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Minha Salvadora

Summary:

Regina lança a maldição das trevas, porém David falha em proteger sua filha fracassando em colocá-la no armário mágico. A rainha se apodera de Emma ciente de que aquele bebê é o único empecilho para seu triunfo eterno. No entanto ela se vê incapaz de ferir a pequena salvadora.

 

*Por favor leia as tags!
*O sexo só acontece entre adultos consentidos, ok? Não se preocupem hahah.

Notes:

Essa história foi publicada originalmente em 2018 em outras plataformas. Resolvi trazê-la ao AO3 também porque pensei que alguns de vocês talvez não conheçam.

Chapter Text

O sorriso não deixava o rosto da rainha, uma vez que ela já podia sentir o triunfo da maldição das trevas ao entrar no castelo de Snow e Charming.

Ele ainda tentou lutar e levar sua pequena Emma para um lugar seguro, mas fora derrotado pelos soldados .

Regina chegou a tempo de tomar a pequena criatura insignificante em seus braços, não deixando que tocasse o chão quando o príncipe caiu quase sem vida.

Sentiu-se vitoriosa ao saber que não seria detida, a única esperança de todo o patético reino se movimentando em seus braços, incapaz, indefesa. A morena olhou aquele minúsculo ser rosado que sequer abrira os olhos para ela, aquela criança frágil e linda ostentada como um troféu nos braços da agora solitária rainha. Regina precisava matá-la se quisesse seu final feliz. Mas algo dentro de si não permitiu que o fizesse.

A fumaça roxa então preencheu seus pulmões e tudo se apagou.

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Os lençóis de seda sob sua pele fizeram a morena querer se aconchegar mais na cama macia, mas sua mente ainda sonolenta se recordou dos recentes acontecimentos...

 

— A maldição.

 

Olhos avelã estavam imediatamente abertos e Regina, mais desperta do que nunca, sentou-se rapidamente na cama. Olhando ao seu redor sentiu o sorriso inevitavelmente crescer em seu rosto à visão de um quarto moderno e bem mobiliado. Não estava mais em seu castelo na floresta encantada. Ela vencera!

Levantou-se quase sem conter sua vontade de gritar de felicidade, olhou a estranha cidade pela janela e do alto de sua mansão ela podia ver os vermes amaldiçoados andando pela rua.

Tudo estava bom e perfeito até ela escutar um estridente choro vindo de algum lugar dentro da casa. Só então ela lembrou que não havia se livrado da pequena salvadora.

Rapidamente saiu de seu quarto e encontrou o bebê que agora se contorcia em seu berço. Um lindo berço em um lindo quartinho feito especialmente para Emma.

Ao ficar com aquela criança, Regina inconscientemente havia mudado o rumo das coisas, obviamente agora havia espaço para a pequena em sua casa.

A mulher se aproximou do berço observando a menina parar de chorar e olhá-la, agora ela podia notar seus lindos olhinhos verdes ainda lacrimejantes e essa imagem encheu o coração da perversa rainha má de ternura maternal.

Um sorriso ainda maior que o de vitória surgiu quando Regina alçou Emma em seus braços ainda envolta naquele cobertor com seu nome bordado.

 

— Emma. – a rainha leu o nome que ainda não conhecia. – Eu deveria me livrar de você mas sei por experiência própria que o mal não nasce conosco. Se eu criá-la não será como sua horrível mãe. E além de tudo terei tomado o bem mais precioso de Snow.

 

Sim, realmente a morena se esforçava para acreditar em suas próprias palavras, apesar de em seu negro coração estar se formando um pequeno ponto de luz, ela negaria que estava com aquela criança porque sentia-se estranhamente ligada a ela para feri-la ou causar-lhe algum mal.

Regina logo providenciou alimento para o bebê que voltara a chorar após alguns minutos sendo ninada em seu colo. Estranhamente havia todo o necessário na casa para prover Emma. Era quase como se a rainha a quisesse tanto que em seu íntimo criou uma vida para as duas juntas.

Tomou seu desjejum e com sua pequena companheira se dirigiu a prefeitura. Seus olhos vagando por cada canto e o sorriso que se instalara em seu rosto. Cumprimentos vindos dos cidadãos que a rainha fizera questão de cortesmente responder, aquele era o inicio de seu final feliz e dessa vez não havia ninguém para impedi-la.

—----------

 

Apesar da maternidade estar surgindo de forma natural, Regina teve alguma dificuldade em cuidar da pequena menina de olhos verdes. Depois de um simples dia de trabalho ela sentiu que não conseguiria sozinha, precisava de alguém para ajudá-la com Emma. Afinal, trabalhando como prefeita ela não teria o dia todo livre e supôs que não poderia estar sempre com o bebê a tiracolo. Teria que pensar em uma solução mais tarde, no entanto, ao chegar em casa tudo que desejava era aproveitar sua nova realidade.

 

x

 

No meio da tarde reservou alguns minutos para ir até a escola ver Snow. Sentiu prazer ao ver sua enteada alheia ao destino de seu verdadeiro amor que agora estava em uma cama de hospital em sono profundo.

Ficou ainda mais contente quando lembrou que a pequena garota no banco de trás de seu carro era filha de sua inimiga.

x

 

Depois de fazer Emma dormir, Regina foi tomar um relaxante banho enquanto deixava os bons pensamentos fluírem. Com certeza ela poderia se acostumar àquela vida, tinha muito conforto e coisas praticas como água quente no chuveiro, enchendo sua banheira em questão de minutos. Precisaria cozinhar sua própria comida, porém isso era algo que ela realmente gostaria. Seu carro era mais rápido e confortável que uma carruagem.

Sentiria falta de seus trajes de rainha. Mas as roupas em seu closet a deixavam extremamente elegante, sexy e sentindo-se poderosa. Ainda que mesmo em trapos de mendiga a prepotente rainha se veria assim.

 

Ao terminar seu banho Regina jogou-se nua sobre os lençóis de seda, ela eventualmente vestiria seu pijama para dormir, mas no momento tudo que queria era sentir o tecido em contato com sua pele.

A morena adormeceu daquela forma, sem notar quão cansada ter sido mãe por um dia a deixou. Parecia o melhor sono em décadas. Bons sonhos sobre sua recente conquista e uma pequena garotinha que sorria para ela. Mas a menina começou a chorar e chorar sempre mais alto até que a mulher acordou frustrada e percebeu que não era exatamente um sonho. Emma acordara e de sua forma débil exigia a presença da morena junto a ela.

Surpresa por ter adormecido tão facilmente, Regina se vestiu em uma velocidade incrível e correu até sua pequena Emma para descobrir o que a afligia.

Após trocar suas fraudas – tarefa que a morena lamentou um pouco ter que fazer – Regina preparou o leite para a menina e depois cantou canções de ninar até que os olhinhos se fecharam. Um pequeno beijo foi depositado no topo da cabeça do frágil bebê que logo estava de volta em seu berço.