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seeing you on that place

Summary:

Itadori Yuuji está preso naquele mar de apreensão, incertezas e hostilidade até ver Fushiguro Megumi e, mais uma vez, ser atraído para a sua névoa de tensão e perigo.

Notes:

Isso aqui é a SEGUNDA PARTE de uma série(?) que eu inventei de fazer. Você não precisa necessariamente ler a primeira parte, mas seria mais interessante.
Temos o debut do Gojo Satoru na história e mais sentimentos conflituosos de Megumi em relação ao Itadori, eu to amando tanto escrever esses dois.
Enfim boa leitura, tchau.

(See the end of the work for more notes.)

Work Text:

O lugar estava abafado, a capacidade máxima de pessoas já tinha sido atingida e ainda existia uma fila enorme lá fora de pessoas sedentas para frequentar um dos lugares mais movimentados de Shibuya. A música alta preenchia todo o ambiente, corpos se amontoavam na pista de dança, na bancada das ilhas, nos sofás da área VIP e onde mais eles conseguissem ficar. Itadori Yuuji estava na pequena varanda que existia na parte lateral do estabelecimento, o local completamente vazio pois, se alguém quisesse privacidade, era só pagar por um dos quartos que ficavam no segundo andar. Ele aproveitava o pequeno momento de paz, tentando relaxar os ombros conforme tragava o cigarro que estava entre os dedos.

A fumaça subia e se dispersava no ar a cada lufada, os olhos castanhos atentos aos movimentos dentro da boate pertencente a Ryomen Sukuna enquanto seu chefe, Gojo Satoru, estava no terceiro andar, fazendo negócios. Era um típico prédio gerido por um líder mafioso, o que era vendido no bar não era o único produto a ser comercializado ali dentro, os seguranças nas entradas não eram só seguranças e a grande parte dos clientes VIP’s não eram somente clientes com dinheiro. Antes, tudo isso pertencia ao clã Zen’in, era a casa noturna mais tradicional de Shibuya, mas agora, fazia parte do grande arsenal de Sukuna, um símbolo grandioso de sua vitória. Itadori suspirou apagando seu cigarro, pensando em como aquele ambiente hostil e venenoso tinha se tornado o seu dia a dia após a morte do avô. 

Seus dedos puxaram para fora da caixinha mais um rolinho de nicotina, mas antes que pudesse girar o isqueiro ele foi surpreendido com a visão de chamas pairando na frente de seus olhos. Seu reflexo foi segurar o pulso que se estendeu para sua frente e se virar para saber quem estava ao seu lado. Surpresa era o que adornava seus olhos ao ver cabelos pretos e olhos azuis o olhando de forma impassível. Os dois se encararam até Megumi girar o mecanismo do isqueiro novamente, a chama aparecendo na frente de Yuuji que levou o cigarro até os lábios e se aproximou, deixando que o fogo começasse a combustão. 

— Você não precisa ser tão vigilante assim. — Megumi disse, ao ver o garoto de cabelos rosas se afastar e enganchar o braço de um jeito que protegesse a Taurus RT88 calibre trinta e oito que estava presa na sua cintura. Yuuji soltou a fumaça antes de responder.

— Vindo de você, eu preciso de toda vigilância possível. — disse, se lembrando do que havia acontecido na última vez. Uma risada foi ouvida, Megumi se debruçou no parapeito observando o ambiente lá fora — É a primeira vez que eu te vejo aqui.

— É, eu não gosto muito de vir, mas às vezes Sukuna me arrasta. — os olhos castanhos se desviaram para encarar o perfil de Megumi, ele estava sereno e muito bonito olhando para a paisagem à sua frente, as roupas pretas combinando com sua pele pálida — Gojo te obrigou a vir também?

— Defina obrigar. — Megumi riu se virando para o rosto ao seu lado, o vendo tragar mais de seu cigarro.

— Você não é segurança particular. — não era uma pergunta, Megumi estava afirmando, mas Yuuji respondeu como se fosse.

— Não.

— Também não é herdeiro do clã Gojo porque o clã Gojo não tem nenhum outro membro a não ser o próprio Gojo Satoru. — Yuuji soltou a fumaça, levantando uma sobrancelha em direção a Megumi esperando que ele concluísse o pensamento — Qual seu vínculo então?

— Se eu responder sobre mim, você responde sobre você?

