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Little One

Summary:

A rainha captura Emma mas acaba cativada pela garotinha adorável que encontra.

 

*Emma baby girl
*Regina mommy

Notes:

A intenção era escrever um capítulo de I Don’t Remember You, juro!
Mas uma crise de enxaqueca me pegou desde ontem. Sem dor no momento mas ainda me sinto mal, talvez até pelos remédios. Então se há erros...relevem, não tô muito em condições de revisar hahaha.

Então resolvi postar isso que já estava escrito. Só pra vcs não ficarem com muita saudade de mim 😌

 

Leia as tags e avisos. E se não for pra você, por favor vá embora!

Work Text:

Emma olhou ao redor. Coração disparado, as mãos suadas e frias. Seu estômago parecia fazer uma reviravolta. Seus olhos estavam como pratos.
Sentiu as lágrimas pinicarem nos olhos.

Fitando o quarto vazio e amplo, realmente não entendeu porque se sentiu assim. Estava sendo forte por tanto tempo, tantos anos.

Mas quem poderia culpá-la?! Emma não soube da existência de magia por quase toda a sua vida até ali. Ela se sentiu desprezada por seus pais por todo esse tempo também e mesmo quando os reencontrou sentiu que nunca seriam uma família de verdade.

Agora que tinha um irmão também sentia que havia sido substituída. Como aconteceu com uma de suas mães adotivas. Nunca haveria espaço para ela. Não de verdade. Ela perdeu isso. Perdeu o conforto e o carinho. Momentos íntimos e bobos como correr para o colo de sua mãe quando precisasse de proteção e cuidado.

Mesmo assim tinha algo pra chamar de família agora e então caiu num portal do tempo, sem que ninguém visse. Ninguém sequer procuraria por ela, ok, Henry sim o faria. E talvez Regina. Por influência do garoto é claro. Não queria se permitir ter esperança alguma de que Regina sentiria sua falta em algum momento.

Tudo bem, Hook foi junto, mas ninguém sabia onde eles estavam e agora ela nem sabia onde seu amigo estava também.

Foi capturada pelos guardas da rainha. Por que estava em seus aposentos ao invés de alguma prisão, não fazia a menor ideia. E nem onde estava a dona daquele quarto.

Ainda não tinha visto a rainha mas estava intimidada com o simples pensamento e também com o ambiente. Ela podia ver Regina ali em cada detalhe. Até mesmo o cheiro. Isso ajudou a agitar seu coração.

Estava tentando ser forte e super adulta agora mas era difícil. Regina sempre teve um efeito estranho sobre ela.

Um misto de querer correr para seus braços porque poderia jurar que ela seria a Mommy perfeita. E querer correr dela porque tinha aquela aparência severa de quem não tolerava erros e malcriação.

Teve que aprender a se controlar e enfrentar a morena mesmo quando sentia que não poderia. Que não deveria.
Era como se tivesse fazendo algo tão errado e quando Emma descobriu que ela era uma rainha então apenas se apegou a isso e disse a si mesma que era apenas por toda a autoridade de Regina como prefeita e como rainha.
Não porque cada célula de seu corpo lhe dizia que devia ser uma boa menina para impressionar a mommy que podia enxergar em Regina.

 

Ela apoiou as costas na parede. A cada minuto a ansiedade aumentava. Estava completamente sozinha. Se estivesse bem estaria certamente vasculhando o quarto em busca de uma saída. Naquele momento, no entanto, mal se lembrava como respirar.

Parecia tão pequena com as bochechas rosadas cobertas pelas lagrimas. Os grandes olhos vermelhos e brilhantes com tanto medo refletido. Apenas uma menina perdida.

Deslizou até o chão em soluços. Abraçou as próprias pernas e escondeu parte do rosto nos joelhos. Seus grandes olhos ainda podiam ser vistos fitando tudo ao redor.

Sentia o coração trovejar contra o peito e ficou assim por um tempo que não soube definir. Até que as grandes portas se abriram e ela viu a rainha adentrar.

A mulher parecia séria e esnobe no início.

