Chapter Text
Ele sabia o preço de pegar uma criança de rua e levar para casa. Dazai sabia disso, mas aquela criança era interessante demais para não rouba-la de Mori. O garoto a sua frente, com os olhos determinado a não desistir de lutar e ao mesmo tempo, tão vazios quanto os seus, braços abertos a frente de sua irmã mais nova. Cujo o propósito de tê-la trazido não estava exatamente claro para Dazai, mas ele concordou em traze-la, porquê ele sabe que o mais velho dos irmãos não viria sem ela.
Mori foi o primeiro a saber das ações da criança que andava pelas favelas de Suribachi, olhos vazios, o coração frio sem hesitar em atacar, mutilar e matar alguém que tentasse machucar seus amigos. Esses mesmo que foram mortos por mercenários envolvidos com a Máfia do Porto.
Há poucos meses, Mori resmungou algo sobre “procurar aquela criança”. Dazai foi esperto e investigou o que poderia trazer tando interesse ao chefe de uma organização criminosa em primeiro lugar. Claro, era uma criança, Mori gostava de crianças, o que era suspeito , mas também significava que havia algo de especial sobre o garoto. Akutagawa, o cachorro sem coração, como era chamado, tinha uma Habilidade forte, embora não muito desenvolvida. Suas ações o fizeram digno de ser possivelmente um membro da Máfia do Porto.
Dazai decidiu. Ele pegaria Akutagawa como seu aluno. Talvez, assim, houvesse mais na Máfia do que dias sem fim. E assim, inocentemente, ele apresentou uma ideia sobre o garoto. Como Executivo, ele poderia escolher alguém para treinar diretamente. Mori pareceu surpreso, mas não negou, na verdade, se propôs a sorrir. Aquele sorriso misterioso e divertido. Mori concordou com a ideia e lhe deu as informações que tinha.
Tão poucas? Dazai jurava que haviam mais.
***
– Você os matou? Por quê?
O garoto a sua frente perguntou friamente, olhos arregalados e vazios em um espiral que parecia tão vermelho, a voz distante e rouca. A mão estava no peito pela falta de ar da correria, a postura curvada e cansada, as roupas eram velhas e desgastadas em cinza encardido. A pele suja de poeira pela falta de banhos adequados, os cabelos caindo em cachos oleosos, com nós do vento até ali. O pé direito estava pintado levemente de vermelho e de lama, sangue que ainda saia de alguma ferida.
Dazai o olhou bem de cima a baixo, sério, mas com um sorriso. Ele não queria tentar parecer uma boa pessoa, nem mesmo mentir ou iludir. Ele não queria fingir ser o que não era.
– Um presente. Eu acabei de me tornar um Executivo da Máfia do Porto e tenho direito de escolher um subordinado direto para ser meu aluno. Eu escolhi você. O que me diz?
Os olhos cinzentos se abriram um pouco mais e seus lábios se entreabriram. Ele deveria estar ponderando.
– E se eu não quiser?
Dazai estreitou levemente o olho esquerdo descoberto, sem deixar de sorrir.
– Não vou impedi-lo, até lhe darei dinheiro suficiente para viver bem por muito tempo. – Dazai fechou os olhos, ficando de pé para caminhar em direção ao garoto a sua frente. – Mas se aceitar vir comigo, eu vou fazer você passar pelo inferno, mas você vai se tornar forte. – Ele parou na frente o mais novo e esticou a mão, ignorando o sangue em seus sapatos. – O que vai ser, Akutagawa-kun?
Akutagawa olhou para o lado, depois para os corpos pelo que pareciam ser uma eternidade. Dazai não gostava de esperar, mesmo que fizesse os outros esperar por ele.
– Eu tenho uma irmã mais nova. Posso leva-la? – Akutagawa perguntou, olhando diretamente em seus olhos.