— Minha vida é um livro aberto, faz tempo que eu não tenho controle sobre as minhas próprias informações. — ele se virou de lado, ficando de frente para Yuuji com um braço apoiado no parapeito olhando para o rosto cicatrizado.

— Gojo-sensei está apenas me ensinando. — respondeu simples, recebendo uma sobrancelha levantada de volta.

— Não sabia que Gojo bancava o professor mafioso. — ele riu diante da frase, tragando a última parte da nicotina.

— Eu tenho uma dívida com ele e estou pagando enquanto trabalho. Ele me leva nos lugares, me ensina sobre esse mundo, me ajuda a me proteger. — o cigarro foi apagado, Yuuji lambendo os lábios para tirar a sensação de seco que ficou — Ele está me testando enquanto ainda não acha uma utilidade definitiva para mim.

— Então ele te arrasta pelos lugares feito um cachorrinho e deixa você esperando enquanto faz negócios? — Yuuji riu e balançou a cabeça.

— Acho que podemos pôr dessa maneira. — um segundo de silêncio com Megumi concordando — Sua vez.

— Eu já te disse sobre isso, sou o brinquedinho dele. — Yuuji se lembrava das palavras ditas naquele dia em um quarto na mansão do clã Zen’in. Tanto naquela vez quanto agora, Megumi usava um tom impossível de discernir.

— Eu acho que existem mais motivos para Sukuna ter deixado somente um sobrevivente da família Zen’in. — Megumi sorriu e se virou para frente, apoiando novamente no parapeito.

— Não é difícil de adivinhar.

Algo dizia que Megumi estava usando um tom triste ao dizer aquilo, mas seu rosto não apresentava nenhuma expressão. Ele estava neutro, os olhos vagando por tudo à sua frente, mas Yuuji conseguia ver. Os ombros estavam tensos, a postura completamente congelada como se esperasse que algo o atacasse a qualquer segundo, o maxilar travado, as mãos apertadas em punho, os pés fincados no chão. Megumi podia demonstrar tranquilidade pelo olhar, mas seu corpo dizia o completo oposto.

— Eu sou um lembrete para todos do que ele é capaz de fazer. — a frase tirou Yuuji dos próprios pensamentos, voltando os olhos castanhos para os azuis — Inclusive para você.

— Eu não tenho medo de Ryomen Sukuna. — Megumi riu.

— É claro que não, você tem uma dívida com o demônio de olhos azuis. 

— Você fala como se ele fosse uma bomba prestes a explodir. — os olhos azuis se voltaram para os castanhos, com uma certa preguiça.

— Todos nesse mundo são uma bomba prestes a explodir, é só questão de tempo ou de gatilho.

— Isso também vale para você? — perguntou em tom provocativo. Megumi processou por alguns segundos a pergunta, piscando os olhos enquanto não respondia. Por fim, ele sorriu, se aproximando do corpo de Yuuji.

— Eu não tenho o luxo de explodir, fui feito para acompanhar o caos em silêncio. — seu rosto estava sereno e calmo, como se aquela verdade não o assustasse. Itadori se virou para ele também, sentindo o calor do corpo invadir o seu espaço pessoal.

— Você definitivamente não é silencioso. — o sorriso malicioso que adornou o rosto fino e bonito a sua frente levou um choque para o sistema nervoso de Itadori.

Megumi era perigoso, ele sabia fisgar qualquer um naquela névoa de tensão e Yuuji sempre caía como um patinho indefeso. Era frustrante, mas ele não conseguia evitar. Não quando se lembrava da sensação de quentura do corpo de Megumi contra o seu, os sons que ele fazia, a boca macia e sedosa.

— Se me pedirem com jeitinho, eu consigo ser. — os dedos compridos se aventuraram pelos ombros desnudos através da regata de Itadori, eles vagaram pelos músculos até se enganchar no pescoço. Yuuji não raciocinou ao levar as mãos para a cintura fina.

— Você planejou isso tudo de novo, não foi? — perguntou, não se esquecendo da última vez.

Megumi sorriu em sua direção como se tivesse sido pego, uma criança travessa sendo exposta aos pais.

— Não diga como se não gostasse. — ele puxou a nuca do garoto em sua direção, roçando os lábios juntos. Yuuji fixou os olhos na boca bem desenhada, se odiando por estar cedendo tão fácil. Megumi era uma perdição completa, mas ele estava ansioso para se perder novamente.

— Acho que vou me arrepender.

