não quero mesmo, eu gosto muito de você pra isso.
— Mas não gosta de mim o suficiente pra ter o mínimo de respeito por mim, pelo que parece.
— Não sei! Eu achei que se eu fingisse que você é dispensável pra mim, isso se tornaria verdade. Não se tornou.
Mais silêncio.
Yeosang sai do carro, batendo a porta ao ficar de pé. Ele percebe que Mingi vai atrás e entrega a chave para algum funcionário do clube e segue Yeosang para dentro da festa, cortando a fila das pessoas que esperavam por sua vez.
Um bom dia para ter uma empresa patrocinadora.
Vários resmungos saíram de lá, mas foram silenciados pela música alta.
— Yeosang, porra!
— Chega, fica quieto. Não acha que bastou todos esses anos miando dentro da minha cabeça? — continuou a andar, indo atrás do balcão de bebida. Lalisa estava mesmo na barra, pendurada no teto, com risadas de várias pessoas a rodeando. Hongjoong, San e Jennie virando shots um atrás do outro e algum jogo que Yeosang não identificou rolando solto em algumas fileiras depois deles.
O bartender o passou uma dose de uísque — ele não fazia ideia de qual uísque era, contanto que desse pra descer ele tava virando — e pediu outro, batendo o vidro na madeira escura do balcão.
— Ar gelado do caralho. — Yeosang resmungou com desdém, observando seu chefe sentar no banco ao lado e sussurrar algo na orelha do atendente quando o mesmo trouxe a outra dose de Yeosang. Este virou o copo garganta abaixo de novo, soltando um suspiro satisfeito e uma risada logo depois. — Ah, que patético. Nunca nem te vi em alguma dessas festas.
— Sempre estou. Quase nunca me sento na mesa da empresa, só me sento lá quando você não está, mas se embriagar parece ser seu passatempo, então… — sorriu.
— Ah, jura? — agora bebia direto da garrafa, feito água. Não aguentou, teve que pedi-la para o atendente. — Você realmente me repele quase como uma alergia, não é? Espirra se estiver perto de mim? Você deve gozar sempre que me dá uma das suas ordens loucas.
— Talvez eu gozaria se fosse ao contrário. — riu, bebendo mais um gole da própria bebida meio rosa que novamente Yeosang não soube identificar o que era, mas viu o brilho dos olhos de Mingi mudar.
— Sabe, tem uma coisa que eu quero que faça. — levantou da cadeira, ficando menor que Mingi. Era engraçado alguém do tamanho dele tentar intimidar alguém maior. Mas Yeosang conseguiria.
— E o que seria? — repousou a palma da mão no banco, atrás de si mesmo. Olhou o mais baixo no olho, segurando a vontade de tocar em seu pequeno rosto bonito e tocar no corpo dele. Como alguém consegue, como alguém tem alta e ampla liberdade de ser tão atraente? Isso era tão estranho para Mingi, fazer alguém saber que se sentia atraído por Yeosang, esse ainda sendo o próprio Yeosang.
— Quero que me mostre o quanto está arrependido lá no banheiro.
Mingi levantou levemente as sobrancelhas, ponderando por um segundo o próprio desejo. A sensação que queimava dentro do peito o cegava mais a cada instante, o tremor por todo o corpo irradiando na velocidade da luz.
E então seus lábios se curvaram para cima, o sangue tomando um único rumo pro meio das suas pernas.
Yeosang retribuiu o sorriso, virando-se e caminhando em direção ao banheiro próximo do bar. Esse sentimento do sujo, público, sempre excitou Mingi. E estar com uma pessoa que não era uma mulher depois de anos de aprendizagem unicamente sobre o corpo de uma, pareceu intensificar sua reação ao errado. Deus, estava tão duro. Por um homem.
— Eu… nunca fiz nada com um… — começou, sem jeito. Embaraçosamente esquisito dizer algo assim.
— Tudo bem. Putas desesperadas aprendem rápido.
Os olhos de Mingi pararam, assim como suas pernas. O outro entrou em uma das cabines, sem ligar muito, mas Mingi agradeceu pelo banheiro estar vazio além deles. Mulheres não xingavam dessa forma, elas eram bonitinhas e esperavam que ele fizesse o trabalho enquanto se mantinham paradas no lugar. Elas não eram putas. Mingi era uma puta desesperada? Sério?
— Modo de dizer, porra. Você vai vir aqui ou não? — um Yeosang impaciente suspirou.
Yeosang estava se divertindo tanto. O mais alto foi rapidamente até onde ele estava, fechando a porta quando entrou. Yeosang encarou os olhos felinos de Mingi, conseguindo perceber a maquiagem leve por conta da proximidade, ah, que homem lindamente quebrável.
— Acho que vou ter que ditar. Se ajoelha, agora.
Era claro, Mingi havia ficado burro. Perdido completamente os sentidos e até mesmo talvez a noção. O joelho tremeu, tentando por conta própria fazê-lo ir ao chão, a boca aberta denunciando seu estado de choque.
— Você disse que queria. Não quer? — passou a mão pelos fios da frente do cabelo do outro. Ouviu um suspiro como resposta e começou a ficar preocupado. — É sério, se não quiser não tem problema. Voltamos pra festa e isso nunca aconteceu.
— Não, eu quero. É só que realmente é minha primeira vez.
— Uhm… então vamos nos beijar. Preciso que você me beije direitinho, Mingi-ah. — enfiou o indicador no peito dele, até fazer com que as costas alheias batessem na parede do banheiro. — Senão eu vou achar que os boatos que ouvi eram mentira, sim? — a boca dele se abriu em um sorriso talvez até perverso. Seria mentira se Yeosang dissesse que não foi nisso que pensou no primeiro momento que bateu os olhos no chefe. Na textura dos lábios dele, naquelas mãos grandes pra caralho rodeando seu corpo, ele se submetendo do jeito que Yeosang fazia seus parceiros se submeterem.