Dazai sorriu, vazio. As chances de Akutagawa deixar a irmã para trás eram baixas e havia o risco dele não ir junto se dissesse não. Dazai achou que Akutagawa fosse alguém desesperado por poder e ele era, seus olhos gritavam isso, o ódio pelo mundo, por outro lado, ele não calculou bem a possibilidade de outra prioridade.
Um vínculo. Dentro da Máfia do Porto? Isso não era bom.
– Claro.
Akutagawa olhou para baixo, depois para ele.
– Eu vou.
– Ótimo. – Dazai sorriu feliz, mexendo os braços, tirou o casaco negro dos ombros e envolveu ao redor dos ombros menores de Akutagawa. – Toda vez que um membro da Máfia do Porto escolhe um aluno, ele deve dar a ele algo seu, como um presente de entrada. Este é o meu.
– Estou sujo – ele murmurou baixinho, quase parecia envergonhado.
– Não tem problema. – Dazai deu um tapinha leve em seu ombro direito, o incentivando a andar. – Vamos. Vamos encontrar sua irmã e ir para casa.
Akutagawa concordou, porém parou.
– Eu não sei seu nome.
– Meu nome é Dazai. Dazai Osamu.
– Akutagawa... Ryuunosuke... – murmurou voltando a caminhar.
Dazai deixou que Akutagawa fosse na frente, guiando o caminho até sua irmã. Ele ainda mancava, segurando o sobretudo sobre os ombros entre os dedos com firmeza, sem não hesitava ou diminuía o ritmo.
Após uns alguns poucos minutos de caminhada, eles estavam em um galpão enorme, silencioso e sombrio, quase caia aos pedaços. A porta estava aberta e Akutagawa entrou sem hesitar olhando redor. Não demorou para que uma garota menor que Akutagawa corresse em sua direção e abraça-lo com força.
– Fiquei com medo de que não fosse voltar... – ela murmurou. Akutagawa levou uma mão a sua cabeça e a outra as suas costas.
– Estou aqui agora. – Ele diz de volta.
“Que doce.” Dazai pensou e achou que fosse vomitar ao ver a fraternidade dos dois voando em balões azuis no ar. Para ele, que não recebeu esse tipo de afeto, não entendia o significado. Parecia tão superficial. Mas Dazai invejava, porquê ele queria ter esse laço mais do que qualquer coisa para poder se sentir humano.
– Quem é esse? – a garota perguntou lançando um olhar desconfiado e preocupado a Dazai que sorriu inocentemente em resposta.
– Este é... Dazai-san. Nós vamos com ele. – Akutagawa a segurou pelos ombros, olhando em seus olhos para explicar.
– Ir? Pra onde?
– Dazai-san é um executivo da Máfia do Porto. Ele me escolheu para ser seu aluno. Eu aceitei. Nós vamos ter um lugar para viver a partir de agora. – Akutagawa explicou calmamente para surpresa de Gin que não parecia feliz com a escolha. Ela lançou outro olhar estranho e desconfortável para Dazai antes de abraçar seu irmão.
– Se nii-san vai, eu também vou.
– Nunca planejei deixar você para trás.
– Não! – Os olhos dela queimavam como aço, determinação que a lembravam de seu irmão, mesmo que os olhos dela fossem mais vivos e esperançosos. – Eu também vou me juntar a Máfia do Porto!
– Não! Não vou permitir que você –
Dazai bateu palmas.
– Ok, por quê não vamos logo e falamos disso depois? Sabe, está tarde e eu gostaria de me abrigar logo, parece que vai chover! – ele apontou para o céu, onde nuvens grossas e cinzentas estavam se formando, se amontoando cada vez mais.
A caminhada até o carro seguiu o ritmo de Dazai. Eles chegaram até lá muito mais rápido considerando a falta de consideração de Dazai pelos ferimentos dos irmãos, mesmo tendo notado Akutagawa respirando com dificuldades, apoiado em sua irmã para se apoiar.
Observando, Dazai fez uma nota mental para separar os dois o máximo possível. Dependência de fraternidade não era algo bom dentro da organização, poderia ser algo usado contra eles e poderia fazer Akutagawa se voltar contra ele por Gin.