As portas se fecharam atrás de si quando ela passou.
Arqueou uma sobrancelha e olhou ao redor. A menina estava tão encolhida no cantinho que Regina quase não notou.

Mas quando o fez seus olhos se suavizaram imediatamente.

Engoliu em seco. A boca entreaberta enquanto encarava os olhos verdes que lhe fitavam com um misto de medo e angústia.

A rainha ofegou visivelmente com a profundidade do olhar da garota. Ela viu isso uma vez.

Em Daniel.

Esse lado dele que ninguém conhecia. Que teve dificuldade de mostrar, até para ela. E depois que ele se foi Regina pensou que nunca teria isso de novo. Que nunca ninguém se mostraria tão frágil, vulnerável e necessitado.

Emma viu o semblante da rainha mudar. Era quase como ver simplesmente Regina. Por baixo da maquiagem pesada e das roupas medievais, é claro. Mas ainda era aquele olhar suave e amoroso que ela deu apenas para Henry em muitas ocasiões e que fazia Emma se irritar consigo mesma por invejar seu filho.

 

- Hey. – a voz da morena saiu num sussurro e ela se aproximou. Seu coração transbordando de uma emoção a tanto tempo deixada para trás. Só por olhar aquela garota que claramente precisava dela. A rainha achou que ninguém mais precisaria, não daquele jeito.

 

Aproximou-se da menina assustada.

- Qual seu nome, pequena? – perguntou com um sorriso.

- Leia. – a voz saiu baixa, falhada e tão infantil que a mais velha duvidou que ela própria havia percebido. Mas foi o mais seguro que conseguiu.

Regina se sentiu mal por intimidá-la.
Geralmente adorava que todos estivessem com medo dela mas com Emma foi diferente.

O glamour encobriu a verdadeira aparência de Swan mas não fez nada para mudar o quão expressivo seus olhos se pareciam.

Regina se ajoelhou ao seu lado e a menina ofegou nunca imaginando que veria a rainha de joelhos. Seu olhar era tão carinhoso e acolhedor. Ela só queria se jogar em seus braços.

Regina levantou a mão e colocou uma mecha de cabelo loiro atrás da orelha com um sorriso terno.

- Olá, Leia. – sua voz era baixa e calma. O tom que usou fez Emma se sentir ainda mais pequena e então ela começou a realmente tremer e chorar mais audivelmente. – Está tudo bem, querida. - a morena falou com um olhar preocupado enquanto abandonava qualquer cautela e se aproximava.

Ela segurou a menina contra o peito e murmurou um feitiço que a deixou mais leve. Então sem esforço ela agarrou o corpo suave e a puxou para seu colo.

- Não vou machucar você. – falou numa voz branda e Emma se agarrou a ela.

Regina levantou-se e levou-a para sua cama, deitou a cabecinha loira em seu peito mas Emma não parou de chorar.

O medo foi embora. O motivo do choro agora era outro. Estava triste porque Regina a fez sentir tão bem, com tão pouco. Mas teria que sair correndo dali para não mudar o futuro.
Mesmo se voltasse para casa não sabia como conseguiria encará-la agora que sabia como ela podia ser doce e carinhosa.

 

- Tudo bem, baby girl. – a rainha sussurrou mais uma vez mas a menina não parecia se acalmar.

 

Ela desfez o laço do espartilho na frente do peito e pacientemente se livrou daquela peça de roupa.

Ela não pensou duas vezes antes de colocar um de seus seios na boca da menina que arregalou os olhos e suspirou.

Olhou para Regina que simplesmente lhe sorriu.

Emma sugou ansiosamente e se surpreendeu quando um pequeno jato invadiu sua boca.

O líquido morno e levemente adocicado foi algo surpreendente. Regina não tinha filhos então como isso era possível?!

Então devia ser um feitiço. Mas a outra pareceu tão surpresa quanto ela.

- Você tem magia, pequena. – Regina disse. Uma constatação. Não uma pergunta.