Ah, Yeosang era uma vadia, risos.
Aumentou a proximidade com o olhar baixo, chegando na boca dele e voltando para os olhos castanhos que agora pareciam um tom mais escuro que antes. Encostou suas bocas devagar, saboreando o gosto e a maciez dos lábios de Mingi. Testou as rédeas, saindo de perto e selando-os novamente, mas dessa vez abrindo mais a boca, o que Mingi aceitou de bom grado, levando suas mãos até o fim da cintura de Yeosang e agarrando seus quadris para puxá-lo e inverter as posições.
Ele sorriu em meio ao beijo, continuando a segurar as laterais marcadas de seu rosto, sentindo-o apertar ainda mais sua cintura com uma das mãos e a outra entrar por baixo de sua blusa para agarrar sua lombar e fazê-lo levar apenas a pelve para frente e encontrar com a de Mingi. Os dois sorriram agora. As línguas rodaram uma na outra, Mingi quase o engolindo vivo de tanta fome.
— Você é tão gostoso… — sussurrou no ouvido de Yeosang, agora descendo os beijos para sua mandíbula e acariciando seu corpo com as duas mãos, apertando a pele com força. Yeosang leva as mãos dele para sua bunda e Mingi sorri, segurando o lábio inferior no dente. Apertou a carne farta ali, aconchegou-se na curvatura do ombro de Yeosang e foi ditando os movimentos da pelve dele contra a sua enquanto também investia, o formato do pau duro empurrando a calça se esfregando contra o seu próprio, um gemido sôfrego escapando da boca de Yeosang, abafado pelo som alto, seus olhos se fecham com força. Mingi morde seu pescoço com pouca intensidade, lambendo a mordida e rindo em seguida.
— Que idiota. — gargalhou levemente. — Eu quero um boquete, chefe. Vou ter que pedir por favor pra você me chupar?
— Acho que não. — os dentes apareceram de novo, o deixando com aquela expressão boba. — Mas eu sinceramente gostaria. — com pesar, afastou-se do corpo chamativo a sua frente, se jogando nos próprios joelhos. Ótimo, deu de cara com seu objetivo. — Sabia que você é baixo demais? Não vou nem poder me sentar no meu calcanhar. — fez um bico.
— Você que é muito alto. — tirou o botão de sua casa e desceu o zíper. — Não precisa ficar com medo, meu pau não vai te engolir. — gargalhou. Ele ri tão bonito, Mingi conclui em sua cabeça. — E também não vai tão longe. Não precisa chegar até o fim logo de cara, vai até onde conseguir.
— Não deve ser muito difícil. Acho que já recebi muitos boquetes pra não saber fazer um, deve ser parecido.
— Você vai ver.
Mingi puxou a calça dele junto da cueca. O pau de Yeosang bateu em sua bochecha, duro, e ele se lembrou de que nunca havia visto um pau tão de perto. É, puta que pariu.
Encarou por mais alguns segundos até voltar o olhar para cima, mordendo os lábios com as sobrancelhas franzidas.
— Abra a boca pra mim, querido. — pediu Yeosang, segurando a base de seu pau. — Língua pra fora. — pediu novamente e colocou a ponta pra dentro quando recebeu o que pediu.
Mingi acha sinceramente que enlouqueceu. O gosto salgado do pré-gozo invadiu sua boca, a sensação indo automaticamente pro seu próprio pau preso pela calça, o aperto começando a doer.
— Cuidado com o dente e relaxa a garganta. Você falou que tá acostumado, então não é novidade pra você, não é, meu putinho?
Era demais pra Mingi, que gemeu e se afundou mais no pau do outro, fechando os olhos. Yeosang o pegou pelos cabelos e o fez olhá-lo de baixo.
— Mantenha os olhos abertos. Rola a língua. — continuou com as mãos em seus fios, Mingi chupando como e até onde conseguia, sugando, levando a cabeça pra cima e pra baixo continuamente.
Era tão bom se submeter depois de tanto tempo tendo que estar no controle com as mulheres que transou, deixar alguém tomar conta, não se preocupar com nada além de engolir e relaxar, engolir e relaxar. Sentiu uma das mãos alheias descerem até seu rosto e o dedo limpar uma lágrima que rolava despreocupada pela bochecha. Gemeu com a imagem que sua cabeça inventou de si mesmo, ali, jogado no chão como uma verdadeira puta. Estava fodido, nunca mais se contentaria com outro tratamento. Sentiu uma das mãos alheias descerem até seu rosto e o dedo limpar uma lágrima que rolava despreocupada pela bochecha. Gemeu com a imagem que sua cabeça inventou de si mesmo, ali, jogada no chão como uma verdadeira puta. Estava fodido, nunca mais se contentaria com outro tratamento.
Foi empurrado, tendo seu corpo derrubado no chão e logo depois virado para a parede, sua cabeça automaticamente se escorando nela. Sentia o volume fantasmagórico dentro da garganta, a ânsia o consumir, mais lágrimas rolarem sem parar, uma vontade avassaladora de se curvar e chorar desesperadamente. Mas apenas abriu a boca de novo, num pedido silencioso para Yeosang continuar o que estava fazendo.
— Vamos tentar de novo? — afastou o cabelo suado de Mingi da testa dele. A resposta obtida foi uma língua ligeiramente colocada mais pra fora, se movimentando levemente. Yeosang se enterrou de uma vez, ultrapassando o ponto que havia alcançado anteriormente, mas ainda sem chegar até o fim ou passar de algum limite aparente de Mingi. — Bate na minha perna se quiser que eu saia. — ele gemeu. Mingi, quase surdo por causa de um zumbido do caralho nos ouvidos, assentiu com a cabeça e gemeu contra o pau quando sentiu a glande de Yeosang esfregar na parte interior da sua bochecha.