— Pense nisso depois, foque só em mim agora. — os lábios sedosos chuparam levemente os de Itadori, que não aguentou a tensão e empurrou o corpo com força para trás, chocando as costas de Megumi contra a parede próxima.

Fushiguro gemeu de dor com o choque, da mesma forma que sentiu os dedos grossos apertarem a sua cintura. Itadori o olhava como se fosse devorá-lo e ele implorava para que isso realmente fosse acontecer. Ele agarrou os cabelos rosas entre os dedos, puxando levemente apenas para ter o privilégio de ver os olhos vacilarem.

— Você é perigoso, Megumi. — os dentes se prenderam na carne do lábio inferior do moreno, puxando de leve até soltar — Perigosamente gostoso.

— E você gosta do perigo, Yuuji.

A distância curta entre os dois foi encerrada quando Itadori avançou sobre Fushiguro e capturou seus lábios num beijo desleixado e afoito. Fazia alguns meses que os dois tinham se visto pela primeira vez, mas Itadori admitia que havia sentido falta da sensação. A boca de Megumi era quente e macia, dançava sobre a sua com devoção enquanto a língua já estava pedindo passagem, impaciente para fazer qualquer cerimônia. Yuuji apertou mais os quadris, grudando seu corpo contra o do outro sentindo o suspiro contra sua boca. Os dedinhos curiosos atrás de sua cabeça faziam um carinho gostoso, o puxando contra o próprio rosto a fim de obter mais.

Megumi impulsionou o quadril para frente, se chocando contra o de Yuuji, que gemeu ao sentir a fricção dos membros. Megumi estava quente, seu corpo se arrepiando quando as mãos de Yuuji entraram por dentro de sua camisa, percorrendo a pele enquanto provava mais e mais dos lábios convidativos. Ele começava a suspirar ao sentir os quadris se esfregarem, se perdendo com a sensação da língua de Itadori percorrendo contra a sua, o beijo produzindo estalos de tão voraz que estava. Com coragem e atrevimento, Yuuji desceu a mão direita até o volume que se formava em Megumi, apertando os dedos de forma leve apenas para fazer o garoto se afastar de sua boca e gemer. Itadori puxou o rosto pelo queixo, juntando os lábios de novo enquanto os dedos se aventuraram para baixo, desabotoando o botão da calça e abrindo o zíper para logo depois agarrar o pau semi ereto.

Fushiguro derreteu ao sentir a mão grande envolver seu comprimento, fazendo movimentos desajeitados de vai e vem dentro da peça de roupa apertada. Ele apertou com mais força os cabelos de Yuuji, se perdendo em meio ao beijo ao sentir a masturbação lenta e gostosa. As mãos de Itadori eram boas, faziam a pressão certa, traziam um calor maior do que ele já estava sentindo. Ele mordeu com força os lábios do outro ao sentir o polegar rodear sua glande, um gemido um pouco mais alto saindo com o estímulo. Itadori aumentou o ritmo da forma que podia, sentindo o membro crescer contra a sua palma, querendo muito levar Megumi para um dos quartos no segundo andar, mas segurando o seu ímpeto. Ao invés disso, ele deslizou os lábios para o pescoço de Megumi, beijando e mordendo a carne macia enquanto sua mão trabalhava agilmente.

— Se você vai começar a gemer, quero que faça isso pertinho do meu ouvido. — um chupão foi deixado bem abaixo da orelha de Megumi, que puxou os cabelos que ainda segurava e gemeu.

— Yuuji…

— Isso, eu só quero o meu nome saindo desses lábios bonitos. — ele apertou de leve o membro entre os dedos, sentindo Megumi convulsionar um gemido.

Itadori moveu a mão mais rápido, ouvindo os suspiros e gemidos bem rente a orelha, enviando arrepios pelo seu corpo e apertando as calças com o volume que também crescia em si. Ele estava quente e molhado, os dedos escorregando facilmente pela extensão. Megumi vazava contra os seus dedos e ele nem estava tocando-o da forma que ele desejava. 

— Porra… — o garoto xingou, os dedos se remexendo em desespero por não saber o que fazer — Foda-se Yuuji, vem comigo.