Encostado contra o carro negro, um cigarro entre os lábios e os braços cruzados enquanto o chapéu, ridículo, cobria sua visão, estava a pessoa que matava a moda. “Por que alguém usaria duas jaquetas?”
– Chuuya. – Dazai acenou para o ruivo. Chuuya ergueu o rosto, olhando para o parceiro, desviando até parar diretamente nas crianças. Franzido a testa, ele questionando Dazai com o olhar.
– Você não é bom com crianças. – Chuuya disse, sem se importar se os irmãos iriam ouvir. Ele fez uma careta. – Porra, você não sabe cuidar de si mesmo.
– Eu conto com você pra isso. – Dazai sorriu inocentemente para irritação de Chuuya. – Você é o motorista hoje, apenas obedeça e nos leve de volta.
– Pra onde? – Chuuya revirou os olhos com desdém para a ordem. Dazai era insuportável em dias normais, desde que virou executivo ficou mais ainda. Ele gostava de ordens ridículos que Chuuya ignorava em maioria por quê ele não vai andar de quatro atrás de Dazai. Nem morto.
– Eu digo no caminho. Você dois. Entrem. – Dazai abriu a porta de trás do carro, dando passagem aos dois. Akutagawa estava desconfiado, entrou primeiro seguido pela irmã. E Dazai sentou no banco do passageiro ao lado de Chuuya.
Foi um caminho silencioso, Dazai olhando pelo espelho retrovisor do seu lado e Chuuya olhando vez ou outra para trás pelo espelho da frente para ver os irmãos, ocasionalmente seus olhos se encontrando com os de Akutagawa.
“Uah, esse garoto me parece má notícia.” Foi o que Chuuya pensou.
– Eu sou Nakahara Chuuya. E vocês? – Chuuya perguntou alto o bastante para fazer os dois no banco de trás darem atenção a ele.
– Akutagawa. – O garoto disse. – Ryuunosuke e –
– Gin. – A própria respondeu segurando o braço do irmão.
O silêncio voltou logo depois, Akutagawa não estava interessado em manter nenhuma conversa com eles e estava o tempo todo olhando pela janela, provavelmente aprendendo o caminho. Ele estava desconfiado, era normal considerando suas condições. Chuuya acreditava que deveria ser muito pior do que a sua quando vivia com as Ovelhas.
– Chegamos. – Chuuya disse estacionando o carro.
Bem, eles vão ter que descobrir a partir daí.
* Quem será o dono dessa cidade hoje a noite? *
Após buscarem os irmãos meia hora atrás, Chuuya saiu para conseguir comida as dez da noite, por quê “Dazai idiota comprou um apartamento e esqueceu de conseguir coisas para à necessidade básica humana”. Chuuya ainda não voltou.
Durante esse tempo, talvez Dazai não devesse ter intimidado Gin ou se aproximado demais a ponto de colocar o braço na parede apenas por acabar divertido ver Akutagawa lhe ameaçar com os olhos só por estar perto demais de sua irmã. Ele não deveria. Aconteceu. Em sua defesa, os dois precisavam de um banho.
Dazai não é ingênuo, ele pode imaginar os horrores que os irmãos deveriam ter visto em Suribachi. Ele não sente simpatia por eles no entanto, mas ele deveria ter usado as palavras. Suas ações podem ter parecido suspeitas no mínimo e com o quão desconfiado Akutagawa já está, não ajudou muito.
– Gin-chan já foi. Por quê você não vai? – Dazai insistiu um pouco irritado.
– Não vou deixar Gin sozinha com você. – Foi a sua resposta. Dazai fechou os olhos e respirou fundo.
– Não tenho interesse em pirralhas. Agora, entre.
– Não. – Akutagawa sabe bem o que acontece em banheiros. Ele ficou do lado de fora enquanto Gin tomava banho até o fim, em um jogo de olhares com Dazai que estava totalmente entediados.
