Chapter Text
Poucas pessoas sabiam onde o antigo 'senhor mistérios' morava depois de passar a cabana misteriosa para frente, muitos sabiam que ele estava em alguma aventura com seu irmão, mas só não esperavam que ele voltasse regulamento para Gravity Falls para descansar do mar, e verificar a cidade.
Mesmo com todos os anos de sofrimento que teve, ainda adorava aquele lugar tão esquisito que se sentia em casa, o único lugar que ele passou tanto tempo sem precisa pular em cidade e cidade, merecia esses dias de confortos.
Stanford mal ficava na cabana feita no meio da floresta, ele passava o tempo conversando com Sr.McGucket, explorando mais ainda cidade, sem descanso, igual um fanático. Mas isso lhe dava a tão desejada paz solitária, onde fica em uma poltrona na frente da televisão vendo lutas de bebês.
Até que batidas irritantes começaram a soar na porta, o tirando de seu merecido descanso. Resmunga, sentindo suas costas doerem a se levantar, abre a porta já com um palavrão na ponta da língua.
Esperava tudo, até a polícia(mas isso não seria inesperado), mas um ser baixo, magro, de cabelos dolorosamente loiros claro de ovo, não era um de suas listas de possibilidades, até porque nunca viu esse rosto zangado e exigente com um livro no braço em sua porta.
Será que era mais uma daquelas testemunhas de Jeová?
"Sou satanista" ele fecha a porta de uma vez, mas um braço impede.
"Não seja idiota Stanley" a pronúncia do céu nome o fez congelar, poucos sabem do seu verdadeiro nome, mesmo com a volta de Stanford tudo permaneceu oculto.
Abre novamente a porta novamente, e puxa o homem para dentro de forma abrupta, e pressiona um braço contra o pescoço dele.
"Me diga o que você quer antes de eu quebrar sua cara" Stan o ameaça, sua cabeça passando mil possibilidades, o governo havia descoberto que não estava realmente morto? Talvez a máfia?
"Isso não é um jeito de tratar um amigo, Stan! Vamos, seja um bom anfitrião!" O homem tinha um tom alegre, que ele sabe que não é real, é igual a que fazia quando queria convencer as pessoas de compra algo.
"Amigo? Apenas me diga logo quem é você filho da puta!" Pressiona ainda a garganta do outro, fazendo o sorriso dele treme sobre a fachada.
"Esqueci que você está velhinho" o homem disse com um revirar de olhos "você vai deixar eu me apresentar, então?"
Ponderar a ideia, pensou que suas memórias estavam restauradas, então por que não lembrava daquele rosto, mesmo que fosse curioso, ser bobo estava fora de cogitação, e se isso fosse só um truque para o pega desprevenido e mata-lo.
"Sem maldade, você é o único armado aqui" o estranho levanta a mão de forma inofensiva.
Stan se afasta desconfiado, sua única garantia é seu soco inglês no bolso do short, o homem retira o cartola longa e preto da cabeça e inclina o corpo um pouco para frente como se fosse uma reverência.
"Bill chiper, caro inimigo" os olhos amarelos brilharam em malícia, e imagens começam e volta em sua cabeça sobre um maldito triângulo de três lados iniciando o fim do mundo com uma onda de estranheza, aterrorizando seus sobrinhos, e ameaçando a vidas de todos de gravity falls.
"Como você voltou?" Pergunta, sua mão segurando a lateral se sua cabeça parecia que ia explodir em chamas a qualquer momento.
"Acordos ali e aqui, sabe, alguns favores a serem cobrados" Bill desdenha olhando suas unhas como se fossem mais interessantes.
"Quem você está possuindo?" Puxar o colarinho do homem, sua cabeça mal conseguia pensar, era como se lentamente tudo estivesse entrando em colapso.
Esperou uma resposta espertinha, cheia do tom enjoativo de Bill, mas era como se tivesse segurando uma estátua com rosto em branco.
"Não estou possuindo ninguém" foi um sussurro quase inaudível, mas surpreende Stan, ao ponto de não esconde seu olhar perplexo. Bill não é um ser dessa dimensão, sua única porta para cá era através de acordos e sonhos.
Então a primeira vez que olha diretamente para bill, seus olhos eram escuros e brilhosos como a noite, há tremor neles, seu cabelos é um loiro ofuscante, sua é um tom Jasper coberta com algumas manchas de vitiligo, além de haver uma cicatriz que aparecia só a porta através da gola da camisa, ele não parece onipotente e nem tão confiante do que geralmente era.
"Você é humano" Stan diz com cético soltando Bill como se tivesse sido queimado, era cômico como as coisas tinham virado, não precisa conhecer aquele cara o suficiente para saber que ele odiava a humanidade.
"Eu vou conseguir sair desse saco de carne, você vai ser o primeiro que vou matar"
"Claro, claro boa sorte" Stan limpa as lágrimas que se formaram no cantos de seus olhos de tanto gargalhar.
Depois de um momento, um silêncio se estende, o recém humano de braços cruzados claramente receoso, e Stan com a sobrancelha levantada, querendo saber o que diabos aquele cara ainda tava fazendo ali.
"Você não faz a mínima ideia do que dever fazer, né?" Aperta a ponta do nariz, não quer apelar para esse lado sentimentalista com aquele ser problemático e sádico.
"Como eu deveria saber o que vocês bolsas de sangue fazem" Bill reclama abertamente, quase frustrado com tudo.
"É, ser humano é uma merda mesmo" Stan concorda com dá de ombros "espere Ford, talvez ele saiba o que fazer com você.
Coça a barriga, realmente não sabe o que fazer com aquela coisa em sua sala, Ford está mais acostumado do que ele a lida com anomalias desse nível, e talvez até o use como rato laboratório, essas coisas de nerds viciado nos segredos do universo.
"Onde ele está?" Bill pergunta o seguindo para a sala, responde apenas um simples 'não sei' enquanto sentava em sua poltrona para voltar a assistir.
É uma grande mentira, sabe muito bem onde seu irmão está, porém precisava reorganizar sua cabeça que estava com uma dor insuportável, antes de ter um conversa clara com Bill.
Ford deve passar no mínimo duas ou mais semanas fora, depende da complexidade do projeto em que estava trabalhando, nesse meio período podia observar se o demônio era tão humano quanto estava parecendo, não pode colocar aquela dois cara a cara sem certezas.
Sabe que os dois tiveram um relacionamento conturbado, com término nada saudável, por isso que seu gêmeo parecia tão desesperado antes de cair no portal.
Se aquele cara não mostrasse riscos, e talvez tivesse pelo menos algum sentimento humano de culpa o deixaria ficar, se não, o expulsaria.
É, parecia funcionar bem pra ele.