Um engasgo foi inevitável na hora que sentiu-o encostar quase no fundo de sua garganta. Um instante depois se desencostou da virilha de Yeosang. Tossiu, atordoado e surpreso, com uma certa raiva por não ter aguentado continuar lá.
— A gente precisa sair daqui. — Mingi resmungou, limpando com as costas da mão toda a saliva excessiva que endornava sua boca, queixo e parte da bochecha.
— Claro, o que você quiser. — Mingi não soube distinguir se era sarcasmo ou não, mas preferiu se abster de mais comentários. Ele se levantou do chão, com os joelhos ardendo pela posição dolorida que foi segurada por tempo demais e viu o outro levantar a roupa num segundo, enfiando o pau duro dentro da cueca, tentando fazê-lo não marcar tanto. Percebeu que o seu próprio marcava pra caralho também.
— Acha que alguém vai perceber? — perguntou, coçando a nuca.
Yeosang abre a porta, desce o olhar e depois volta a encarar Mingi, que jura que viu uma mudança na cor das íris dele.
— Só quem tiver olhos. — desdenha, mordendo os lábios enquanto sorri. Ele se vira e vai lavar as mãos. Mingi supõe que deve fazer o mesmo, então repete o ato, encarando o reflexo no espelho, percebendo a boca inchada e vermelha. Ele só espera que nenhum funcionário tente conversar com qualquer um dos dois.
Ao sair do banheiro, tudo está tão escuro que o mais alto até estranha, como se não estivesse assim antes deles entrarem. Yeosang anda apressadamente até o bar e pede algo, com Mingi próximo a ele. Yeosang se vira com dois drinks nas mãos, estendendo um para Mingi.
— Eu achei que a gente fosse sair daqui. — disse em um tom alto após pegar o copo, rente ao ouvido de Yeosang, apesar de ainda continuar acreditando que Yeosang pode não ter ouvido. A música estava tão alta que mesmo do banheiro incomodava. Alguma música do Kard estourava as caixas de som.
— É que essa é boa demais pra eu sair daqui! — Yeosang falou, sorrindo e gritando mais alto ainda. Que fofo, pensa Mingi.
— You in me. Pensei que ninguém conhecia essa, é a melhor deles! — bebeu mais um gole da bebida doce.
— Quem não conhece essa não frequenta boates. — levantou o copo até conseguir engolir o último pingo do álcool. — Waah! Isso é muito bom, eu vou morrer… não vou conseguir chegar em casa com você, bafo de pau.
Mingi riu, com os dentes tão abertos que ele pensou que rasgaria sua boca. Os copos foram deixados em cima do balcão.
— Eu precisei enfiar o pau no fundo da sua garganta antes de ter uma conversa decente contigo. É sério mesmo?!
Os dois riram juntos, bestas. Foram até a multidão de corpos se mexendo para conseguir sair daquele clube logo. Quando passaram pela porta e o som parou, foi um alívio instantâneo. Yeosang ia acabar perdendo a audição daquele jeito, merda.
— Eu quero ir pra sua casa. — disse em um tom mandão, sem nem perceber que havia pegado na mão de Mingi, os dois com os dedos entrelaçados.
E ainda de pau duro, vale ressaltar.
— Alguma razão em específico?
— Nenhuma. Só quero ver como é onde você mora e transar contigo numa cama maior que a minha. Espero que você não me desaponte.
— Ah, mas aí eu fico ansioso demais com esse tanto de expectativa em cima de mim. — respondeu, brincando com os dedos de Yeosang.
— Você sente vontade de me comer, Mingi-yah? Você nunca comeu um homem antes, não é? Vou ser o primeiro do Mingi-hyung. — zombou, entrando no carro.
— Preciso mesmo dizer? Eu não teria continuado duro dessa forma por todo esse tempo por mulher nenhuma. — Yeosang gostou de ouvir aquilo e se pegou sorrindo enquanto o via fechar a porta e dar partida no carro com aquelas mãos grandes. Seu olhar desceu para as pernas dele, as coxas se abrindo para aliviar a pressão do Jeans no pau. — Eu quero muito te foder, Yeosangie.
— E como você vai me encarar no trabalho depois disso, chefe? Vai conseguir olhar pro meu rosto sem imaginar ele cheio da sua porra o tempo todo? — os dentes se abriram num sorriso perverso, a mão safada de Yeosang indo encontrar o botão da calça alheia, tirando da braguilha e descendo sua própria cabeça até a virilha de Mingi, puxando o zíper com os dentes. Tudo isso enquanto encarava o rosto dele lá de baixo.
— Yeosang, estou dirigindo… — ele segurou sua bochecha quando sentiu os lábios dele na cabeça do seu pau coberto pela cueca.
— Mas olha como você está aqui embaixo, chefe. — Yeosang lambeu a mancha de pré-gozo que Mingi expeliu.
— Nós chegamos em menos de quatro minutos e eu vou acabar com você de tanto te foder se você não parar agora. — ele girava o volante com maestria, a rua vazia facilitando o processo. Mingi não tirou mais o olhar da estrada então o mais velho levantou o tronco novamente e encarou o outro com uma expressão irritada e as sobrancelhas cruzadas.
— Mingi, eu vou arruinar você. Não o contrário. Você ainda acha que vai ser quem manda aqui? — os dentinhos felinos foram mostrados num riso quase inocente. — Quando vai aprender que se me quiser, vai ter que ser do meu jeito? Parece que eu estou brincando com você? Me diz. — o sorriso some como se nunca nem tivesse aparecido.
Um pequeno silêncio para por um instante, até Mingi discordar com a cabeça devagar enquanto morde o lábio inferior, o olhar ainda no caminho.