Ele não quer entrar. Se entrar, Rashoumon não funcionará e ele ficará indefeso. Não só ele, mais Gin também. Akutagawa não confia em Dazai, por isso não pode arriscar coloca-la em risco, principalmente por suas decisões.
– Não estou tentando fazer nada com nenhum de vocês. – Dazai falou de repente para a surpresa de Akutagawa. – Eu não li sua mente, eu apenas supus. Te deixaria mais relaxado se eu te ajudasse e não ficasse sozinho com Gin-chan? Não, espere, isso não melhorou muito. Eu quero dizer que você tem machucados aí –
– Tudo bem.
– Nii-san!
– Oh? – Dazai piscou levianamente e concordou. – Ótimo. Eu preciso tratar seu pé também. E Chuuya vai vir com comida e outras coisas, então sugiro que Gin-chan fique no seu quarto até terminamos, ok?
– Mas, nii-san – Gin protestou, não era justo que seu irmão ficasse sozinho, ainda mais quando não podia usar Rashoumon sem suas roupas.
Ryuu: Vou ficar bem. Vá.
Gin hesitou ao ver os sinais secretos que só ela e seu irmão conheciam. Fechando os olhos com força, correu para o seu quarto, batendo a porta com força e trancando. Dazai jurou ter ouvido o barulho de algo sendo arrastado pelo chão.
“Quão paranoicos são esses dois?” Dazai olhou para Akutagawa.
No banheiro, Akutagawa estava hesitando em tirar a roupa, mesmo com Dazai de costas. Dazai pensou em encher a banheira e dizer para que ele se lavasse sozinho, mas Akutagawa precisava ser bem esfregado para tirar toda a sujeira, trabalho que Gin pareceu empenhada em fazer consigo mesma pelos benditos trinta minutos que gastou se lavando para ficar com um cheiro tão adorável e forte.
Dazai deixou que Akutagawa sentasse no banquinho enquanto sentava atrás dele, arregaçando as mangas da blusa e não olhando para nada em específico nele, embora fosse visível toda a tensão e receio de estar a sós com ele daquele jeito.
Akutagawa exclamou quando água foi derramada sua cabeça, se encolhendo em segunda. Foi fofo, ele pareceu até um garoto de treze anos normal.
– Eu vou lavar suas costas e cabelo, o resto você fará sozinho. – Dazai avisou, recebendo silêncio em resposta.
Como dito, ele limpou o máximo possível Akutagawa para que parecesse apresentável. Limpo para ser mais preciso. Ele continuou lavando a cabeça dele e tirando ocasionalmente os cabelos do rosto. Akutagawa estava em silêncio o tempo todo, tentando parecer que não existia ali, encarando nenhum ponto em específico.
Akutagawa esfregou os braços e pernas e outros locais enquanto Dazai saia para pegar a toalha esquecida, deixando-o sozinho para terminar de tirar o sabão. A pele e os cabelos pareciam macios agora que estavam limpos.
Dazai entregou uma toalha a ele e a outra levou a cabeça para tirar o excesso de água que ainda escorriam por seu rosto sem expressão. A toalha que Akutagawa deveria enrolar no corpo, estava mal colocada no quadril e braços, quase caindo. E Dazai... Pela primeira vez ele olhou para o corpo do menor.
Magro e pálido. Com cicatrizes que estavam por todos os cantos. Ele não pode deixar de reparar, gravando em sua mente a maneira como Akutagawa tinha a cabeça baixa, como se estivesse envergonhado de si mesmo, como se os fios caindo em seus olhos fossem protege-lo da visão de Dazai.
Dazai não precisava ver como estavam seus olhos para saber como estavam. Ele entendia bem disso. Suas bandagens estavam úmidas.
– Você quer cobrir? – ele perguntou baixo, compressivo.
Akutagawa olhou para ele pela primeira vez desde que eles entraram no banheiro, tentando parecer animado, mesmo que sua angustia fosse óbvia.
– Estou bem.