Megumi empurrou o seu corpo para longe, obrigando Yuuji a afastar as mãos de seu corpo. Ele fechou as calças de forma desajeitada e segurou a destra do garoto com a sua e o puxou para fora dali, adentrando o espaço grande e lotado, cheio de música e corpos suados. Itadori só nesse momento lembrou que eles estavam fazendo coisas num espaço público, com a possibilidade de qualquer pessoa ver, com muita clareza, todos os seus movimentos. Isso enrubesceu suas bochechas um pouco, mas ele não teve tempo para sentir vergonha pois Megumi o puxava entre a multidão até atravessarem alguns corredores atrás do palco onde meninas nuas dançavam.

A música foi levemente abafada, o volume de pessoas diminuiu e Itadori se viu sendo arrastado para algum cômodo, que ele só foi perceber que era um banheiro desativado quando seus olhos se acostumaram com a luz precária que iluminava o ambiente. Ele não teve tempo de raciocinar, logo Megumi estava se lançando sobre si, beijando seus lábios e o empurrando até encostar na bancada da pia suja e antiga. 

— É a segunda vez que você me arrasta para um cômodo suspeito. — Megumi sorriu contra o beijo, deslizando as mãos por todo o corpo de Yuuji, querendo mais daquele homem.

— E é a segunda vez que você se deixa ser arrastado.

Itadori também sorriu, porque era verdade. Aquele garoto era perigoso, ele sabia disso. Ele não era só um descendente da família Ze’in, ele também era próximo de Ryomen Sukuna e conseguia manipular qualquer um que ele quisesse. Yuuji estava brincando com fogo, mas ele queria pagar para ver. Se Yuuji tivesse que se queimar, ele queimaria, desde que fosse nas mãos de Megumi. 

— Mas dessa vez, não vou deixar você fazer o que quiser. — ele respondeu, prendeu os fios escuros entre seus dedos e guiou a cabeça do garoto para baixo, mostrando o que ele queria.

— Eu sempre consigo fazer o que eu quiser.

Foi só isso que ele respondeu, antes de colar os lábios no pescoço de Yuuji e ir descendo os beijos, enquanto as mãos passavam pelos braços, peito e quadril (infelizmente) ainda cobertos pelo tecido da regata. Megumi primeiro retirou o coldre onde estava a arma e o deixou em cima da pia para, então, se ajoelhar no chão sujo, se apressando em desabotoar a bermuda que já evidenciava (e muito) o volume bem marcado. Ele abaixou o tecido até os tornozelos de Itadori, vislumbrando com mais atenção as coxas bonitas e bem trabalhadas. 

Megumi levantou a barra da camisa, distribuindo beijos pela barriga de Itadori, mordendo a carne de leve enquanto passava com os lábios por ali. Ele foi descendo e descendo, beijando tudo que conseguia encostar. Itadori tinha um leve gosto de hidratante corporal e suor, o que, curiosamente, combinava muito com ele. Megumi saltou para as coxas, beijando a carne macia e bronzeada, passando a língua por ali bem longe do local onde Yuuji estava ansioso para sentir aquela quentura. Os olhos azuis escuros voltaram para cima, vendo os olhos castanhos observarem cada movimento seu, sem perder nenhum segundo. Ele sorriu enquanto lambia a carne, escorregando a língua para cima quase perto das bolas, mas desviou o caminho com uma mordida. Yuuji gemeu contrariado, estava farto daquele garoto brincar consigo todas as vezes, seus dedos grossos apertaram os fios negros forçando a cabeça do garoto para cima, o obrigando a encaixar o nariz contra a ereção.

— Aqui. — ele disse com a voz já ofegante e impaciente, Megumi sorriu e segurou seu quadril, se afastando só um pouco para esfregar a bochecha no pau coberto pela cueca.

— Não está muito impaciente? — Yuuji queria bater naquele garoto, mas ele pensou que, se fizesse isso, talvez Megumi iria gostar, então apenas encaixou seu polegar entre os lábios macios que foi envolto pela língua quente no mesmo instante.

— Você planejou essa porra toda, então coloca essa boquinha linda pra trabalhar antes que eu saia daqui e procure alguém mais disposto do que você. — Megumi soltou seu polegar com um sonoro plop logo levando aquela mesma língua para seu pau, lambendo a extensão dura através do tecido. Yuuji se concentrou para não forçar os quadris para frente.

— Você é bem mandão quando fica de pau duro, né? — os lábios se concentraram na cabeça que já vazava deixando uma pequena manchinha molhada na cueca.

— Eu estou apenas te tratando como a puta que você é. — Megumi enganchou os dedos no elástico da peça puxando-a para baixo finalmente dando o alívio que Yuuji tanto buscava. Ele logo envolveu o membro entre as mãos, deslizando de forma preguiçosa.