— Diga.
— Eu entendi. Não sou eu quem mando. — ele estacionou o carro na frente da casa e virou o rosto para encarar Yeosang, apoiando a cabeça no volante, ainda com as mãos de cada lado dele.
— Vamos subir. — falou ele por último, sorrindo.
A partir disso, Mingi não enxergou mais nada além de Yeosang e seu corpo majestoso. O clique da fechadura digital, os passos apressados ao subirem a escada grande que ia de encontro com o quarto mal iluminado de Mingi, a batida alta da porta e ele próprio prensando o corpo menor contra ela, tudo passou despercebido. Passou um dos braços por trás das costas de Yeosang e apertou sua cintura, a outra mão encontrando suas bochechas e a unha rapidamente se cravando em seu queixo como quando um ímã pequeno é puxado sem pena por um grande campo eletromagnético.
As roupas pareceram evaporar de tão rápido que saíram dos corpos, Mingi respirando alto demais à cada pequena investida. Foram juntos num caminho lento até a cama, regado de beijos e apertões desesperados, a mão delicada de Yeosang enroscando em sua própria, Mingi sorriu para ele com a sobrancelha erguida.
— O que foi? Que pressa. Parece que você é assim em todos os momentos da sua vida, porra. — sorriu de novo, com aqueles dentes meio tortinhos, as presas apontadas pra cima como um vampiro de série clichê. Dessa vez pareceu genuíno de verdade. Às vezes Mingi sente que Yeosang tem medo dele. Ele jogou seu subordinado com certa força no colchão, deitando-se em cima dele, as coxas de cada lado de seu quadril. — Você é tão bonito.
— Sou? — Yeosang ronronou um “sim” em resposta, sentindo o peso de Mingi aumentar contra o próprio corpo. — Sabe uma coisa que anda martelando minha cabeça nesses últimos acontecimentos? — o outro acenou com a cabeça como se pedisse que ele não interrompesse a linha de pensamento. — Minha cabeça talvez queira te deixar mais… feminino? Como um controle de danos pra tudo que eu achava de mim antes disso. Antes do banheiro.
— Ah, não acredito. Uma confusão de sexualidade agora? Tenha isso mais tarde. — Yeosang riu, mas Mingi não o acompanhou. — Okay, é verdadeiro então. Melhor não termos mais nada se você não tem certeza se vai se arrepender até a morte depois.
— Mas eu te desejo. Te desejo muito. Acho que desde quando te vi no saguão pela primeira vez não consegui mais parar de pensar em você. — ele deixou um beijo curto no pescoço dele, passando o polegar sobre a marca de nascença que Yeosang tinha perto da têmpora; uma pequena manchinha vermelha que Mingi achava fofa.
— Então você precisa entrar em paz com a sua cabeça. — segurou o rosto de Mingi pela mandíbula, sentindo um beijo demorado no local onde sua marca estava. — Eu não sou uma garota, não tenho coisas que garotas geralmente têm, não faço o que elas fazem e não sou delicado como a maioria das que você fica. Precisa ver que tá ficando com um homem ou vai enlouquecer mais tarde, dizer que tava bêbado e viver triste pra sempre casado com uma mulher loira chamada Brittany.
— Deus, como você é dramático. — eles riram, Mingi jogando seu corpo em cima dele quase que completamente, segurando o peso para não esmagá-lo. — Você é delicado sim. Comparado com outros homens que eu já vi, pelo menos. Nunca vi um homem com as costas tão, sei lá, elegantes.
— Elegantes? Jura? — encarou o teto de forma estranha, mesmo que o outro não pudesse ver sua expressão. — Mingi, você pesa. Tá me esmagando…
Eles entraram numa luta rápida para ver quem jogaria o outro na cama. Mingi obviamente ganhou, mas o cérebro rápido de Yeosang logo o fisgou com outra coisa: colocou a palma da mão dele em contato direto com o músculo de seu bíceps, enquanto o flexionava num arco bonito.
— Caralho. — Mingi pareceu genuinamente chocado. Apertou o braço dele, sorrindo com o canto do lábio. — Eu não sabia que você escondia isso aí embaixo não.
— E você ainda vem me dizer implicitamente que a masculinidade é esquisita pra você. Olha o jeito que você tá encarando meu braço e é só a porra de um músculo flexionado.
— Um músculo flexionado? Você parece a merda de um Deus grego, Yeosang. Seu corpo parece que tenta avidamente me endoidar com cada camada que eu descubro dele.
— Então me deixa. — ele pausou a fala, arqueando rapidamente as sobrancelhas — Fazer. — e de novo. — O meu trabalho. Pode começar saindo de cima de mim. — Agora o sorriso de gato era de Yeosang. Algum deles enlouqueceria no fim dessa noite, realmente. Mingi relaxou o aperto, deixando ser virado de costas, as omoplatas voltando a se encaixar, o fazendo ficar com os ombros estreitos. Yeosang se inclina até às clavículas expostas, beijando e mordiscando os ossos proeminentes. Lambeu um caminho no pescoço dele e ver Mingi soltar o ar com a boca porcamente aberta foi incentivo suficiente para fazê-lo continuar com o trabalho árduo de fazer Mingi morrer pelo menos antes de algumas estrelas aparecerem além da grande janela de uma das extremidades do quarto.
— Eu fui bom o suficiente, Yeosang-ah? — Mingi puxa o nome dele na língua, forte o suficiente para soar mais manhoso que fofo, quase numa súplica inconsciente pela validação alheia. Com a ponta dos dedos ele arrasta o rosto de Yeosang para perto do seu, tendo êxito ao encontrar sua boca mesmo com os olhos fechados. — No banheiro. Fui bom? — perguntou entre o beijo.