– Ok. Aqui, vista-se. – Dazai empurrou uma muda de roupas em seus braços. Uma calça preta e uma blusa branca de mangas compridas. Dazai suspirou. – Você precisa abotoar a blusa. – Dazai pegou o trabalho para si mesmo, fechando botão por botão. – Enxugue seu cabelo direito, ou vai tossir mais.
– Saúde... ruim. Normal...
– Vejo. Vou falar com um médico depois. Vamos. – Dazai sentia suas próprias roupas um pouco úmidas, principalmente as bandagens que cobriam seus braços, ele precisaria trocar.
Do lado de fora, Chuuya estava esperando por eles, braços cruzados e contra a parede. Era uma pose normal para ele? Dazai revirou os olhos e seguiu o ruivo pelo corredor, notando que a porta do quarto de Gin estava aberta e não havia nenhum sinal dela.
Vendo o olhar urgente de Akutagawa, Chuuya apontou para a cozinha.
– Jantar.
Akutagawa correu na frente para encontrar com sua irmã, deixando os dois para trás. Chuuya parou no caminho, virando para Dazai.
– Você têm certeza disso, Dazai? – ele perguntou seriamente.
Não. Ele não tem.
– Sim. – ele mentiu. – O quê? Chuuya está preocupado comigo? – ele zombou ouvindo um grunhido.
– Não, tenho medo que envenene as crianças.
– Akutagawa já têm treze anos!
– Ele é pequeno como uma criança!
– Ora, Chuuya também! Então Chuuya está admitindo que é pequeno igual a uma criança? – Dazai brincou sabendo que isso irritaria Chuuya e funcionou bem. – Além disso, Akutagawa-kun é um adolescente. Gin-chan é a criança aqui. Tomou uma decisão precipitada baseada no seu apego com Akutagawa-kun, achando que ir com ele vai fazer com eles se protejam, embora isso só servirá para atrapalhar.
– Dazai. – Chuuya chamou, ficando com a postura ereta. – É um aviso. Os dois não vão se afastar apenas por que você considera uma ligação um problema. Na verdade, se você tentar, será um problema para você.
Dazai olhou desconfiado para Chuuya, ele não gosta quando recebe sermão infundado dele, como se ele entendesse melhor sobre ser humano. Eles estão no mesmo barco e mesmo assim, Chuuya consegue se dar melhor com as pessoas do que ele. O tipo de carisma que os dois possuem é diferente. Onde Chuuya consegue um amigo ou um colega, ele consegue um tolo, uma pessoa que o beneficia e espera se beneficiar em troca.
As pessoas os temem e respeitão. Mas o respeito e medo que sentem por Chuuya é diferente do que sentem por Dazai. Por quê Chuuya tem um orgulho forte e uma ética própria a seguir, enquanto Dazai é cruel e malicioso.
É injusto. Não é como se Dazai fosse mal. Ele é incompreendido. É justo que os mais fracos sejam usados. É justo que ele precise ser imponente na frente dos outros, as pessoas precisam ter medo dele para respeita-lo. Se as pessoas entendessem o mínimo de sua personalidade do que realmente era, se por acaso vissem fraqueza, eles não o temeriam. E isso é injusto, por quê Chuuya derrama reclamações por todos os lados e ri junto dos outros por aí, enquanto Dazai precisa fingir um sorriso.
Dazai Osamu é o prodígio da Máfia do Porto. O mais novo a conseguir um posto de Executivo. Ele é perfeito. Tão perfeito que é inalcançável para a maioria das pessoas. Mas ninguém entende. Ninguém.
– Não pedi seu conselho, Chuuya. – Dazai avisou de volta.
Chuuya não pareceu ofendido, na verdade, apenas deu de ombros e passou por ele, como se nada tivesse acontecido. Era algo que Dazai odiava nele, como Chuuya conseguia parecer irritado com ele uma hora e na outra, parecia ter pena.
É definitivo, Dazai odeia Nakahara Chuuya e está decidido a não permitir que ele influencie Akutagawa em nada.