— Então eu espero que você foda a boca dessa puta como ele merece. — ele coloca a língua para fora, traçando da base até a ponta algumas vezes.

Megumi envolve a cabeça entre os lábios, sugando a ponta e soltando apenas para ouvir o gemido rouco que sai dos lábios bonitos de Yuuji. A boca se fecha ao redor de Itadori, descendo com os lábios bem devagar enquanto sua língua se esfrega no comprimento. Ele era grande, mas Fushiguro sabia como fazer aquilo com maestria. Ele só precisava ir com calma, relaxar a garganta e engolir tudo. Yuuji joga a cabeça para trás enquanto sente aquele calor em volta do seu pau, se perdendo nas sensações e nem notando que Megumi estava o engolindo inteiro. Somente quando sentiu a pontinha fria do nariz encostar logo abaixo de seu umbigo é que ele abaixou os olhos castanhos, tendo a visão privilegiada do moreno com a boca cheia e os olhos bem atentos para si. Yuuji gemeu e, inconscientemente, estocou levemente para frente. 

Megumi se afastou rápido para trás, tossindo pela invasão repentina e tão funda. Itadori sentiu o peito errar uma batida.

— Desculpa. — ele logo tratou de escorregar os dedos pelas bochechas do outro, fazendo um carinho reforçando o seu pedido — Sua boca é muito gostosa para resistir.

— Eu espero que essa seja sua única vez me pedindo desculpas hoje. — Yuuji riu, ele sempre tinha esse tom raivoso, não importa o que estivesse falando.

— Abre a boca. — ele foi prontamente atendido.

Megumi separou os lábios e logo tratou de colocar a língua para fora, observando Itadori segurar o próprio membro e direcioná-lo para a cavidade quentinha, batendo a cabeça algumas vezes na língua antes de contornar seus lábios. Ele sentiu o pau escorregar para dentro, abrindo mais a boca para abrigar tudo. Yuuji segurou os seus cabelos e logo começou a estocar de novo, dessa vez mais devagar a princípio, mas aumentando o ritmo conforme sentia que estava tudo bem. Megumi acompanhava o ritmo, apertando as bochechas conforme seu rosto se chocava contra o quadril de Yuuji.

O vai e vem era rápido e gostoso, os dedinhos finos de Fushiguro indo até as bolas de Itadori e massageando-as na mesma intensidade em que chupava, girando a língua quando chegava na ponta, sugando a cabeça para arrancar mais gemidos de Itadori e descendo novamente enquanto contornava as veias saltadas, ficando parado por alguns segundos para que o garoto pudesse estocar em sua boca e depois repetindo tudo de novo. Megumi era bom, ele era fodidamente bom e seus olhos encarando Yuuji com devoção mostravam que ele sabia disso. Aquele garoto queria acabar com qualquer gota de sanidade que ele tivesse e queria ver aquilo de camarote, sem perder nenhum frame.

— Caralho… — ele gemeu ao sentir Megumi ir fundo, a ponta tocando a garganta e vibrando com o gemido que o moreno soltou — Porra Megumi! Ah, você é tão gostoso.

As palavras soaram como um incentivo, enviando uma onda de calor e excitação por todo o corpo de Megumi, que gemeu de novo contra o pau do Yuuji e afastou a boca apenas o suficiente para o garoto investir contra si.

— Essa boquinha sua sabe mesmo fazer algo além de responder. — ele apertou o couro cabeludo preto, gemendo enquanto seu pau sumia dentro dos lábios vermelhos.

Megumi estava se sentindo quente. Itadori era um monumento olhando-o de cima daquela forma, os quadris se lançando contra sua boca, os dedos firmes segurando seus fios. Era quente, gostoso e seu corpo estava fervendo querendo mais. Talvez Itadori não fosse durar muito, suas coxas tremiam levemente conforme ele sugava a cabeça com força, descia a língua pela extensão, apertava as bolas entre os dedos. Com a mão livre, Fushiguro correu para desabotoar as próprias calças, desesperado por um toque, um alívio. Ele puxou o pau para fora, começando um vai e vem lento pelo comprimento conforme seus movimentos da boca aumentavam. Aquilo não passou despercebido por Yuuji, que logo tratou de dar um leve chute na mão do garoto para que ele parasse.