Emma arregalou os olhos.
Ela fez isso? Ela fez isso em Regina. Com sua magia? A magia que ela nem sabia como usar?!

- Tudo bem. – a morena a tranquilizou. – Não estou brava. – falou acariciando os cabelos loiros.

 

Emma relaxou em seus braços se sentindo tão bem como nunca sentiu antes.

- Mommy. – Emma sussurrou sonolenta.
- Sim, baby. Mommy está aqui. – a rainha respondeu com o coração repleto de carinho.

 

Ela segurou a loira contra seu corpo enquanto a observava adormecer. Nem percebeu que algumas lágrimas escorreram por seu rosto.
A emoção de se sentir necessária. Desejada. O vínculo profundo que sentiu com aquela estranha.

Não queria mais do que parar o tempo para estar ali por horas.

 

Mas após alguns minutos precisou se retirar e o fez tomando cuidado para não acordar a menina adormecida.
__

 

Emma acordou um tempo depois com uma voz familiar lhe chamando. Ela se remexeu em seu sono antes de ficar totalmente desperta.

 

- Swan! – ouviu ao longe. O sorriso foi se desfazendo conforme acordava sem sentir o corpo quente de Regina moldado ao seu.

 

Abriu os olhos assustada e viu Hook.
Ofegou e ele segurou sua mão para tranquilizá-la.

- Sou só eu. Temos que ir. – ele falou sussurrando. – Vamos antes que ela volte.

Emma sentiu seu coração apertar. Queria tanto ficar. Mas não podia. Tinha que voltar para casa, então segurou a mão do pirata enquanto ele a puxava e ajudava a se levantar.

 

Saiu ainda atordoada e eles finalmente conseguiram voltar para casa.
__

A primeira cena que Emma viu quando entrou no Granny’s foi Regina sendo beijada por Robin.

Isso embrulhou seu estômago de uma forma que ela não suportou e saiu correndo para fora.

 

Henry, Regina e seus pais correram para checá-la.

 

- O que houve? – Regina perguntou visivelmente preocupada.
- Será que foi o feitiço? – Hook perguntou. - Rumple disse que poderia ter efeitos colaterais.
- Que feitiço? – Snow perguntou alarmada.

Então ele contou o que havia acontecido e como o glamour transformou Emma em Leia.

 

Regina estava lívida e Emma parecia prestes a chorar por ser exposta assim. O que a prefeita pensaria dela afinal?

 

A morena puxou Snow para o canto.

- Deixe-me falar com ela a sós, por favor.
- Por quê?
- Algo aconteceu com Emma nessa viagem. Ela encontrou a rainha.
- Você a machucou? – perguntou preocupada.
- Não, eu juro que não. Mas ela deve estar confusa agora. Por favor. Isso é só entre nós.

 

A princesa suspirou resignada.

 

- Tudo bem. Só me prometa que ela vai ficar bem.
- Eu prometo.

 

Então todos se dispersaram em seguida e apenas as duas ficaram ali. Regina olhava para Emma mas a loira não tinha coragem de olhar de volta.

 

- Emma. – chamou cautelosa.
- Não. – a voz saiu baixa, fraca e quebrada. Exatamente como Regina ainda se lembrava da menina que encontrou em seu castelo.

O coração cheio de esperança. Ela nunca pensou que encontraria aquela menina outra vez. E estava se odiando por nunca ter percebido que era Emma. Que esteve ali todo esse tempo.

 

- Emma, temos que conversar.
- Regina, não! – falou de forma mais feroz mas a voz trêmula delatou sua insegurança. – Eu não posso agora. Isso foi há anos pra você. Pra mim acabou de acontecer. Eu ainda estou com seu cheiro em mim. Eu ainda sinto o gosto... – ela ficou vermelha e não conseguiu terminar a frase. – Eu não posso ficar aqui e ver você com aquele... homem asqueroso. – falou enojada ao se lembrar do beijo. – Não posso mais.

Ela falou e saiu dali o mais rápido que pôde e Regina ficou tão surpresa que não teve reação a não ser ver a loira ir.