— Você foi ótimo, Mingi. Eu sei que você aguentaria mais se tivesse essa opção naquela hora, mas ainda não provou pra mim que se arrepende, sim? — sorriu, meio grogue com o sabor do licor de mais cedo voltando à cabeça e a língua suave de Mingi se arrastando contra a sua como peças de xadrez numa partida inacabável.
— Eu sei. — um riso sapeca escapou da sua boca. — Foi muito rápido, né?
Sem tempo nem paciência para mais provocações, Yeosang esfregou seu quadril contra a pélvis coberta de Mingi, ele quer sentir por mais um tempinho a dureza por trás de todo aquele pano. Subiu um pouco mais, deslizando a bunda em cima daquele ponto específico, excitado só para ele. Ninguém nunca mais vai conseguir tirar ele de cima daquele homem.
As mãos ágeis de Yeosang correram até a calça — desafivelada pelo desleixo anterior deles — e a abaixou até as coxas, levando sua própria boca para encontrar a parte interna. Enquanto tirava a roupa dele, beijava suas coxas como quem quer se aninhar ali e ficar por um bom tempo.
— Somos malucos.
— Não somos. Você só tá descobrindo que não é hétero e eu tô praticamente comendo meu chefe. — Mingi riu num grito alto, aproveitando a sensação de agulhinhas por todo seu corpo que a boca de Yeosang dava.
— Você não vai me comer.
— Mesmo caso eu queira muito?
— Boa sorte nisso. — a boxer foi deslizada junto, juntando-se com o resto.
— Hum. — a boca de Yeosang encheu de saliva quando o pau grosso, quase estupidamente mais grosso que o seu, pulou pra fora. Talvez até um pouco mais longo, se fizessem mesmo questão de comparar lado a lado. Quente, estava muito quente. Ele tem que estar em sua boca exatamente agora. “Dentro de mim. Você. Agora”, ressoou a voz de Yeosang dentro da própria cabeça. — Mingi, porra. — riu com desdém. — Olha como seu pau tá agora. — encarou-o, apontando com o indicador.
— Acho que eu tô vendo, né? — sorriu para ele, parecendo meio extasiado mesmo. — Eu nunca estive tão duro em toda a minha vida. É isso que Kang Yeosang faz na vida das pessoas?
— Sim. Eu costumo chamar de Efeito Kang. — agarrou a ponta do pênis do outro, dando um puxão inicial que arrancou um gemido quase gutural dele. — A partir de hoje você tá sob meu feitiço. Nunca mais vai conseguir procurar outra pessoa e sair satisfeito o suficiente, chefe.
Eles trocaram um olhar cúmplice, que Mingi poderia jurar que parecia afetuoso. Enquanto isso, a mão de Yeosang continuava investindo contra o pau dele, que seja, isso era uma situação bem comum. Era sim.
Yeosang se inclinou até chegar perto do ouvido dele e sussurrou: “Se você se mexer, não vou te deixar gozar”, ainda o masturbando de forma desleixada, fazendo pouco caso de como mexia a mão.
— Que filho da puta. — apesar da reclamação, os cantos de sua boca ainda se levantaram.
— Você aguenta, você já deve ter feito isso antes. Ou é só um virgenzinho de merda sem nenhum autocontrole que gosta de se fazer melhor que os outros? — continuou na mesma posição, mas agora colocou a mão livre no queixo dele, puxando seu rosto para perto, tendo sua cabeça consequentemente puxada um pouco para cima. — Mingi-yah, quão ridículo você é… — arrastou as vogais, empurrando ele de volta para a cama pela testa. — Não consegue sequer segurar o próprio esperma…
Mingi gemeu alto, com aquele mesmo tom grave que geralmente usava para gritar com Yeosang no escritório, arqueando a coluna e tirando a nuca da cama quase no mesmo instante. Yeosang ri, maravilhado, aproveitando o show gratuito que recebia.
Depois de um certo tempo, Mingi percebeu os dedos finos de Yeosang em volta de seu pescoço, mas sentiu falta da mão dele no seu pau de imediato e gemeu por isso também. Bom, pelo jeito estava meio barulhento hoje. O aperto foi suficiente para deixá-lo quase sem ar e como Mingi tinha zero experiência em ser quem estava sendo sufocado, apertou os olhos e jogou as mãos para trás ao lado da cabeça, o lençol ocupando o espaço entre seus dedos.
— Qual parte do “sem se mexer ou não vai gozar” você não entendeu? — Yeosang não conseguiria mantê-lo ali a força nem se quisesse muito, Mingi era absurdamente mais forte que ele. Mas era excitante sentir-se em baixo de Yeosang, então que ele fizesse o que quisesse. — Me avise se eu estiver pegando pesado em algo ou se não estiver gostando.
— Faça o que quiser. Eu aguento.
Nem parecia mais o chefe reclamão de segunda a sexta. Yeosang sorri, se abaixando para lamber do queixo até a linha do maxilar do outro.
Droga, Mingi não queria gozar agora, mas o aperto aumentou, e era tão, merda, tão alucinante. Estava vendo estrelas sem ao menos Yeosang ter tirado a cueca. Por isso o desobedeceu e levou as mãos até sua inimiga atual, os dedos desorientados tentando adentrar o cós e falhando no objetivo porque Yeosang parou de apertar apenas os lados de seu pescoço, começando a colocar força na mão inteira.
Yeosang levantou o quadril e se esfregou contra o pau do outro, que gemeu com a fricção seca do pano, quase insuportável, a dor da aspereza se misturando com a sensação gostosa de estar chorando de tanto tesão por estar sendo asfixiado, lágrimas e mais lágrimas descendo pelas suas bochechas, o ritmo incessante, sua visão embaçada, os músculos do braço de Yeosang contraídos, atraente pra caralho.