— Quando eu disser. — disse depois de ouvir o som de resmungo. Ele segurou mais firmemente na cabeça, jogando com mais força seus quadris — Continua mamando e eu penso em deixar você gozar.

Ah, ele com certeza iria se empenhar. Megumi levou as duas mãos para os quadris de Yuuji, apoiando seu peso enquanto ele rodeava a língua sentindo o garoto tremer contra a sua língua. O pau vazando contra a sua garganta, sua boca aberta para receber tudo que ele tinha para dar, a baba começando a escorrer pelo queixo. Megumi tinha a sensação de que ele poderia gozar só com a sensação do pau de Yuuji indo fundo na sua garganta, mas ele jamais admitiria que sentir a cabecinha roçar na sua língua fosse tão gostoso a esse ponto. Itadori gemeu seu nome, dizendo o quanto ele era bom, aumentando a velocidade dos quadris, os olhos azuis começando a ficar marejados com a força.

Megumi rodou sua língua e apertou as bochechas, ele viu as sobrancelhas do garoto se juntarem e os dentes morderem o lábio inferior. O moreno afastou seu rosto para trás para se concentrar na ponta, envolvendo com seus lábios enquanto Itadori levou a mão direita ao próprio pau para se masturbar.

— Eu vou gozar. — ele anunciou, como se não fosse óbvio. Megumi aumentou a velocidade, sugando a cabeça e esfregando a língua — Vai me deixar gozar na sua boca? Essa sua boquinha gostosa vai me engolir inteirinho de novo?

Megumi gemeu, seu rosto deslizando para frente levando o pau mais fundo, juntando os movimentos das mãos de Itadori que corriam rápido pela extensão. No mesmo instante o garoto rosado sentiu seu baixo-ventre fisgar e as pernas tremeram, seu orgasmo veio forte arrancando um gemido alto. Ele fechou os olhos com força, seus dedos ainda correndo pela extensão para aproveitar a sensação, a boca de Megumi ainda trabalhando. Quando sentiu suas pernas fraquejarem, ele soltou o pau enquanto ainda sentia Megumi o chupar, arrancando espasmos de seu corpo, capturando cada gotinha que ele tinha deixado para trás, passando a língua pelas veias e prolongando aquele momento. Fushiguro soltou o pau já amolecido, terminando de engolir o que havia ficado em sua boca e passou a mão pelo queixo, limpando os fluidos que escorreram. 

Os dedos de Itadori viajaram até o queixo do moreno, pegando seu rosto e o puxando para cima, em sua direção. Os lábios se encostaram num beijo gostoso e surpreendente. Uma parte de Megumi se sentiu esquisito, ele tinha acabado de pagar um boquete para Itadori e agora estava sendo beijado pelo mesmo, logo depois de ter engolido sua porra. Aquele garoto não parava de o surpreender, pegando seu cérebro traumatizado desprevenido, mas ele não iria reclamar. A boca de Yuuji estava quente deslizando sobre a sua, a língua não tinha vergonha em percorrer sua boca.

— Você tem alguma noção do quão gostoso é? — Itadori chupou a língua de Megumi, enquanto descia a mão e envolvia a ereção intocada e rígida no meio das pernas — Porra Megumi, você ainda vai me matar de tanto tesão.

O moreno gemeu ao sentir a mão subir e descer no seu comprimento de forma preguiçosa e lenta. Ele queria mais, queria ser destruído por aquele garoto, queria ser usado e rebaixado a níveis ridículos.

— Yuuji… — ele gemeu ao sentiu sua cabeça ser circulada pela palma áspera, se aproximando mais ainda do corpo quente.

— Você não vai durar nem mais um minuto, não é? Estava com tanta fome de pau que quase gozou só de sentir a porra descendo pela garganta. — sim, Megumi queria dizer porque era a verdade, mas ele ainda não havia perdido a cabeça, não daria esse gostinho para aquele novato.

Ao invés disso, Fushiguro sentiu seu corpo ser girado. Ele foi colocado com as costas apoiadas no peitoral de Itadori, a mão livre se enganchando no pescoço do moreno enquanto ele era colocado de frente para um espelho manchado e antigo, sua imagem quase não refletindo mais, porém ele ainda conseguia ver como estava. O pau vazando e pulsante contra a mão de Itadori que subia e descia, a respiração levemente ofegante, o rosto vermelho com as poucas lágrimas que desceram pelo boquete anterior, a boca vermelha e babada.