 

Ela sabia que seu relacionamento com Robin estava fadado ao fracasso desde o início. Mas se apegou a isso pelo desespero e medo de estar sozinha. Não o amava mas ele era melhor do que nada e quem ela realmente queria sempre foi Emma. Mas não achou que a loira a veria assim. Bom, mesmo agora tinha suas dúvidas, mas queria estar com Emma de uma forma ou de outra. Se como sua namorada ou apenas como mommy... isso pouco importava, mas queria alguma coisa. Queria cuidar da menina que agora sabia que existia em algum lugar da mulher forte e desafiadora que era a salvadora.

Então ela entrou e foi sincera com seu namorado sobre seus sentimentos e terminou tudo antes de sair para procurar Emma.

__

 

A xerife foi para casa e tomou um banho realmente demorado, chorando na banheira enquanto abraçava as próprias pernas até que a água se tornou fria e incômoda.

Esfregou seu corpo até a pele ficar vermelha. Como se tirar o cheiro da rainha de si fosse o suficiente para tirá-la também da mente e do coração.

Pensou em como lidaria com tudo. Só queria fugir. Porque sabia que não teria mais forças para ver Regina com Robin. Não depois do que houve.
__

 

A prefeita foi para o loft e tentou chamar por Emma e bater na porta por quase dez minutos.

Quando viu que a menina não ia atender então usou magia para abrir a porta. Não queria ser invasiva mas também não queria perder mais tempo.

 

Subiu as escadas e encontrou a porta do quarto de Emma entreaberta.

Ela viu a loira deitada de costas tão encolhida quanto possível, em posição fetal.

 

Tirou os saltos e entrou no quarto. Subiu na cama e a menina se assustou.

 

- Shhh, tudo bem, pequena, sou eu.
- Regina. – a menina falou e a morena percebeu que ela estava chorando antes mesmo de se virar.

A mulher sorriu docemente e a puxou para seus braços.

 

- O que você está fazendo? – a loira perguntou surpresa.

- Foi a muitos anos pra mim. Mas eu me lembro como se fosse ontem a sensação incrível de ter você nos meus braços. Ninguém nunca me fez sentir assim, Emma.

A menina a olhou surpresa.

- Assim como?
- Necessária, amada.
- Você não está horrorizada?

A morena franziu o cenho.
- Por que eu estaria?
- Porque é estranho. Porque eu sou estranha.
- Você é perfeita, Emma. Estou lutando para não transparecer meus sentimentos por você há anos.
- Sentimentos? Por mim? – perguntou incrédula.
- Sim, meu pequeno cisne. Eu te amo.
- E Robin? – perguntou em tom óbvio de ciúmes.
- Eu terminei com ele antes de vir pra cá. Por que é você que eu quero. E se não me quiser dessa forma eu entendo, mas, Emma, preciso disso mais que qualquer coisa. Preciso cuidar de você. Eu sei que você precisa de mim também. Desculpe por nunca ter notado.
- Eu quero você, Gina. – respondeu emocionada. – Eu quero você de todas as formas.
- Então eu serei sua, meu pequeno cisne. – declarou com um sorriso e beijou a garota que ofegou sentindo seu corpo parecer flutuar.

Quando Regina se afastou Emma ainda tinha os olhinhos fechados e um lindo sorriso no rosto.

A morena acariciou sua bochecha com o polegar.

- Você me quer mesmo?
- Eu quero, baby.
- Como... minha namorada? Ou mommy?
- Os dois. Se você me aceitar.
- É claro que eu aceito. Você é a porra do meu sonho desde a primeira vez que te vi.

 

A morena gargalhou.

- Nos vamos ter que conversar sobre essa boquinha suja em breve. Mas você também é meu sonho há tempos.
A menina enterrou o rosto no peito da mais velha e inspirou satisfeita.

- Você ainda cheira exatamente igual. É como maçãs.
- Bom, então ainda bem que você gosta. – falou acariciando seus cabelos.
- Eu amo, Mommy. Eu amo tudo em você. Eu amo você.
- Eu também te amo, baby girl.

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