Um toque leve no pulso de Yeosang o fez diminuir o aperto. Mingi sentiu-se arrepiar e contorcer, fechando os olhos com força e pendendo a cabeça pro lado quando a mão de Yeosang deixou seu pescoço.
— Você fica mais bonito ainda com as minhas mãos no seu pescoço, sabia? Seus olhos se reviraram tão lindamente… — secou as lágrimas recém caídas das bochechas dele. — Eu posso bater em você?
— É sério, faz qualquer coisa. Eu juro, qualquer coisa. Sei lá, qualquer merda nojenta, eu não ligo contanto que eu seja bom pra você. — respondeu, ainda de olhos fechados. — Eu tô dizendo, caralho, cospe em mim caso seja isso que você gosta. — ele riu do próprio desespero, fechando os olhos rapidamente.
— Meu Deus, que vadia. Nunca pensei que ouviria você dizer isso. Quer ser bom pra mim, é? — Yeosang riu, beijando sua bochecha úmida. — Bobinho, eu quero que você também goste. Não vou fazer nada que você não queira também.
Mingi manteve os olhos fechados dessa vez. Ouviu o barulho do resto da roupa de Yeosang cair no chão, mas não abriu os olhos. Nem uma espiadinha.
— Como você me quer, Min?
— Quero que você monte em mim.
Yeosang abriu o sorriso mais genuíno dos últimos tempos e depois voltou a se sentar na pélvis do outro, que dobrou os joelhos novamente. Mingi abriu os olhos e encarou o físico nu dele, avaliando cada pedaço de pele que podia notar, pensando se valia a pena talvez tomar um tapa na mão caso o tocasse. Yeosang tinha uma cintura fina que parecia gostosa de apertar e contrastava com o resto do corpo tonificado. Suas coxas eram cheias, firmes, definidas com músculos que apareciam quando Yeosang os contraia.
Meu Deus, havia saliva escapando dos cantos da boca de Mingi e ele não estava ouvindo nada que saía da boca de Yeosang quando seu próprio olhar desceu para o pau dele e demorou lá. Yeosang precisou dar um tapa em sua bochecha que ecoou pelo quarto para fazê-lo olhar para cima de novo, seu olhar perdido quando a cabeça voltou o fez parecer mais burro que antes.
— Mingi, preciso que sua atenção esteja em mim enquanto eu estiver falando com você, entendeu? — falou como quem conversa com uma criança. Mingi piscou os olhos e Yeosang não pôde deixar de perceber mais uma lágrima solitária rolar pelo rosto dele, uma vontade esquisita de lamber os cílios molhados dele subindo em sua cabeça.
Mingi concordou com a cabeça, passando a língua pelos lábios secos e deixando suas mãos caírem na cama, ao lado das pernas de Yeosang.
— Pode repetir?
— Você é um filho da puta.
Yeosang riu, mas riu mesmo, se sentiu meio rebelde então resolveu abrir a gaveta da mesa de cabeceira ao lado da cama na maior rapidez possível e voltou com um lubrificante na mão. Continuou a rir, a desferir pequenos xingamentos, alguns sem nexo nenhum e jorrou o líquido gelado diretamente no pau do outro, enquanto continuuava a rir.
Mingi gemeu e reclamou por causa da temperatura, mas começou a rir também, perguntando por que Yeosang havia enlouquecido. Yeosang se encaixa em Mingi novamente, dessa vez envolvendo o próprio pau com a mão e se masturbando enquanto levava a livre para trás de si.
Na verdade, pensou melhor e desistiu de última hora. Não precisava disso agora, mas não mesmo. Ele aguentava.
Yeosang encaixou Mingi no meio de sua bunda, ajoelhado na cama, mas com a outra mão aberta no colchão, segurando seu corpo numa posição onde ele pendia para o lado. A ponta de Mingi roçou em sua entrada que nem havia sido preparada e um arrepio subiu pela nuca dele, uma careta se instalando no rosto de Mingi. Que sexy, pensa Yeosang.
A garganta do platinado arranhou com um gemido que se arrastou para fora dela conforme Yeosang descia os quadris até que o pau de Mingi estivesse totalmente dentro e suas bolas se encostassem na bunda dele.
Com as sobrancelhas quase cruzando, Yeosang para de se movimentar enquanto franze ainda mais o rosto.
— Isso realmente é bom? Você nem me deixou te preparar antes.
— Tudo bem. A dor é boa, eu gosto. — uma das sobrancelhas de Mingi se levantou, mas logo os dois estavam rindo baixinho, Yeosang se deitando sobre o peito de Mingi como se ali fosse seu lugar.
Era, pelo menos por agora.
Eles se beijaram, Mingi sendo quem procurou o contato primeiro, findando aquela névoa em sua própria cabeça que o dizia pra fugir e não maltratar os próprios sentimentos de novo.
— Não arde? — interrompeu o beijo após vários segundos, Yeosang já tinha começado a se movimentar novamente, mexendo a bunda quase de forma inconsciente, o que fez Mingi ficar meio ofegante.
— Um pouco, mas não tem problema. Você tá querendo essas informações por quê? Quer dar pra mim? — perguntou sorrindo, ondulando o quadril lentamente e capturando o lábio inferior inchado dele, lambendo o de cima que começou a ficar seco demais pro seu gosto. E Mingi continuou lá, quietinho e parado como o bom garoto que era. — Quer saber? Não quero mais assim. Vem, mete em mim assim mesmo.
O platinado não conseguiu evitar uma lamentação patética e sem nexo quando Yeosang se retirou dele num som molhado. Ele rasteja atrás de Yeosang e beija suas costas antes que ele se vire e deite com elas apoiadas na cama.