— Olhe como você está sexy, uma delícia, prontíssimo para mim. — os lábios de Yuuji se aventuraram por seu pescoço, distribuindo mordidas e chupões nem ligando para as possíveis marcas que ficariam — Certeza que esse seu buraquinho guloso deve estar desesperado também, não é?

Como se seu corpo respondesse às palavras do garoto, Megumi sentiu sua entrada se contrair por debaixo das roupas que ainda usava. Era tão patético ele se desmanchar daquela forma.

— Mas acho que vamos deixar para brincar com ele uma outra hora, você não vai durar muito tempo. — a mão aumentou a velocidade, subindo e descendo de forma rápida.

Megumi gemeu e levou os dedos para os cabelos rosas, puxando o rosto com mais força para seu pescoço, querendo descontar o prazer. Através do reflexo ele viu os olhos castanhos olharem atentamente para seu rosto contorcido, só esperando o momento certo em que ele se derramaria. 

— Goza pra mim Megumi, quero você gritando meu nome, implorando por mais, se derretendo na minha mão. Olha como você fica lindo. — seu rosto foi virado em direção ao próprio reflexo, sendo obrigado a encarar a própria imagem — Pronto para mim, feito sob medida. Vamos lá meu bem, me dê tudo que você tem, faça uma bagunça.

Era demais para o seu cérebro que já havia virado gelatina a muito tempo. O timbre rouco sussurrando sacanagens bem pertinho do seu ouvido fez Megumi contorcer o corpo e explodir em uma bagunça branca contra a mão de Yuuji, enquanto seu nome saía de forma alta e sonora dos lábios bonitos. Fushiguro tinha certeza que estava com a visão turva, mas ele não se importava, ele só queria saber da mão grande ainda deslizando sobre si, prolongando o prazer e a língua quente saboreando seu pescoço. 

— Eu fodi a boca dessa puta como ele merece? — foi o que Itadori perguntou, depois que os espasmos já haviam passado.

Megumi só entendeu a pergunta depois de raciocinar por cinco segundos, se soltando do corpo que ainda o segurava e olhando de forma emburrada para o sorriso cafajeste que adornava o rosto de Itadori.

— Não comece a se achar. — ele se aproximou da pia, abriu a torneira que funcionava porcamente e apenas passou uma água na boca para tirar o gosto amargo.

— Fica um pouco difícil com você gemendo meu nome tão manhoso. — ele revirou os olhos, cuspindo a água e se virando novamente para o garoto, ajeitando o pau flácido nas calças enquanto assistia a Itadori levantar a cueca boxer juntamente com a bermuda.

— É impressionante como você muda de personalidade só porque seu pau está de fora. — Yuuji sorriu, indo até a pia para lavar a mão com os resquícios de Megumi e pegar o coldre contendo sua arma.

— Não pense que eu sou o único que muda, eu vejo esse seu rostinho corado e suplicante toda vez que eu encosto em você. — ele segurou o queixo de Megumi entre seu polegar e indicador, balançando um pouquinho antes de receber um tapa para tirar a mão dali.

— Vai se fuder. — o moreno já ia se afastar, mas teve seu braço puxado indo de encontro a Itadori.

— Calma, que pressa é essa pra ir embora? — Megumi levantou uma sobrancelha.

— O que? Quer dormir de conchinha e receber cafuné? — o garoto olhou como se dissesse "quem sabe", mas Megumi bufou e o empurrou em vão, já que ele nem saiu do lugar — Não começa com essa viadagem.

— Para de ser esquentadinho, por cinco segundinhos só. Nem parece que eu acabei de gozar na sua boca. 

— Não sabia que você fazia o tipo romântico. — Megumi debochou, ele queria ir embora, não estava gostando dessa proximidade pós tesão.

— Romântico não, só estou tentando ser legal com você garoto. 

— Não me chame assim — Megumi rosnou, ainda preso nos braços quentes — E o que você quer, um agradecimento?

— Deixa de ser raivoso, vem cá.

Yuuji o puxou pelo queixo delicadamente e envolveu seus lábios juntos. Desde que haviam se visto pela primeira vez, Megumi sentiu aqueles lábios quentes e macios contra os seus, mas sempre em um ritmo afoito e desesperado, mas agora era diferente. Itadori acariciou sua boca com ternura e calma, sem a pressa pelo tesão ou desespero de serem pegos. Megumi sentiu seu corpo ser segurado de uma maneira incomum, o beijo quase delicado era lento e gostoso, deixando-o sentir cada pedacinho de Yuuji. O moreno não queria admitir, mas ele segurou o rosto do garoto porque não queria que aquilo acabasse, ele não queria que a volúpia e maciez de Itadori o deixassem. Ele queria o calor daquele corpo contra o seu, fosse em meio aos lençóis, fosse num abraço caloroso e desajeitado como estavam agora. Megumi queria Yuuji.