— Vem, entra. — é claro que o outro obedeceu. Enfiou-se de novo até o fundo, parando e esperando instruções, olhando para ele com uma cara de coitado que pede misericórdia. — Para de me olhar assim, que estranho. — riu, socando com leveza uma das omoplatas dele. Enlaçou as pernas na cintura de Mingi, fazendo-o alcançar mais fundo com o ângulo, ele parecia tentar ignorar sua próstata de propósito. — Forte, Song. Me fode o mais forte que você conseguir.
Mingi passou a penetrar sem pausa, mudando minimamente o ângulo do quadril às vezes. Ele puxa as pernas alheias uma de cada vez pela parte de trás do joelho de Yeosang, fazendo com que os joelhos dele quase batam no próprio rosto.
— Você- é muito flexível, Yeonnie. — sua voz estava grave, rouca, e Mingi soluça. Com o novo apoio se tornou mais fácil manter o ritmo, o pau invadindo o buraco como bem queria, usando Yeosang da exata forma que ele pediu. O último foi reduzido a gemidos desesperados, seus olhos estavam arregalados e suas sobrancelhas franzidas. Yeosang fincou suas unhas nas costas fortes, o fazendo pousar o peso em cima de si, a cabeça descansando aninhada ao seu pescoço.
Mingi leva a boca até a pele branquinha e por um segundo deseja ver ela completamente vermelha, roxa, pintada, então ele vai lá e faz o trabalho ele mesmo. Sua língua passa lenta pela pele sensível, marcando um caminho quente até a parte mais proeminente do pescoço. Selou com leveza, sugando e mantendo seu desespero, depois se afastando só o suficiente para encará-lo de cima, todo vermelho e brilhante pela saliva, mas voltou e tocou cada pintinha daquela região com a ponta da língua, como se estivesse aprendendo aquele corpo pelo gosto.
O único som que podia ser ouvido era a respiração misturada dos dois, porque Mingi havia parado de entrar feito louco em Yeosang, que mal tinha percebido, só encarava as ações do outro com uma expressão perdida enquanto sentia o pau dele pulsar dentro de si. Romantismo demais pra uma foda única, não? Pergunta Yeosang dentro da própria cabeça.
Mingi ajeita o quadril e faz o corpo de Yeosang saltar e estremecer na cama com uma única estocada bruta para cima que atingiu em cheio a próstata dele. Yeosang grita, pego de surpresa, e Mingi continua seu trabalho no pescoço alheio, mas sorrindo dessa vez e se chocando contra ele de forma ininterrupta, no mesmo ponto anterior.
Que droga, porque ele fode tão bem?
Mingi empurra a cabeça de Yeosang para trás com a palma da mão e vai descendo os beijos até a clavícula dele, sem parar seu outro objetivo. Ele vai fazer Yeosang gozar sem ser tocado. Ou pelo menos não tocado novamente.
Cacete, eu mal consigo pensar em qualquer coisa.
Perdido nas investidas barulhentas, Yeosang não sentiu falta dos beijos. As mãos de Mingi foram até o fim de seu quadril e levantou aquela parte do seu corpo da cama, fazendo um espaço existir entre o colchão e sua lombar.
— Deus- você é… — Yeosang gaguejava, falando quase num sussurro, torcendo para que a próxima estocada não fosse a última, com tanto medo de perder a sensação maravilhosa de ter sua próstata sendo estimulada de forma quase mágica por alguém que estava o tratando como se fosse uma majestade. — Incrível…
— Mesmo? — apertava com tanta intensidade a carne do quadril do outro que chegava a sentir os ossos ali, a marca roxa no dia seguinte era certeza. Conforme sentia o interior de Yeosang contrair mais, soube que ele estava perto, então manteve a posição. Ele gemia alto, o som fazendo um caminho direto para dentro de Mingi, que sentiu aquele calor rotineiro se acumular embaixo da barriga.
Yeosang tremeu e se arrepiou da cabeça aos pés, segurou os fios de cabelo de Mingi sem delicadeza e o puxou até fazer seu rosto se encostar em seu peito, levantando as costas da cama. Gozou, tentando gemer o nome de Mingi.
Aproveitando a deixa, fodeu Yeosang de qualquer forma que beneficiasse a si mesmo.
— Onde? — Mingi pergunta desesperado, sentindo as bolas pesarem mais do que antes, mas Yeosang continua em silêncio, com o corpo completamente imóvel na cama. — Yeosang?
Nada.
— Yeosang?!
— Meu Deus. — ele disse, com o olhar fixo em algo atrás de Mingi.
— Yeosang, você tá bem?
— Sim. — piscou lentamente, cruzando as sobrancelhas. Mingi parou lá dentro sem se mexer e começou a doer por causa da sensibilidade. Mas era bom. Não conseguiu mais relaxar de forma nenhuma, então seu próprio corpo só contraía e relaxava repetidas vezes na tentativa de expulsar Mingi lá de dentro. — A-aahh, sim.
— Eu vou sair. — decidiu por fim, já se retirando dele.
— NÃO! — grita, o movimento abrupto fazendo doer ainda mais. — Aahnn, merda. Consegue segurar mais um pouquinho sem gozar?
— Nunca. — ele riu. — Se você quer que eu fique duro por mais cinco segundos, precisa relaxar agora.
Yeosang não sabia o que estava fazendo, mas a névoa de prazer pós orgasmo estava tão estranha dessa vez que ela pedia quase que em letras neon para que Yeosang fizesse Mingi continuar parado dentro dele pra sempre, apesar da dor estar aumentando. Ele não iria conseguir relaxar, não mesmo, na verdade passou a apertar ainda mais.
— Eu não- — soluçou. — Consigo não apertar. Se você ficar dentro de mim por mais alguns segundos eu te deixo gozar onde quiser.
Aquela frase bastou para Mingi tirar forças de algum lugar e tentar ao máximo segurar o orgasmo.
— Sem me mexer?