Mas, como tudo em sua vida, aquele momento se findou. Os lábios macios deixaram os seus com leves selinhos e um carinho na cintura, diferente dos toques brutos de poucos segundos atrás. Itadori o olhava satisfeito, com aquele sorrisinho cafajeste sempre presente. Megumi queria ficar olhando aquele rosto, se perdendo na imensidão castanha, mas ele tinha uma realidade para viver, então se afastou do garoto o empurrando pelo peito.

— Satisfeito?— e saiu, sem olhar para trás.

Fushiguro decidiu que ia esquecer que aquilo havia acontecido, aquele momento incomum e estranho. Eles estavam fudendo e era só isso, duas fodas casuais sob as circunstâncias mais anormais possíveis, ele não podia cair na bobeira de começar a pensar demais. Suas pernas o colocaram de volta ao salão grande onde a noite ainda fervia loucamente, passando pelas pessoas querendo chegar até os elevadores para ir ao terceiro andar, de onde não deveria ter saído. Megumi andava de cabeça baixa, se desviando dos bêbados e drogados, tentando focar em voltar para seu personagem até colidir com alguém.

— Desculpa. — ele ia passar direto, mas seus ouvidos reconheceram o timbre e os olhos azuis se voltaram para cima, encarando aqueles óculos pretos redondos ridículos — Fushiguro!

— Megumi. — ele corrigiu, colocando as mãos nos bolsos da calça se protegendo de qualquer abertura que ele pudesse, inconscientemente, dar. 

— Não vi você lá em cima. — os cabelos brancos do albino se aproximaram do moreno pálido, que recuou um passo bem discretamente.

— Veio conversar comigo ou com o Sukuna? — o homem riu, abaixando os óculos e expondo as íris dolorosamente azuis.

— Como sempre, muito perspicaz. Me diz, você viu o meu capataz por aí? — Megumi juntou as sobrancelhas.

— Desde quando eu virei cão de guarda dos seus homens? — novamente os dentes brancos e perfeitamente alinhados do homem esbelto apareceram, se aproximando mais de Megumi.

— Só achei que você pudesse tê-lo visto zanzando por aí. — Megumi não respondeu, apenas encarou de forma dura o homem à sua frente.

— Se cuidasse melhor do seu pessoal você não precisaria perguntar para um ninguém onde eles foram parar. — Gojo Satoru o observava com muita atenção por trás dos óculos — Se não tem mais nada a dizer, então…

Mas ele foi impedido de continuar seu caminho pelas mãos frias e calejadas de Gojo. Os olhos azuis escuros se voltaram para a figura, prendendo a respiração para que nenhuma emoção vazasse por seus poros.

— Eu continuo te dizendo a mesma coisa que sempre disse nos últimos oito anos. — eles se encararam friamente, nenhum sorriso adornando o rosto albino a sua frente, a determinação transbordando por trás dos cílios brancos — Sempre terá um lugar para você no Clã Gojo, você só precisa decidir.

Megumi afastou seu braço com força das mãos geladas, seu rosto retorcido em uma carranca enquanto ele voltava a se aproximar do homem.

— No dia em que você colocar uma bala na minha testa, você pode levar o meu corpo para aquele ferro velho que você chama de casa, até lá, se contente com o fruto da sua ignorância. — ele rosnou entre os dentes, apertando as unhas contra as palmas das mãos para não deixar a raiva que crescia dentro de si, borbulhar e explodir ali mesmo.

Ele encarou os olhos azuis, que tinham uma pitada de culpa, por poucos segundos, antes de se virar e ir em direção ao elevador que o levaria de volta para o terceiro andar.

Notes:

Vamos ter terceira parte? Talvez.
Como eu disse eu montei um mini universo na minha cabeça e talvez um dia eu finalize, mas não coloquem esperanças não, tá? Eu sou lenta que dói.
Enfim, comentem, deixem kudos, se inscrevão na série, vamo ajudar essa pobre aspirante a escritoraaaaaa :)