— Se acha que consegue se mexer sem gozar, por favor, por favor, se mexa.
— Porra, Yeosang, que porra. — ele queria chorar. Continuava a se sentir meio domado ainda. Era estranho ter alguém oferecendo recompensas em troca de alguma “conquista”, faz parecer um treinamento de cachorro. Ele meio que gosta.
— Se for demais, vou te pedir pra parar. É sério, você precisa parar se eu pedir. Dói tanto. — o coração de Mingi aperta um pouco com aquela risada, faz parecer que Yeosang já passou por alguma experiência ruim. Mas se ele quer tanto testar até onde a dor é prazerosa, ele vai fazer o que Yeosang quer.
Tentou contrair o abdômen pra ver se melhorava algo. Não melhorou não. Então sorriu e voltou a ficar parado, o que fez Yeosang sorrir também.
— De zero a dez, quanto dói?
— Oito? Existem coisas que doem mais. — Mingi olhou para o pau dele. Quanto tempo faz desde que viu outro pau mole? O pau dele era bonito mole. Será que ele continuava excitado mesmo mole? — Eu fico muito sensível depois de gozar. Se eu não ficasse, esse tipo de dor não seria tanta coisa pra mim. Tenta achar minha próstata e fica lá. — Mingi já havia era esquecido, de tanto que estava empenhado. Ele ondula o quadril e quase ouve as próprias bolas reclamarem. Yeosang estava tão apertado.
— Você me perdoa se eu gozar? — Yeosang grita quando Mingi acerta.
— Não. — riu, tirando da testa os cabelos grudados, molhados de suor. — Claro. Não tem problema, eu já teria gozado. Você é um ótimo cachorrinho.
O pau dele pulsou de forma dolorosa com o elogio.
— Yeosang, se você quer que eu aguente, melhor ficar calado.
— Acho que eu senti uma veia.
Mingi voltou a empurrar lentamente pra frente e pra trás, só testando a própria durabilidade. Yeosang tapou a própria boca e fechou os olhos com muita força.
Começou a aumentar a velocidade, prestando atenção nas expressões do outro.
— Seu rosto parece de puro sofrimento. Tá realmente bom?
— Não sei explicar. Pra você pode ser que não fosse bom, mas a dor é tão ruim que chega a ser boa. Você tá tentando me distrair com tanta conversa?
— Sim. — bufou, encarando os olhinhos entreabertos e cheios de lágrimas de Yeosang e depois seu pau que começou a endurecer de novo. — Quer que eu aumente?
— Como eu poderia negar?
Mingi praticamente começou a socar o pau em Yeosang, que só sabia gemer.
— Amanhã eu não vou trabalhar. — cada palavra foi interrompida por um sobressalto, Yeosang era jogado pra cima e pra baixo como um boneco de pano na cama de Mingi.
— Vai sim, vou te fazer chupar meu pau embaixo da mesa.
— A-aaaha, n-nunca! — soluçava como quem tem uma crise de choro, mas em sua boca um sorriso estava estampado indulgentemente, cobrindo os próprios olhos com os dedos.
— Mas não é só pra isso que você serve? Só um buraco pra eu foder e usar como bem entender, certo? Você não consegue gozar se não doer, Yeosang…
— Cara, toma cuidado com a porra da sua boca na minha frente, pirralho do caralho.
Mingi ri.
— Posso fazer uma coisa?
— Qualquer uma.
Mingi cospe diretamente na bochecha dele, por mais que houvesse mirado na boca, e chega bem perto do rosto dele.
— Você é só outra vadia que fica estúpida quando recebe um pouco do que ama. — Mingi sussurra enquanto aperta a base do pau de Yeosang e vê que um líquido um pouco mais transparente que o anterior sai e se junta com a poça de porra que tinha se formado umbigo dele.
Yeosang não tinha forças para gemer mais, mas começou a bater no ombro de Mingi desesperadamente, seu rosto se contorcendo inteiro e lágrimas desceram por ele. Mingi no mesmo segundo sai de dentro, sentindo um alívio enorme na ereção.
— Pode… onde quiser. — cuspiu as palavras, sentindo dificuldade até em manter os olhos abertos.
— Fecha os olhos. — Mingi se masturbou freneticamente, indo de joelhos até perto do rosto de Yeosang.
O líquido branco atingiu o rosto de Yeosang. Ele sorriu e acabou pegando em seus dentes também. Mingi precisava tanto disso.
Quando finalmente parou de gozar, Mingi riu com a cena; Yeosang derrotado, cheio de porra na cara, rindo e ainda de olhos fechados.
Mingi conseguiu ver a língua de Yeosang passar pelos dentes, lambendo o que podia. Porra, por que ele era assim?
— Eu vou pegar um papel.
Voltou rapidamente com um lenço na mão, passando ele pelo rosto de Yeosang. Tentou limpar tudo que conseguia, com um sorriso no rosto.
— Do que eu tenho gosto?
— Sei lá. Mas não é muito bom.
— Quer tomar banho comigo?
— Muito.
— Eu tenho uma pergunta… como você não surta quando faz algo que não estava nos seus planos?
— Ótima pergunta pra quem acabou de gozar na minha cara. Mas sabe, eu já sei o que eu gosto atualmente e conheço meus limites, o que de horrível pode acontecer? Geralmente nada demais, só a gente que dramatiza tudo. — eles se encaram talvez… ternamente. Um sorriso quente ocupando os lábios de Mingi e uma expressão fofa de Yeosang que iluminava o ambiente. Mingi com certeza iria querer que tudo isso repetisse. Que eles repetissem. — É só não surtar.
— Tem porra nos seus cílios. — Mingi apontou, passando o dedo ali.
Yeosang riu, desacreditado.
(Ele meio que não quer que isso seja uma transa única também.)
